O medo da violência no Centro
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Folha de Londrina 
A sensação de insegurança que assola moradores e pessoas que trabalham ou estudam na região central de Londrina só aumenta. Dois crimes chocantes ocorridos nos últimos dias foram o estopim para que o medo crescesse e que o clamor por um planejamento que possa trazer a tranquilidade e a segurança de volta se torne cada vez mais urgente.
O jovem Hannan Silva, 21 anos, que tentava a carreira de youtuber e mantinha o sonho de seguir carreira no jornalismo, e o chefe de cozinha Fábio Ábila, 49 anos, funcionário de uma rede de restaurante que chegou a Londrina por esses dias, são personagens recentes desta situação pela qual passa a cidade. Ambos foram mortos em praças da região central e, segundo a Polícia, pelo mesmo assassino, um jovem bem conhecido de quem vive ou trabalha no Centro. A polícia trabalha com a linha de investigação de latrocínio (roubo seguido de morte).
Andar pela região central à noite virou sinônimo de medo. Basta conversar com quem trabalha ou mora neste local para se ter uma ideia da sensação de insegurança. Quem precisa andar pelas ruas centrais após as 20h sabe que será abordado a qualquer momento por algum viciado em busca de um “trocado”, ou algum bandido em busca de uma vítima. Escuridão, ruas desertas, falta de rondas policiais, tudo isso contribui. As praças, geralmente escuras por causa das árvores, viraram redutos de consumo e tráfico de drogas, prostituição e esconderijo de bandidos.
Presente na entrevista coletiva de apresentação do suspeito dos dois latrocínios, o major Nelson Villa, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, prometeu reforço no patrulhamento na região central, com intensificação das operações. Mas isso ainda é pouco. É preciso pensar em um plano para trazer a sensação de segurança de volta nos bairros e também no Centro.
O problema também é de saúde pública, já que muitos dos assaltos são realizados para sustentar o vício em entorpecentes. É preciso identificar os pontos críticos onde ocorrem mais crimes, iluminar melhor as ruas e praças, que ainda tem muitos pontos escuros e facilitam não somente os assaltos como o esconderijo dos criminosos. Somente uma força integrada de vários órgãos - com muita vontade de resolver o problema - pode mudar a situação.
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