O maior patrimônio de um jornal
O maior patrimônio de um jornal são seus leitores, como reiteradas vezes temos afirmado neste espaço. É pensando neles que esta FOLHA procura fazer o melhor, porque são importantes, como principal parâmetro aferidor do nosso prumo, a indicar se estamos no caminho certo. Tais referências ganham mais efetividade quando esses leitores se manifestam, enriquecendo as colunas de opinião e mantendo o debate, a heterogeneidade, a exposição de ideias, enfim a pluralidade que nenhum veículo pode prescindir.
A edição de hoje não é diferente. Mas há que se ressaltar a clareza com que os temas são abordados. A psicóloga que aborda a mudança de posição do equipamento de leitura dos cartões magnéticos dos ônibus; o contabilisa que pede a redução do número de deputados e senadores, como combate aos parasitas; o dono de restaurante, que não se conforma com o paradoxo entre salários dos congressias e salário mínimo. Em outras edições, médicos e advogados que alertam e orientam.
Chama a atenção particularmente a coragem de denunciar. Também neste quesito nossos leitores (tanto de Londrina, como de outros municípios) revelam lucidez e vontade de colaborar, todos os dias. A leitora Amanda Crispim Ferreira, mestranda em Estudos Literários, joga luz em uma questão polêmica: o conceito de laicidade da UEL. Diz ela que o conceito foi ''um pouco subvertido''. Estado laico - observa - não é aquele que proíbe as pessoas de se manifestarem religiosamente, mas aquele que garante a liberdade de crença e de culto. ''Assim, ao nos proibir de realizar nossas atividades no campus, nos ferem em um direito constitucional. Vejo uma grande ironia em tudo isso, pois utilizam a capela para o uso de drogas e não podemos utilizá-la para rezar.''
Cabe uma posição das autoridades. Certamente não se faz isto punindo autor da denúncia ou ironizando o fato - como virou costume neste país nos útlimos anos -, mas apurando a veracidade, sem paixões, com imparcialidade.





