O leitor escreve
O leitor escreve
Pedágio
Começaram a cobrar o pedágio antes da campanha eleitoral ir às ruas. Foi a maior chiadeira. A campanha está na rua e baixaram a tarifa em 50% porque nas pesquisas querem andar na frente da oposição. Mas se a oposição encostar nas pesquisas, em setembro, passarão o pedágio para unilateral. Isto é, pagamento só na ida ou só na volta.
Se houver segundo turno, as empreiteiras vão até pagar para o usuário desfrutar das rodovias maravilhosas e o pessoal do governo (e as empreiteiras) certamente ganharão as eleições. Chegamos à triste conclusão de que somos responsáveis pelo que está acontecendo no Estado porque votamos sempre nos que julgamos melhores e o resultado é sempre o mesmo. Elegemos cabrito para tomar conta da horta.
O Brasil é rico em leis, mas não tem justiça. Qualquer órgão de proteção ao cidadão teria impedido o pedágio no Paraná. Quando se paga e as pistas são duplas não há o que reclamar. O único trecho de pista dupla que temos no Norte do Paraná é de Londrina a Maringá.
- WALDOMIRO LOPES ANDRADE, Santo Antônio da Platina
Alencar Furtado
O aparecimento de Alencar Furtado, na edição do dia 25, da Folha, falando sobre o lançamento de seu livro A Posseira e o Doutor, causou-me alegria e algumas recordações. Ao rever no jornal um dos grandes líderes de verdade que o Paraná já teve, relembro da sua campanha eleitoral quando candidato ao governo do Estado. Na época, em Arapongas, durante uma reunião com um grupo de amigos, a maioria professores, na quase totalidade eleitores de outro candidato, disse o seguinte: Vamos votar no Alencar, um homem experiente, de estrutura política consolidada, de mensagem firme, concreta e sincera, e não apenas palavreado. Um homem forjado na dianteira dos campos de batalha, pela democracia. O outro candidato venceu as eleições. Deu no que deu. A educação no Paraná registraria um dos capítulos mais tenebrosos de sua história. Por coincidência, estamos às vésperas de grandes manifestações dos professores, que tristemente recordam aquele fatídico dia de final de agosto de 1988.
- GUMERCINDO P. DE MELLO FILHO, professor, Londrina
Imunidade
O poder de veto que certos países desfrutam no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas é muito parecido com a imunidade que os parlamentares têm no Brasil. O Sudão quis que fossem vistoriadas as instalações da indústria farmacêutica (sem farinha), mas Bill Clinton, preocupado que se descobrisse que fora apenas uma jogada para desviar as atenções sobre as acusações de atividades extraconjugais, mandou bala nos africanos e depois vetou a inspeção.
É fácil ocultar a verdade assim. Por falar em imunidade, a taxa de desemprego, ao menos no informal, não deve existir mais. Cheguei a esta conclusão observando a quantidade de pessoas trabalhando como cabos eleitorais. Vi tantos de um só candidato que pensei que se conseguir apenas os votos dos cabos, será eleito tranquilamente. Gastam esse mundo de dinheiro e depois recuperam em dobro. No mínimo, que não é o salário.
- MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Privatização
Privatização deve ser excelente negócio. Na República Tcheca o governo caiu por causa de contribuições à campanha em retribuição à privatização de empresas públicas. Na Rússia, por motivo semelhante, caiu um ministro. No Brasil, onde não há corrupção, apesar da privatização generalizada a toque de caixa, não se vê nada disso.
- PAOLO MARANCA, São Paulo
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





