O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Não à anistia aos infratores
A lei aprovada pela Assembléia Legislativa de anistia às multas de trânsito, no Paraná, como já disseram muitos, é inconstitucional e ilegal. Mas não são apenas estes os seus atributos. Anistiar os infratores do trânsito significa legalizar a impunidade responsável pela morte e mutilação de milhares de paranaenses, vítimas de motoristas imprudentes. É jogar no lixo o novo Código Nacional de Trânsito já retalhado na sua implantação, mas que se tem mostrado como único instrumento capaz de reduzir a transgressão às regras de trânsito. É submeter à humilhação as autoridades e os policiais da área como também os fiscais municipais de trânsito, que têm a função de coibir abusos diários e constantes em nossas ruas e estradas. Não se trata de apenas defender o Código de Trânsito ou a rigorosa fiscalização dos motoristas. Ser contra a anistia aos infratores é acreditar que os bons exemplos demonstrados pela maioria dos motoristas paranaenses deverão ser estimulados cada dia mais.
A falta de informação sobre as regras de trânsito e os abusos de autoridade não podem ser usados como argumentos para a sanção de uma lei que despreza a convivência harmônica entre a evolução da indústria automobilística e os homens, promotores deste crescimento. Se as multas são injustas, devem ser contestadas e denunciadas. Se a informação sobre as novas regras de trânsito é incipiente, sugiro que parte do valor arrecadado com as infrações seja destinado à educação do nossos atuais e futuros motoristas como também ao treinamento de gente competente e eficiente para aplicação das multas. Os vereadores da Câmara Municipal de Londrina não concordam com a anistia aos infratores, pois defendem a disciplina no trânsito e a integridade física de cada cidadão.
- ADALBERTO PEREIRA DA SILVA, presidente da Câmara Municipal de Londrina
Informalidade
Temos discordado, em toda oportunidade, do incentivo que tem sido dado às pessoas que, na informalidade, atuam no comércio, concorrendo de forma ilegal com os comerciantes e industriais legitimamente estabelecidos, os quais geram empregos, pagam impostos e que, por essa razão, não têm como concorrer com os informais que não contribuem. Existe em Londrina até entidade e departamento municipal que ampara e difunde os informais e suas mercadorias. Sabemos que a situação econômica do País é das mais difíceis, mas acredito que seja para todos, indistintamente.
Não é possível assistir sem protestar a esse paradoxo que se avoluma e motiva a prática de transformar-se em micro para desfrutar das benesses que a lei garante. Acreditamos que o poder público não pode tratar do assunto de forma parcial, ofendendo os inocentes que mantêm a estrutura administrativa em todas as esferas. Quem fabrica ou vende alguma coisa, é ou não é comerciante? Se não é, tudo bem. Mas se é, por que existe diferença entre os formais e os informais? Que o imposto seja menor e compatível concordamos mas vistas grossas não é a alternativa aceitável até porque é ilegal. Como representante do comércio varejista, este Sindicato deixa registrado seu protesto contra os informais e seus incentivadores.
- IGARASSU LOUZADA, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região
Semáforos
Com a atual sincronia dos semáforos de Londrina, com certeza a cidade fica mais poluída, mais congestionada, mais insegura, e seus motoristas extremamente irritados! Sem contar o risco, pois, ao pegar todos os sinais fechados, invariavelmente o motorista vai se sentir tentado em furar um ou mais sinaleiros no vermelho. Por favor, responsáveis: sejam civilizados e tomem uma providência! Amem esta bela cidade! Não deixem estragá-la como fizeram com Curitiba!
- GUILHERME AUGUSTO PARISE, Curitiba
Está chegando a hora!
A campanha está no fim. A reta final sugere sola de sapato e língua sem papas. Os candidatos dão o último suador para suas mensagens chegarem aos enfastiados eleitores. Estes não vêem a hora desse jogo acabar, e que fique zero a zero. Um amontoado de frases de efeito que não produzem efeito, uma sopa de letras e fábricas de legendas que contribuem para uma campanha despolitizada. Nota-se uma distância muito grande entre o candidato e o eleitor. Distância essa que, espero, sirva de reflexão para todos os candidatos, vencedores ou vencidos.
- MÁRCIO LUIZ CARRERI, Londrina
([email protected])
Dia da votação
Recuperando-me de cirurgia e estando impossibilitado momentaneamente de me locomover como gostaria, busquei informações de como poderei votar nestas eleições, uma vez que as seções eleitorais, em sua maioria, instalam-se nas escolas da cidade quase sempre com escadas. A resposta que obtive é que eu deverei me dirigir até minha seção no dia da eleição, e se não conseguir votar, ir até o Fórum para uma justificativa.
A pergunta que faço é: não deveria o TRE prever estas situações e preparar uma urna para que as pessoas que se encontram em situações semelhantes, pudessem votar? Da mesma forma como os ônibus, os locais públicos devem ser preparados para o acesso aos deficientes, penso que nessa ocasião, a atenção a ser dispensada não poderia ser diferente.
- JORGE DOS SANTOS DA SILVA COSTA, bancário aposentado, Londrina
NR. A reclamação foi encaminhada à Editoria de Política como sugestão de pauta.
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