Passado mais de um século dos resultados efetivos do movimento abolicionista, os afro-brasileiros ainda vivem uma realidade que nos faz pensar que todos os esforços dos abolicionistas, não foram e não são devidamente valorizados pelas gerações posteriores e pela atual, que durante todo esse tempo pouco fizeram de fato para que outros acontecimentos negativos não continuassem depondo contra suas existências.
A realidade mostra que a maioria dos afro-brasileiros, em vez de continuarem juntos, lutando pela afirmação de suas origens e ideais, se dispersaram em pequenos grupos, criaram quilombos, guetos e outros espaços isolados, estabeleceram a cultura do rancor e a apologia ao sofrimento dos seus antepassados.
Desde então, se autodiscriminam e segregam-se, aceitam passivamente a condição de ''minoria'' social e as contradições impostas pelos institutos de pesquisas e estatísticas que, juntos com alguns meios de comunicação, informam de forma pejorativa que os afro-brasileiros são excluídos na condição de igualdade no mercado de trabalho, na educação, principalmente no ensino superior, e que por estas e outras razões são desqualificados. Portanto, serão não se sabe até quando pobres e miseráveis, sem chances reais de crescerem na escala socioeconômica.
Preocupados com esta situação os titulares (afro-brasileiros) do Instituto Legionário São Judas Tadeu, entidade estritamente privada sem fins lucrativos, sediada na Rua Isolde Torquato Tílio, 542 Bairro Capão Raso em Curitiba , através do seu departamento de Defesa dos Direitos da Cidadania, decidiram implantar e efetivar mais uma de suas ações sociais, voltada à valorização e defesa dos direitos humanos, esta, porém dirigida exclusivamente à busca de soluções concretas para os problemas que atingem direta e indiretamente os afro-brasileiros.
Para esta finalidade, foi criado no início deste ano o Movimento Positivista Afro-brasileiro do Paraná MOPAP, com metas e ações de curto, médio e longo prazos, claramente definidas principalmente no que refere à valorização e ascensão social e econômica dos afro-brasileiros e que serão iniciadas imediatamente.
O MOPAP será dirigido e coordenado pelo Instituto Legionário São Judas Tadeu, através de pessoas devidamente treinadas e qualificadas, que desenvolverão um amplo trabalho de conscientização social, buscando o apoio da sociedade para a solução dos problemas apontados.
Outras informações sobre o MOPAP [email protected] serão fornecidas pessoalmente na sede do Instituto Legionário São Judas Tadeu, no horário das 8 às 17 horas, mediante ''identificação'' dos interessados, que deverão apresentar documentação pessoal e comprovante de residência para encaminhamento de correspondências relativas aos trabalhos e resultados do MOPAP.
SERVILIO DE SOUSA é presidente do Instituto Legionário
São Judas Tadeu em Curitiba

mockup