O leitor escreve

Desastre ecológico
Difícil mesmo foi acreditar que 12.000 toneladas de ácido sulfúrico foram jogadas no Porto de Rio Grande (RS), no acidente com o navio Bahamas, cujos efeitos colaterais já deixaram mais de 6.500 pescadores sem emprego e sem comida para sua sobrevivência, além da morte de peixes e animais marinhos. O mais estarrecedor foi que, ao invés de realizar a tentativa do transbordo para outro navio, a melhor opção foi jogar tudo no mar. Os gastos seriam menores. De que adianta o homem chegar na Lua, se não respeita a natureza? De que adianta ser o homem o único animal que se diz racional, se não respeita a vida? De que adianta cobrar multa de R$ 1.200,00 se milhares de peixes pagaram com a própria vida?
Os danos ao meio ambiente permanecerão por 1.000 anos. Chegaremos ao ponto de que teremos bilhões de reais, dólares, porém não teremos água potável, ar puro, nem alimento para nossa sobrevivência, pois o homem contaminado pelas síndromes da ganância, individualismo e um obscurantismo ambiental está antecipando a dizimação da espécie. Assim caminha a desumanidade contra os rios, mares e florestas.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Adeus a Rose
A notícia chegou fulminante como um raio: Rose faleceu. Embora a morte seja a coisa mais certa da vida, não estamos preparados para recebê-la, nem a nossa nem a dos que nos são caros. Logo a Roseli, pessoa tão querida que a tantos conquistou desde que, recém-casada com o londrinense Júlio, aqui chegou em 1962 e passou a ensinar aos jovens uma das suas paixões, a matemática. Muitos alunos receberam, nessas décadas, as suas lições objetivas que desmitificavam as dificuldades com aquela matéria e com as ciências em geral, que ela ministrava com a sabedoria dos doutos e com a didática dos sábios.
Lecionou na Escola Dario Vellozo, no Colégio José de Anchieta, no Grupo Escolar Hugo Simas, e se aposentou do magistério estadual no CES (Centro de Estudos Supletivos), sustentando que esse era um sistema de ensino que deveria ser seguido e ampliado, tal a sua eficiência. São insondáveis os desígnios do destino, incompreensíveis para nós, amigos e admiradores, que como pobres mortais transitamos pela vida efêmera e incerta, tendo de aceitar o imponderável, mesmo que atônitos e inconformados. Ficaram a saudade e a falta que ela nos faz. Era pródiga em distribuir felicidade com amizade e meiguice. (Em memória de Roseli Piotto Roehrig, falecida em 1º de setembro de 1998)
- MARIA ELIZABETH F. CARIA, Londrina
Lixo reciclável
Leio a notícia ‘‘Separação de lixo reciclável perde aos poucos apelo popular’’ e acho necessário que sejam desenvolvidas novas campanhas para o setor, principalmente pelo fato do Paraná ser referência nacional. Outros pontos importantes a ser enfocados referem-se ao fato de que o lixo reciclável é um fator gerador de emprego e que com a reciclagem o preço final dos produtos pode ser menor.
- GERHARD ERICH BOEHME, Florianópolis (SC)
Emergentes
Elogiar é fácil, às vezes, uma crítica construtiva pode ser mais eficiente . Li na Folha do dia 12, na coluna ‘‘Cá Pra Nós’’ sobre os deslumbrados, e aí se encaixavam os emergentes. Na coluna, a jornalista Elisiê Peixoto faz reclamações amargas sobre a conduta de alguns deles. Poder-se-ia fazer uma analogia com um professor que tem muitos alunos, cada um com sua personalidade e modo de ser. Por problemas disciplinares e de conduta, ele não deve ter ojeriza por este ou aquele aluno. Se isto acontecer, ele se desgastará e poderá se estafar. Nada contra a brilhante jornalista. A realização profissional passa pela paciência e amor a aquilo que se faz. Nosso país, pela quantidade populacional, tem um número insignificante de emergentes, os novos ricos, se tivéssemos milhares deles, certamente, seríamos um país melhor.
- OSVALDO ALVES DE SOUZA, economiário, Londrina
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