O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Penso que se a prefeitura não tem condições de manter o espaço, ela tem por dever cedê-lo a quem pode mantê-lo... - WELINGTON LUIZ DE ARAUJO, Piracicaba (SP) ([email protected]); Quem sabe a próxima área será o Zerão, ou o Bosque, ou a própria barragem do Lago (que tal um cassino em cima da barragem?)... - MARCELO LESSA, Washington (USA) ([email protected]); Mais uma vez estão tentando doar para alguém parte de nossa cidade... - CLAUDIO GASPARI, Londrina; A prefeitura não tem condições nem de manter os atuais centros de recreação e muito menos de criar outros... - ESTVÃO DE OLIVEIRA, Paranavaí ([email protected]); ... Uma proposta séria e efetiva de revitalização do aterro do Igapó atrairia maiores recursos, uma vez que o turismo, como atestam diversas cidades brasileiras, é uma das principais fontes de recursos... - DIEGO PRAZERES, Curitiba ([email protected])
Carta aberta
Excelentíssimo Senhor Prefeito Antonio Casemiro Belinati. Tendo em vista a notícia veiculada pela imprensa sobre a intenção do Grupo Condor em obter a doação do terreno da Avenida Leste-Oeste entre a Supercreche ao Pronto Atendimento Infantil, recorremos a Vossa Senhoria para fazer algumas considerações fundamentais:
A Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) é apoiadora e parceira de todas as empresas e grupos de fora que queiram se instalar ou ampliar suas atividades no município; da mesma forma, a Acil apóia o Poder Público Municipal nas iniciaticas que se fizerem necessárias para que tais projetos sejam efetivamente implementados; sabemos o quanto são importantes estes investimentos e, como entidade empresarial, estamos juntos neste trabalho de atração de novas empresas; por outro lado, ressalvamos que o local pretendido pelo Grupo Condor é, no nosso entender, inadequado para o empreendimento.
Trata-se de uma área de localização estratégica, utilizada atualmente para atividades comunitárias e que tem uma série de possíveis destinações de interesse público. Londrina dispõe de um grande número de áreas compatíveis com a atividade supermercadista, nas quais o investimento do grupo teria igual ou maior retorno, sem que para isso um terreno público nobre fosse perdido.
Diante de todas estas considerações, solicitamos a Vossa Senhoria que analise a questão com a atenção devida, já que se trata do interesse comunitário e de bens públicos. Na certeza de que trabalhamos juntos para termos uma Londrina cada vez melhor, antecipamos os agradecimentos pela acolhida dos argumentos acima dispostos.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Acil
Comércio informal
Me causou grande estranheza ao deparar com o que disse o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região, Igarassu Louzada (Folha de ontem), que discorda do incentivo que tem sido dado às pessoas da informalidade pela primeira vez.
Talvez o Sr. Igarassu tenha sido infeliz em sua colocação, pois o comércio informal é uma coisa diferente da indústria informal. Desde que o mundo é mundo sempre existiu a indústria informal e qualquer produto que é feito por ela começa a ser comercializado informalmente, e só depois que é aceito pelas pessoas vai para a formalidade, através do comércio.
No caso do Camelódromo de Londrina, em que os participantes não pagam nada e recebem incentivos do poder público, os produtos negociados são contrabandeados do Paraguai.
O Sr. Igarassu reclama que o comércio não tem tido incentivo do Poder Público. Gostaria que ele me respondesse se os 15 anos de isenção do Shopping Catuaí foram dados a informais, e se no Catuaí tem alguma empresa informal. Também gostaria se saber se as indústrias Dixie Toga e Atlas são empresas informais, já que receberam incentivos.
- PEDRO R. PASSO, comerciário, Londrina
Segredo da felicidade
Estamos sempre correndo em busca de fortuna, procurando ganhar uma grande loteria. Imaginamos que, se obtivéssemos muito dinheiro nossos problemas seriam sanados. Com muito dinheiro sanamos apenas a falta dele, compramos prazeres, bens necessários e não necessários, apenas para satisfazer o desejo de posse. Mas se refletirmos com tranquilidade e inteligência perceberemos que, mesmo com falta de dinheiro para saldar nossos compromissos e necessidades básicas, nós, pobretões, vivemos no paraíso: as pessoas nos cercam por vontade e não por interesse. Não nos preocupamos com sequestro de familiares e nem com oscilação nas bolsas de valores espalhadas pelo mundo.
O dinheiro é muito importante. Sem ele não vivemos em sociedade civilizada. Mas em demasia é prejudicial. No dia-a-dia a mídia nos mostra os dramas e sofrimentos de magnatas e pessoas famosas. O sofrimento humano independe de condição econômico-financeira. Sofrem pobretão e ricaço. Insatisfação, frustração e dor ocorrem em casebres ou em mansão. São iguais. Precisamos ser mais e não ter mais. O segredo para a felicidade (que é o que de fato desejamos) é termos família, saúde, cultura, liberdade e uns trocos.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





