O LEITOR ESCREVE
Neurose obsessiva
O governo Fernando Henrique Cardoso está subestimando o povo deste país. É um insulto à inteligência esperar que ele esqueça esse desgoverno que o massacrou, ao longo de quase quatro anos, ignorando o aspecto social. O grande cabo eleitoral - único chavão que não se cansa de repetir - é o Real, criado no governo anterior, sobre o qual ele insiste em posar de criador. Com a moeda ancorada artificialmente no dólar, seu valor, na verdade, é absolutamente fictício. O governo FHC afirma categoricamente que não haverá pacote pós-reeleição. Entenda-se o contrário, quando haverá uma formidável implosão do Real, numa diarréia inestancável, que certamente incendiará o País.
O discurso pré-reeleitoral de FHC soa oco e inconsistente: ele afirma que vai fazer tudo que não fez em quatro anos de desgoverno... Todo o País assistiu, na verdade, o que o governo FHC fez: criou o Proer para socorrer os bancos larápios, que rapinaram o dinheiro do povo. Nenhum banqueiro foi preso ou teve seus bens cassados. Seguiu à risca a cartilha do FMI, beneficiando a agiotagem internacional, em detrimento do País e do povo brasileiro. A reforma agrária arrasta-se, morosa, sem muita vontade política, sem resultados eficazes, só para calar a opinião pública.
O próprio FHC declarou na televisão que daria ao funcionalismo civil, inclusive aos aposentados, os 28,86% de aumento concedido aos militares há cinco anos, em 1993, no governo Itamar Franco. Mentira. Só abiscoitou esse aumento a equipe que dá sustentação ao seu governo e os funcionários de nível médio, que ganharam apenas 13% a 18%. Os demais, de nível superior, que somam 150 mil funcionários, ganharam 0,00% de aumento, incluindo os professores universitários, seus colegas. Membros de sua equipe econômica tiveram o desplante de declarar que não darão nenhum aumento ao funcionalismo em 1999, após amargarmos um jejum de quatro anos. Na sua megalomania, após rotular os aposentados de vagabundos, FHC alimenta ainda a insensata pretensão de ser reeleito.
O governo FHC esteja certo: não ganhará votos dos sem-terra, dos sem-teto, dos sem-saúde, dos sem-remédio, dos sem-escola, dos sem-comida, dos sem- aumento de salário, dos sem-nada, alijados à margem da cidadania, que foram postergados, ignorados por esse governo cruel e desumano.
- ANTONIO DONATZ RIBEIRO DA SILVA, Curitiba
Convocação da SRP
Cumprindo promessa de campanha e agradecendo a importante participação do Sr. João Milanez na eleição que nos trouxe até à diretoria da Sociedade Rural do Paraná, estamos iniciando uma atuação mais efetiva junto aos associados. Nossa intenção é construir uma Sociedade Rural cada vez mais forte, unida, e a sua participação tem sido muito importante e até mesmo decisiva. A Sociedade Rural é uma entidade sempre respeitada por todos os paranaenses. Ela é nossa voz na defesa dos interesses dos agropecuaristas junto aos representantes políticos, às outras entidades de classe e aos poderes constituídos. Temos certeza de realizar, junto com você, uma grande transformação na Sociedade Rural do Paraná, deixando-a cada vez mais democrática, dinâmica e influente nas decisões que afetam o nosso setor.
Queremos você junto de toda a diretoria da Sociedade Rural, opinando, participando, cobrando resultados, influindo nas decisões que dizem respeito ao nosso presente e ao nosso futuro. Queremos também que você ajude a ampliar o quadro da Sociedade Rural do Paraná, indicando parentes, vizinhos ou amigos que ainda não sejam associados, conversando com eles, demonstrando a importância de participar da entidade e informando que novos sócios têm abatimento de 50% na jóia e na anuidade de 1998, inscrevendo-se até o dia 30 de setembro. Ajude-nos. Quanto mais unida, mais forte será a Sociedade Rural. Quanto mais forte, mais influente. Quanto mais influente, mais resultados práticos vai conquistar para os agropecuaristas do Paraná. Estamos prontos para enfrentar os desafios e para isso contamos sempre com você.
- FRANCISCO LUIZ PRANDO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná
Pedágio
A reportagem ‘‘Marcha pode parar pedágio na 277’’ (Folha Cidades de ontem), pela qual se noticia a mobilização de cidadãos contra o pedágio, é muito interessante em época de imobilidade e de, a bem da verdade, omissão da população no que diz respeito aos temas de interesse social.
A mobilização deveria servir para se resgatar o espírito crítico do cidadão paranaense, como forma de não se deixar ‘‘passar em branco’’ fatos que atentam frontalmente contra os interesses da sociedade, como é o caso do pedágio, o qual já está sendo pago por todos, inclusive pelo assalariado que no mínimo come arroz e feijão todo o dia.
Concidadãos paranaenses, se não nos mobilizarmos e nos organizarmos com relação aos temas que interessam à sociedade e que, infelizmente, em muitas vezes são resolvidos pelos políticos sem o nosso conhecimento, dentro em breve, talvez, ao acordarmos pela manhã, sejamos surpreendidos com a venda do patrimônio público do Estado.
- JOÃO LUIZ AGNER REGIANI, advogado em Maringá
Correções
- Na nota ‘‘SOS’’ da coluna ‘‘Comício eletrônico’’ publicada na página 4 de ontem, o nome correto da candidata ao Senado pelo PSC é Maria Fernandes.
- Diferentemente do que foi publicado na coluna ‘‘Súmula’’, na página 2 da Folha Economia do dia 7, no item ‘‘Tributos e contribuições federais’’, a data para o recolhimento dos impostos e contribuições sobre a receita de agosto para as indústrias optantes pelo Simples é dia 10 de setembro.
- A primeira página do clichê de Londrina de ontem informou incorretamente que o Londrina Esporte Clube iria enfrentar o Náutico ontem, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O jogo acontecerá hoje.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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