O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Aterro do Igapó 2 (1)
Na qualidade de arquiteta e urbanista, com mestrado em conclusão na área de Engenharia Urbana, e professora das três entidades de produção de conhecimento de Londrina (UEL, Cesulon e Unopar), portanto responsável pela formação de opinião dos futuros profissionais nesta área, não posso deixar de levar a público minha mais profunda indignação com relação ao crime de doação do aterro no fundo de vale do Igapó.
Os fundos de vale de Londrina são um importante índice de qualidade de vida, e representam uma expressão espacial da preocupação com a cidadania. A doação do aterro, além de tecnicamente prejudicial, uma vez que irá gerar vetores de expansão urbana a serem concentrados num local onde é de extrema importância que se mantenha a qualidade ambiental (solo e recursos hídricos), contribuirá para incalculáveis impactos ambientais e sociais, que o setor privado nunca terá sensibilidade de enxergar.
Como cidadã, e portadora de direitos de uso sobre o espaço da cidade, não imaginava que a atual administração pública (com o aval de todos os vereadores que votaram a favor do projeto de lei, com exceção de Elza Correia) também compactuasse com tamanha insensibilidade a ponto de privatizar um espaço que é de todos! A Universidade Estadual de Londrina, representada por profissionais atuantes e responsáveis, já se manifesta a respeito deste ato, e espera que essa preocupação seja também da coletividade.
Moradores de Londrina: não fiquem assistindo calados aos absurdos cometidos por administrações que enxergam em primeiro lugar as cifras monetárias, e não a qualidade de vida. Hoje doa-se o aterro, amanhã transformam o Lago Igapó e o Zerão em clube privado, em que você terá de pagar se quiser entrar.
- ELOÍSA RAMOS RIBEIRO, Londrina
Aterro no Igapó 2 (2)
Temos acompanhado com muito interesse a batalha não mais solitária da vereadora e amiga Elza Correia, para que o aterro localizado no Igapó 2, que jamais deveria ter sido feito, seja aproveitado de forma mais inteligente, com propõe a vereadora, agora apoiada pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade e outras entidades e pessoas de bom senso.
Moradores da região, preferimos a idéia de revitalizar aquele espaço, criando pistas para caminhadas, ciclovia, quadras esportivas, decks para pescaria, balanços em árvores, flores, pássaros, pôr-do-sol, vida, enfim. Não apoiamos qualquer tipo de empreendimento da iniciativa privada, passando por cima de leis e decretos sobre fundos de vale, parques ecológicos etc. Entendemos e concordamos totalmente com o parecer dos arquitetos da UEL que devemos analisar Londrina como um todo, preservando ao máximo nossos espaços verdes, sempre sacrificados em função do empreendimentos que visam ao lucro a qualquer custo.
- MILTON PAVAN E IZABEL QUEIROZ, Londrina
Aterro do Igapó 2 (3)
Parabéns ao professor Antonio Carlos Zani, da UEL (notícia veiculada ontem na Folha). Alguém precisa tomar frente contra os abusos que Londrina vem sofrendo em suas áreas públicas. Com referência à tomada de fundos de vale, isso já vem acontecendo. Cito a própria Associação dos Agrônomos (que deveria dar o exemplo) que como muitas outras construíu sua sede no fundo do Vale dos Tucanos, na área sul de Londrina. Digo porque moro em frente e vejo que a tomada desses fundos vem sendo cada vez mais constante, tirando assim uma futura possível área de lazer dos londrinenses. A prefeitura de Londrina deveria dar mais atenção aos casos de fundo de vale senão será tarde demais. Acredito que o professor não terá problemas para encontrar apoio da população em seu manifesto.
- MÁRCIO GROTT LOBO, Londrina
Anonimato covarde
Lamentável a situação da qual foi, ou ainda está sendo vítima, o Dr. Luis Eduardo Cheida, com a carta apócrifa que circulou em Londrina. Lamentável pelo anonimato que se traduz em covardia ou boato simplesmente para tirar a estabilidade da campanha do candidato a deputado federal. Lamentável também pela falta de inteligência de quem fez. Pois nada melhor para isto do que lembrar quem Luiz Eduardo Cheida apoiou em 1994 para o governo do Estado. Nada mais, nada menos do que o homem que mandou a cavalaria em cima dos professores do Paraná: Álvaro Dias. E por quê o Dr. Cheida apoiaria Álvaro em segundo turno, enquanto seus correligionários, em grande maioria, apoiavam Jaime Lerner (já para o primeiro turno)? Eu sei porque os vi aplaudindo, de pé, Lerner quando o governador foi participar de um debate no Anfiteatro Maior do CCB, na UEL. Existem gravadas as palavras do apoio do Dr. Cheida.
O autor da carta apócrifa não passa de um coitado, sendo ele um desqualificado em termos de caráter ou algum neurótico específico, daqueles que se contentam em saber que incomodou de algum jeito. Coitados também são aqueles que aplaudiram de pé Jaime Lerner, porque hoje querem vê-lo pelas costas e bem longe. Abaixo os apócrifos e os infiéis.
- MANOEL R.C. PAIVA, biólogo, Londrina
Correções
- Na capa da Folha Dois de ontem (Repórteres aventureiros) a legenda para as duas fotos superiores está incorreta. O certo é Domingos Meirelles e Ricardo Kotscho estão entre os repórteres que dão depoimentos...
- A frase Foi uma ação estúpida praticada por alguns facínoras, publicada ontem em O que foi dito foi atribuida erroneamente. Seu autor é o ministro das Minas e Energia Raimundo Brito.
- A reportagem Polícia identifica falsificador de CDs, que está sendo publicada hoje no caderno FOLHA CIDADES, contém uma incorreção. O empresário acusado de ser o responsável pela falsificação de fitas cassetes e CDS foi preso em flagrante e não está foragido, como afirma o subtítulo. Por motivos industriais, não foi possível corrigir o erro a tempo.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





