O movimento do aeroporto e o plano diretor
Dois problemas enfocados por este Jornal são de relevância para Londrina e região, porque têm a ver com o seu desenvolvimento local e de municípios mais próximos. Um deles mostrando que o número de vôos e o movimento de passageiros, nas rotas áreas que incluem a cidade, diminuíram em 2007, na relação com o ano anterior. Se isto é também reflexo do caos que se implantou no setor - atingindo todo o Brasil e que obrigou as empresas a reestruturarem suas linhas -, há também aspectos da infra-estrutura do aeroporto local e a falta do porto seco.
O outro problema é a curta disponibilidade de tempo para a Câmara de Vereadores avaliar a revisão do plano diretor da cidade. E este é um processo deve ser conduzido pelo Executivo, pelo Legislativo e pela sociedade, mas a Prefeitura só deverá apresentar o respectivo projeto no correr deste mês.
Quando o tempo está fechado não há movimentação de aeronaves no aeroporto, com transtorno para os passageiros e serviços de cargas e encomendas, e isto se deve à inexistência do ILS, um equipamento que, mesmo que com alguns limites, possibilita operações também com nebulosidade. Esta não é a única deficiência porque a pista precisa ser alongada em no mínimo 700 metros, mas o argumento oficial é que essa ampliação só ocorrerá com o aumento do volume de cargas, o que depende também de o sistema ser mais usado para esse fim pela comunidade local e regional.
O aguardado porto seco ainda não existe, embora com previsão de ser instalado em breve. A Prefeitura informa que já doou a área para expansão da pista, mas a infra-estrutura depende da Infraero. Há que aproveitar o ano eleitoral para insistir nessas reivindicações. Ainda mais pelo fato de Londrina ter uma administração municipal do mesmo partido do presidente Lula e mais toda a representatividade na bancada federal, um governador de ideologia afinada com a do supremo mandatário da República e um ministro que tem base no Paraná e especialmente em Londrina.
No caso do plano diretor, este é o instrumento básico para orientar a política logística e de desenvolvimento, não só local mais regional. De sua criteriosa elaboração depende o direcionamento presente e futuro do município como um todo e sua área de influência, e da cidade, no que diz respeito a estratégias de desenvolvimento urbano e rural, ocupação do solo, sistema viário, normatização das construções e infra-estrutura em geral. É algo que não pode ser discutido a toque de caixa, sob risco de equívocos de difícil recuperação depois de consolidados.





