O LEITOR ESCREVE
Juventude
O IBGE constatou que o Brasil está deixando de ser país de crianças para se tornar país de jovens e adutos. Segundo estimativa, até o ano 2005 teremos 1,5 milhão de adolescentes a mais a cada ano, certamente todos disputando um lugar ao sol no reduzido mercado de trabalho. Resta saber que condições esses jovens terão para concorrer. Há jovens desempregados em todos os níveis sócio-econômicos. Por isso é necessário que as medidas a ser adotadas sejam direcionadas. Podemos incentivar a empresa juvenil com linhas de crédito e apoio técnico ao jovem que queira investir em negócio próprio.
Outra possibilidade é investir na entrada de jovens em programas sociais e ambientais, financiados pelos governos e outros organismos. Não nos esqueçamos dos jovens da zona rural, ávidos para morar em centros urbanos em busca do sonhado primeiro emprego. Eles também precisam de apoio e incentivo para fazer da pequena e média propriedade rural uma empresa geradora de trabalho e renda. Sugiro a criação de organismos regionais que sirvam de apoio aos governos na formulação, divulgação e implantação de políticas voltadas ao atendimento dos jovens.
- JULIO BOTELHO, Londrina
Temor pelo desconhecido
Vivemos com medo de ligar o rádio e a televisão ou folhear o jornal. Tememos encontrar inverdades cometidas por políticos ou violência perpetrada exatamente por quem deveria nos proporcionar segurança. As desigualdades sociais seguem mostrando paradoxos. Uns se locupletam e outros morrem de fome, na verdadeira acepção da palavra. E nada é feito. A saúde é uma vergonha. O cidadão levanta de madrugada para entrar numa fila de iguais na busca de um medicamento que deixará dúvida sobre sua autenticidade. Até remédio é falsificado. Entretanto, ainda encontramos força para amar um pouco mais nosso semelhante menos favorecido. Perante Deus somos todos iguais.
Mas no dia 3, abrimos um exemplar da Folha de Londrina/Folha do Paraná e tivemos, outra vez, o prazer de ler o artigo ‘‘Temor pelo desconhecido’’, do jornalista Walmor Maccarini, a quem cumprimentamos. Os artigos dele nos dão força e coragem de lutar por uma vida mais justa aqui na terra e nos preparar para a próxima vida.
- ARTEMIO PERTUSSATTE, Palotina
Promessa eleitoral
A campanha eleitoral trouxe as intermináveis promessas dos candidatos. Um, que fala muito rápido e está sempre zangado, promete a bomba atômica. Alega que temos que nos defender do vizinho Paraguai, ‘‘potência bélica que pode querer nos invadir’’. Outro promete exterminar a praga do amarelinho, o fungo que dizima os laranjais de São Paulo, da seguinte forma: pesquisar e desenvolver tinta especial roxa e pintar as laranjas ainda no pé (o amarelinho, ao deparar com a mudança de cor, morreria de paixão e desgosto). Um terceiro promete uma fábrica de pão de queijo, cuja produção seria toda exportada para o Primeiro Mundo. Com o lucro começaria a produção em série dos automóveis Simca-Chambord (sucesso dos anos 60). A promessa mais criativa foi apresentada como a maior revolução do final do milênio: uma engenhoca para enxugar gelo.
As promessas são feitas num circo, onde os artistas se apresentam. São distribuídos brindes, como cestas básicas e dentaduras de segunda mão. Passado o pleito, posse tomada, a primeira providência é nomear parentes como assessores de gabinete. Afinal - justificam - uma das funções do político é combater o desemprego. O povão que acreditou fica triste e decepcionado. A cesta acabou e a dentadura quebrou. Paciência. Acabam se conformando e torcendo para que na próxima vez as dentaduras sejam de primeira linha.
- HÉLIO EDUARDO LUCAS, Londrina
Agradecimento
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Londrina - Escola Especial Santa Rita utiliza a Folha de Londrina/Folha do Paraná para retribuir o apoio da comunidade londrinense duranta a Semana Nacional do Excepcional, de 21 a 28 de agosto, para a realização dos diversos eventos programados em benefício dos 240 alunos que a entidade atende atualmente.
Foram fundamentais as iniciativas da Transporte Coletivo Grande Londrina, Buffet Carvalho, Buffet Planalto, Super Muffato, 5º Batalhão da Polícia Militar, Maria Amélia Romero (Núcleo Regional de Ensino), Grupo de Louvor da Igreja Batista, Cativa, Rotary Londrina Nova Geração e dos meios de comunicação em geral. Atitudes de apoio tornam ainda mais fortes nossos objetivos e nos incentivam a trabalhar pela reabilitação e integração das pessoas portadoras de deficiência mental.
- JOSÉ CARLOS DOS REIS, presidente da APAE-Londrina
Ensino público
‘‘UEL reduzirá taxa do vestibular para R$ 90,00’’, diz a notícia. Mais uma vez fica provado que o ensino público no Paraná é cada vez menos público, privilegiando as pessoas com melhor poder aquisitivo, não bastasse a indústria dos cursinhos.
- ROSEMAR F. VALGINHAK, Londrina
Correção
O nome correto da cantora citada na reportagem ‘‘Tributomania’’, da edição de sábado da Folha2é Jussara Silveira e não como foi publicado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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