O LEITOR ESCREVE
Respeito ao deficiente
Há uma reserva de vagas em concursos públicos para portadores de deficiências, de acordo com a lei, num percentual de 5%. Antes da lei federal assim determinar, em Londrina havíamos inserido este percentual na legislação local. Infelizmente não tem sido observado o que está escrito. Sugerimos que as empresas concessionárias de serviço público, como o transporte coletivo, reservem um percentual em atividade possível, para deficientes. É absolutamente compatível a atividade de cobrador. Mas ainda não fomos atendidos. Infelizmente.
Os edifícios públicos e particulares devem facilitar o acesso de pessoas deficientes. Sabemos da dificuldade que muitos têm para entrar em determinados locais. Portas estreitas, ausência de rampas, falta de corrimão, são obstáculos nem sempre lembrados pelos que constroem. Mas se legislamos e podemos fazer a lei ser cumprida, precisamos atentar para estes detalhes. Não faz muito tempo introduzimos mudança na lei, implantando esta observação também no Plano Diretor de Londrina, para que sejam facilitados o acesso e o uso dos prédios pelos deficientes.
Se o acesso é permitido e torna-se possível, nem sempre o uso era compatível. Alguém que usa cadeira de rodas não acessa um sanitário com a mesma facilidade que os outros. Portanto, nada mais justo do que promover, através da lei, o acesso e o uso de prédios.
A Câmara Municipal promoveu adaptações recentes que tornam seu prédio acessível e podendo ser usado em diversas dependências pelos deficientes. Este nos parece o exemplo correto. Esperamos que órgãos públicos e a iniciativa privada possam fazer o mesmo. Não será nenhum favor. É nossa obrigação tornar menos difícil a vida dos portadores de alguma deficiência, mas que mesmo assim estão também no mercado como força de trabalho e em muitas oportunidades dando-nos até demonstrações de como superar dificuldades com determinação e fé. A lei é para ser cumprida.
- ANTENOR RIBEIRO, vereador em Londrina
Lixo em Rolândia
A densa e tóxica fumaça do lixão está tomando conta de Rolândia. Até quando poderemos aguentar? São as crianças e os idosos que mais sofrem. É lamentável deixar o sofrimento correr solto para que as 50 mil vítimas da cidade se revoltem contra meia dúzia privilegiada da roça. Meia dúzia que ousa questionar a instalação salvadora de um aterro no meio rural, empenhada em envolver a população para uma solução de baixo para cima, rápida, adequada e que tenta continuidade. Temos que escutar a fórmula já muito repetida: ‘‘Não podemos deixar prevalecer o interesse de poucos em prejuízo da coletividade.’
Assim o político sempre é vencedor. A minoria não conta, e a coletividade, sem esclarecimento, continua na ilusão de um mundo melhor.
A meia dúzia da roça está disposta a arregaçar as mangas. Temos que ajudar os 50 mil habitantes de Rolândia a tornar possível o trabalho e o abafamento com terra dos focos que causam a fumaça do lixão. Segundo sanitaristas, serviço simples e não muito caro que pode ser executado sem interferir no funcionamento atual do lixão. Bastaria um pouco de boa vontade e responsabilidade para que o sofrimento seja amenizado enquanto é discutido o tratamento mais adequado.
É cômodo usar a insustentável situação atual do lixo como argumento de decisão, pressão e oposição. Não se trata de poupar meia dúzia de pessoas que poderiam passar a ser incomodadas por moscas, cheiro ou fumaça. Trata-se de achar o melhor destino para o lixo, de não impactar mais uma área. De proteger nossas águas. De matéria-prima gerando renda. De uma indústria verde. De muitos empregos. Do nosso meio ambiente. Queremos projetos possíveis de ser administrados hoje e amanhã. A atual situação do lixão de Rolândia mostra como é possível administrar o lixo. Não temos o direito de resolver um problema criando novos problemas. Somos responsáveis pelo presente e futuro.
- DANIEL STEIDLE, Rolândia
Saúde pública
A situação da saúde pública no município da Fazenda Rio Grande é uma aberração. Os médicos e enfermeiros são incapazes e pouco competentes. Há falta constante de pediatras. Para conseguir uma consulta, o interessado tem de madrugar no portão dos postos. Não existe atendimento de emergência. Todo cidadão - principalmente crianças - com problema de saúde é colocado numa Kombi e transportado para hospitais de verdade em Curitiba. Isso após mofar longas horas em bancos na recepção. Com a palavra o governador Jaime Lerner, responsável pela situação também naquele município.
- CÉLIO BORBA, Fazenda Rio Grande
Campeão da carne
Ocorreu nos últimos 60 dias um fato histórico: o preço do quilo da carne de gado, em Belém do Pará, está menor do que o cobrado em Porto Alegre (RS). Hoje se compra a carne de primeira, sem osso, por R$ 3 nos supermercados paraenses. Até o governo JK, nos anos 60, o Estado do Pará abatia bois que vinham do Rio Grande do Sul, no tombadilho dos navios da Costeira e do Lloyd. A arroba é vendida pelo fazendeiro a R$ 24,90. O quilo do boi (pesado na balança da fazenda) é de R$ 0,83. Quando se trata de vaca o preço cai 15% e chega a R$ 0,73. Preço de banana.
Desta forma o Pará passa de Estado importador de carne para exportador. A pecuária regional está de parabéns. Registre-se que, criando gado, o Pará viu surgir um mercado de trabalho, representado por vaqueiro, seleiro, veterinário etc. A pecuária ocupa 3% da área do Estado. Em Belém se come 1 quilo de carne a menos de US$ 4. O menor preço do produto em qualquer parte do mundo.
- MARCUS ODILON, Paragominas (PA)
Correção
- O casal que aparece na foto nº 6 da coluna social Elisiê Peixoto, de ontem, é Célia e Antonio Carlos de Oliveira, de Rondon.
- A foto publicada na página 3 da Folha Economia de terça-feira é do ex-prefeito de Cascavel, Fidelcino Tolentino, e não do atual, Salazar Barreiros, personagem da matéria ‘‘Fórum apóia ramal de gasoduto em Cascavel’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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