Universidades
Já passou da hora do governador Jaime Lerner atender as nossas universidades estaduais. Até quando teremos que assistir à debandada de professores e funcionários que já não conseguem sobreviver com os baixíssimos salários pagos pelo governo? Quem ainda não saiu está fazendo bicos e malabarismos para sustentar - precariamente - sua família. Faz um ano e meio que os servidores não têm um centavo de reajuste salarial, sem contar a falta de um plano de cargos e salários. Os sindicatos e reitores mal conhecem o conteúdo do projeto de autonomia que o Executivo enviará para a Assembléia Legislativa esta semana. O que quer o governo? Esfacelar o que resta do ensino, pesquisa e extensão de nossas universidades? É fácil propagandear: ‘‘Paraná: a transformação que a gente v꒒, mas queremos ver para crer. Até agora, essa transformação não passa de discurso.
- PATRÍCIA APARECIDA CELESTINO, de Londrina
Formatura 1
Como é emocionante, diante de mais uma solenidade de formatura da Universidade de Londrina, saber que diversos jovens venceram mais um desafio de suas vidas, alcançaram mais um patamar de sua história. Eles, que depois de enfrentar o vestibular e ficar anos no banco da faculdade, conseguiram terminar seus cursos e receber seus diplomas. Até ontem eles eram estudantes, agora são profissionais. Parabéns a todos eles e meus votos de que o que eles juraram, na frente de milhares de pessoas que assistiram à solenidade, associado à ética profissional, seja o norte do exercício da profissão que escolheram.
- MARIZE FONTINE, de Londrina
Formatura 2
A Universidade Estadual de Londrina acaba de formar mais 988 alunos, ou seja, são quase mil novos profissionais no mercado brasileiro. Quero questionar, em primeiro lugar, o nível de formação dessas pessoas. Vemos diariamente nos jornais a crise que enfrentam as universidades públicas por falta de recursos e o desânimo dos professores, que são mal pagos. Em segundo lugar, sabemos que o Brasil passa por momentos terríveis de desemprego. Onde e de que forma esses jovens vão trabalhar? A minha crítica não é para essas pessoas, que estão recebendo seus diplomas merecidamente, mas para os governos estadual e federal, que criem condições para que tenhamos nos país profissionais capacitados e com espaço para desenvolver o que aprenderam nas universidades.
- MARCUS DE JESUS, de Londrina
Hospital Universitário
O Hospital Universitário de Londrina é considerado um dos melhores centros de atendimento médico-hopitalar da cidade. O fluxo de pessoas que passam por ali diariamente é muito intenso. Os programas ali desenvolvidos são essenciais para a saúde da comunidade londrinense e também da região. Mesmo assim, vi na Folha de Londrina que a reforma e a ampliação necessárias para melhorar o atendimento naquele hospital podem não acontecer. Isso porque o governo do Estado ainda não liberou os recursos destinados pelo orçamento de 1996 para as obras. Pela importância que o hospital tem para a região Norte e pela extrema urgência e necessidade das reformas, acho que Jaime Lerner deveria liberar o mais rápido possível essa verba para o HU de Londrina. Aliás, acho que o encontro do Movimento pelo Norte, promovido pelo prefeito Antonio Belinati, poderia muito bem tratar do assunto com o governador.
- JOSÉ MIRANDA, de Londrina
Horário de verão
E acabou o horário de verão... Foram 133 dias em que tivemos o relógio adiantado em uma hora. A maioria das pessoas não imagina a dimensão dos benefícios trazidos por essa mudança.
É chato acordar mais cedo? É chato se adaptar ao novo horário? Com certeza. Nos primeiros dias é tudo muito difícil, mas com o costume podemos perceber até que o horário de verão é muito mais gostoso e proveitoso (afinal os dias ficam mais longos).
Mas o que quero falar, na realidade, é sobre a economia que esses dias possibilitaram. Na conta de luz, não sei dizer, mas por pura falta de observação. Alguma coisa, certamente, deve ter se alterado. Mas no geral, conforme publicou a Folha ontem, o país economizou 1% da energia global.
A percentagem é pequena (um por cento pode parecer nada), mas na ponta do lápis ela equivale ao consumo de energia do Distrito Federal. Ou seja, é a eletricidade utilizada por 1,8 milhões de habitantes.
Para concluir, quero ressaltar que essa economia é importante por dois aspectos. Um - ela reflete, mesmo que pouco, no bolso do consumidor. O segundo diz respeito ao que sempre tem sido alertado: o potencial de produção de energia elétrica é limitado, e se não houver consciência de que é necessário economizar, no futuro, poderemos viver (nós ou nossos netos) num mundo sem luz e sem os benefícios que ela traz.
- AMARILDO SIQUEIRA, de Maringá
Cinema
O que acontece com os cinemas londrinenses? Existem inúmeros filmes maravilhosos, excelentes produções, que não chegam nunca até aqui. Ou, no mínimo, demoram anos para serem exibidos nas telas dos cinemas da cidade. Fico indignada com essa limitação imposta ao público londrinense, que, colocando na balança, sempre tem como opção maior aqueles enlatados americanos que não dizem coisa com coisa, aquele excesso de violência, de ficção e de finais óbvios.
Os filmes bem elaborados, inteligentes mesmo, de diretores verdadeiramente talentosos, demoram décadas para chegar até aqui, e muitas vezes não ultrapassam os limites das capitais. Há mais de um ano, por exemplo, assisti em Curitiba à excelente produção do cinema brasileiro ‘‘Terra Estrangeira’’, com a Fernanda Torres, e até hoje esse filme não entrou em cartaz em Londrina.
Entretanto, faço aqui uma ressalva ao Cine Teatro Ouro Verde, que representa o outro lado da balança. Ele é a única opção para os amantes do cinema. Apesar das notórias dificuldades enfrentadas pela direção do Ouro Verde para manter a programação, é nessa sala que Londrina pode encontrar o que há de melhor na produção cinematográfica mundial.
- ANGELA SILVA, de Londrina
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