O leitor escreve
Vim, vi e venci
Telespectador assíduo do seu Programa Manhattan Connection vim saber que uma das coisas que Paulo Francis mais gostava era de ir aos banheiros dos cinemas americanos - isso dito por ele no seu último programa. Então, ao ser mostrado o banheiro da mansão do Collor ou do Marcos Coimbra - agora não aparece o dono - me dirigi à Internet Pública no farol das cidades da Prefeitura de Curitiba, para enviar-lhe um e-mail dizendo que ele poderia inaugurar o banheiro em Miami, que conta com revestimento de ouro de 24 kilates e que iria gostar muito.
Passado a mensagem em clima de muita alegria, ao voltar do meu trabalho liguei no JN, e vi sua imagem alegre no Central Park, NY, e no GNT, por ironia do próprio destino estava sendo reprisado o último programa, demorei um pouco para acreditar, mas ficamos sabendo de sua morte e passagem para o outro lado da vida. O Brasil e o mundo perdem, ao apagar das luzes do século XX, um dos seus maiores jornalistas, crítico de cinema, arte e música e um dos maiores divulgadores das marchinhas brasileiras como Alalaô, Alalaô, Boneca de Piche, Eu fui às touradas de Madrid, Pum Pum Para Tim Bum, nos fez sempre rir, discordar, pensar e refletir. Dizia sempre que editava sua coluna de uma página inteira nos principais jornais brasileiros em 5 minutos em pé ou deitado.
Na sua passagem pelo Planeta Terra, Paulo Francis encontrou tempo para escrever, isto foi o preço do seu sucesso. Encontrou tempo para pensar, isto foi sempre a sua fonte do saber.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba.
Buracos
Algumas ruas de Londrina estão intransitáveis. Os buracos são tantos e tão grandes ... Aliás, alguns não são buracos, são verdadeiras crateras. Na avenida Duque de Caxias, próximo à avenida Brasília, por exemplo, existe um enorme. Apesar de algum bem intencionado ter colocado um pneu de caminhão perto do buraco, chamando a atenção para o perigo, o risco de ocorrer acidentes graves naquele local é muito grande. Situações similares são encontradas em outras ruas da cidade. Está mais do que na hora de a Prefeitura, através da Secretaria de Obras, providenciar uma solução para o problema.
- MARILUCI FERNANDES, de Londrina
Transporte coletivo
A novela em que se transformou a questão do transporte coletivo urbano de Londrina está mais interessante que a falada produção global de O Rei do Gado. Personagens que antes tinham sua imagem desconhecida pela maioria da população começam a ser reconhecidas na rua. Às vezes com simpatia, às vezes com ódio, dependendo do papel que desempenham na novela da vida real. Em todo esse contexto surge um novo personagem, que não é convidado especial, mas aparece e rouba a cena. O perfil psicológico deste novo personagem tem uma característica diferente da maioria dos atores principais. Em seus olhos, em suas faces sofridas e maltratadas pelo sol, em suas mãos calejadas da luta pela vida, vê-se a melancolia de quem tem sede de justiça. Este novo personagem busca aquilo que é certo, que é justo. É preciso que aqueles que têm o mando político e jurídico não se esquecem deste novo e importante personagem, sob pena de serem retirados das próximas novelas reais.
- TITO VALLE, de Londrina.
Juiz 1
Sábia a decisão do juiz Manuel Sebastião da Silveira, ao se desligar do imbróglio que se tornou a licitação dos serviços de transportes coletivos em Londrina. O juiz tomou decisões polêmicas ao longo do processo, mas sempre de acordo com a lei. E não mais poderia ficar, porque, caso mudasse de posição, seria visto como um homem frágil, que se curvou às pressões exercidas pela prefeitura.
- HUMBERTO SPERAFICO, de Londrina
Juiz 2
O juiz Manoel Sebastião da Silveira desistiu, finalmente, de continuar julgando o processo de licitação dos transportes coletivos de Londrina. O juiz deveria ter deixado o caso há muito tempo, pois a cidade não suporta mais esse lero-lero, esse nhé-nhé-nhém, esse vai-não-vai, esse chove-não-molha, essa barafunda, esse túnel sem luz no fim em que se transformou o processo de licitação. Monopólio, nunca mais!
- CARINA M. MARTINS, de Londrina
Petista?
No Informe Folha da Folha de Londrina de ontem havia uma notinha dizendo que o ex-prefeito de Londrina, Luiz Eduardo Cheida, está mais petista do que nunca, por ter deixado crescer a barba e o bigode. E na mesma coluna, havia outra nota dizendo que ele está devendo 40 mil para o partido através do qual se elegeu - o PT. Na realidade, acho que esse novo visual do ex-prefeito está mais para disfarce que para identificação petista. Afinal, com uma dívida dessas ele não deve estar querendo ser reconhecido.
- DANIEL LEÃO BORGES, de Londrina
Anibal Khury
A impressão que tenho é que a Assembléia Legislativa tem dono. Instalado naquela Casa há 30 anos, o deputado Anibal Khury foi reeleito pela quarta vez presidente da Assembléia, isso sem contar as 13 vezes que assumiu o cargo de 1º secretário. Gostaria de entender de onde vem tanta influência, tanto sobre os colegas de parlamento, quanto sobre os outros poderes (Executivo e Judiciário).
- MARCELLA FLUENTE, de Maringá
Sem-terra
Ao ver a foto dos sem-terra em volta da piscina da fazenda Doralúcia, em Cruzeiro do Sul, publicada ontem pela Folha, lembrei-me, por contraste, dos sacrifícios e privações a que se submeteram os imigrantes que cultivaram com seu suor e seu sangue as terras do Sul e Sudeste do Brasil, fazendo dessas regiões não só as mais prósperas do País como das mais pujantes do mundo. A foto dos sem-terra se refestelando ao lado da piscina da Doralúcia, tendo ao fundo a sede da fazenda - uma grande casa com ampla varanda - revela o que no fundo, no fundo, querem esses invasores despudorados: sombra e água fresca.
- ALTEMIR MAZZUCO, de Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





