O MASCOTE DA CASA Animalzinho faz a alegria da família e o lucro do pet shop
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sábado, 12 de outubro de 2002
Ana Setti<br> Reportagem Local 
Bichinhos de estimação revelam-se sempre uma fonte de prazer, mas também de gastos, que movimentam um segmento de mercado em constante efervescência. De fabricantes de acessórios, biscoitos e ração a supermercados, lojas e publicações especializadas, além de clínicas veterinárias, o negócio põe em ação uma extensa cadeia produtiva que, se não cresce em ritmo acelerado, mantém-se estável há alguns anos. Para Sebastião Preto Chagas, um dos sócios da DNA Cães e Gatos, que atua tanto no atacado, quanto no varejo do mercado paranaense, ''muita gente se interessa em abrir um negócio assim, pensando em grandes lucros, mas, na verdade, a margem é pequena e, por causa desse desconhecimento, várias lojas nem bem abrem, acabam fechando.'' Preto estima que, atualmente, existam cerca de 300 pet shops em Londrina. ''O ideal'', conforme avalia, baseado na demanda local, ''seria algo em torno de 100 lojas''.
E a demanda por cuidados especializados para os bichinhos, de tratamento veterinário ao famoso ''banho e tosa'', mostra fôlego de maratonista. A média de atendimento da DNA é de 8 a 10 animais por dia. Já a Bichos & Cia. Clínica Veterinária, que trata até mesmo de animais silvestres encaminhados pelo IBAMA, atende cerca de 20 animais por dia, de acordo com a veterinária Ana Cláudia Zini. ''Esse mercado ainda tem muito para crescer, mas, no momento, especialmente em Londrina, está saturado'', afirma Ana Cláudia.
Também nos supermercados, a área destinada aos produtos de pet shop valorizou-se muito de dois anos para cá, conforme explica Celso de Godoy Bueno, Chefe do Depto. de Bazar do Hipermercado Big, em Londrina. ''Hoje, trabalhamos com cerca de 900 a 1000 itens diferentes'', comenta, ''entre ração, coleiras, ossinhos, roupinhas, xampus, sabonetes etc.''. Em todo o Brasil, as 177 lojas da rede, que inclui os supermercados Mercadorama, possuem áreas especializadas em animais de estimação, atendendo pássaros e peixes, além de cães e gatos. A tendência, em sua opinião, ''é de que o mercado se mantenha como está ou até venha a crescer um pouco mais''.
''Os supermercados têm grande poder de negociação'', explica Preto, da DNA, ''por isso, conseguem vender alguns produtos, como ração, por exemplo, por preços muito baixos''. Contudo, como reconhece Celso, do Big, ''não há concorrência direta entre supermercados e pet shops, porque essas lojas oferecem, além de produtos, um atendimento diferenciado''. Esse atendimento costuma incluir até mesmo serviço veterinário 24 horas e orientação personalizada, amparada em ações de marketing. Como informa Preto, ''aproveitamos o dia das mães ou das crianças, para lembrar nossa clientela, por meio de um postal, por exemplo, sobre a importância dos cuidados com os animaizinhos de estimação''.
A partir desse contato frequente e amigável, os donos de pet shops conseguem definir o perfil da clientela: a maioria cerca de 80% dos clientes é formada por mulheres, que preferem cachorros de porte pequeno ou médio, como o Poodle, o Pincher, o Lhiasa Apso ou o Cocker; já os homens preferem cães maiores, como o Labrador ou o Pastor, e gatos, sendo que, nesse segmento, os ''vira-latas'' são os mais procurados, enquanto entre aqueles de raça, o campeão de vendas é o Persa, seguido do Siamês.


