O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Pedágio
Ao retornar de Londrina para Apucarana dia 21, por volta das 18h30min, percebi que no contorno de Rolândia não havia movimento no sentido Apucarana-Londrina. Pouco depois do viaduto havia alguns carros da Viapar e da Polícia Rodoviária atendendo a uma ocorrência. Para o meu espanto e indignação constatei que todo o tráfego estava sendo desviado pelo antigo traçado, ou seja, por dentro de Rolândia. Por que o tráfego não foi desviado somente a partir do viaduto, evitando assim parte do congestionamento e do transtorno de passar por dentro de uma cidade com zilhões de quebras-molas e semáforos? Será que faltou inteligência? Será que era realmente necessário interromper o fluxo naquele sentido? (no trecho da ocorrência são três pistas). Não terá sido uma arbitrariedade?
- PLÍNIO CÉSAR BASSI, Apucarana
TV Tarobá
Sobre a TV Tarobá de Cascavel: qualquer pessoa que vive no Sul do Brasil conhece sua performance brilhante e capaz de fazer uma das melhores ou a melhor programação regional em nosso país. Como sempre foi uma empresa bem administrada, a emissora traz sempre ótimas surpresas como esta que acabo de ler, sobre a inauguração da era digital do Sul. Desejo a todos desta magnífica empresa sucesso, e que continuem criando os profissionais que ajudam a transformar os cenários televisivos em obras de arte.
- GILMAR BERTELLI, Mogi das Cruzes (SP)
Politicalha
É uma vergonha para o Paraná a aprovação de projeto de lei, pelos nossos deputados estaduais, perdoando os motoristas infratores do pagamento de multas e da perda de pontos na carteira de habilitação. Essa atitude politiqueira, que premia os maus motoristas em detrimento dos bons, desestimula o trabalho sério dos policiais rodoviários e alimenta a impunidade e a corrupção.
O governador Jaime Lerner, que é político sério, não deve sancionar essa decisão bastarda dos deputados, sob pena de se prejudicar politicamente. Não é justo que a politicalha - em benefício de uma minoria que desrespeita a lei, fere e mata nas estradas - manche a boa reputação da Justiça do Paraná e de milhões de paranaenses sérios e humildes.
- ANTONIO GIONA, Umuarama
Amor não aprisiona
Laços e chicotes, materiais ou psicológicos, que aprisionam e machucam, jamais deveriam prevalecer no relacionamento humano, nesta comunhão de corpos, almas, mentes e espírito. Quando a ternura se estabelece num relacionamento, sem o ranço da obrigatoriedade e a escravidão do tenho de, a paz se estabelece e podemos crer um pouco mais na espécie humana e no divino.
Festas tipo peão do boiadeiro ou touradas, quando o homem tenta à força dominar o irracional, existem, mas num relacionamento a força da ternura, o êxtase do amor derramado nos lençóis, o sorriso e às vezes - e por que não - do derramar lágrimas, pois bicho não chora, coisas de gente. O amor não necessita das cadeias da intolerância ou de provas jurídicas para ser vivenciado. Pelo contrário, não há o que apague um relacionamento baseado na ternura, respeito, carinho, sexualidade sadia, conversas abertas e sinceras, expondo o nosso eu sem receio de retaliação.
Pode até acontecer que as pessoas que buscamos por toda a vida nos laços ternos, indestrutíveis, de respeito e carinho, sexualidade e orações - jamais fiquem conosco, por decisão amadurecida de ambos. Mas quando nos lembrarmos dos momentos incríveis, em que a sinceridade invadiu todo nosso ser, prevalecerá a verdade do amor inscrita em ouro em nossos corações, independente de gargantilhas estraçalhadas por outros desejos. E este amor, que supera as contingências e formalidades, fará bem a outros seres nossos e queridos, como no filme As Pontes de Madison: decisão tomada a dois, numa suave sintonia de amor verdadeiro.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Domínio político
Notamos um abismo entre as gerações mais novas e mais antigas. Parece não haver idealismo, garra e luta no meio jovem. Esqueceram da importância da liberdade, igualdade e respeito pelo indivíduo e pela própria vida. De 1889 a 1930, época da chamada República do Café-com-Leite, fazendeiros paulistas produtores de café dividiam o poder governamental com pecuaristas de Minas Gerais. Eles dominavam a política e se revezaram na presidência da República. As eleições eram fraudadas. Mandavam os coronéis. Em cada lugar havia meia dúzia de fazendeiros que davam as cartas. As coisas caminham como antigamente. Poucos mandam e continuarão assim por muito tempo.
Certo seria se o poder confiado aos políticos, numa real democracia, fosse limitado ao tempo, não eternizado. Eles desmoralizam o regime institucional, sacrificam a consciência pela ambição pessoal. Estão com um poder que corrompe. Em todas as regiões existem currais dominados por alguns. Segundo o bom senso, o valor é relativo e tudo que tem valor pode ser trocado. A dignidade é absoluta, não relativa. E nada há de valor bastante que possa ser trocado por honra e dignidade. As gerações de ontem e de hoje devem batalhar de mãos dadas no sentido de mudar o cenário político brasileiro para minimizar as questões sociais e o povo possa ser mais feliz.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
Parabéns
Gostaria de parabenizar o jogador Mauro, do Londrina, pela excelente atuação no Campeonato Brasileiro da Segundona.
- ALEXANDRE CALDE, Rio de Janeiro
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