Esclarecimento

O Hospital Universitário sabe que ao privilegiar alguém ele estará discriminando outros e, em se tratando de Hospital Universitário seria sobre sua população assistida, ou seja a mais carente de recursos, a desprotegida economicamente, enfim o mais simples dos nossos trabalhadores.
O Hospital Universitário se orgulha de possuir um serviço de Urologia que no desenvolver de muitos anos, soube ser respeitado por outros serviços congêneres e valorizado pelas demais clínicas deste hospital.
Na sua folha de serviços destacam-se: pioneirismo em transplantes renais, ao realizar em Londrina em 1973 o 1º transplante da Região Sul. Esta mesma equipe já realizou cerca de 600 transplantes em Londrina e contribui com os transplantes de Maringá, Umuarama, Presidente Prudente (SP), São José do Rio Preto (SP) e Vitória (ES); pioneirismo na utilização de fibras óticas para Urologia, montando os serviços endoscópicos do Hospital Universitário, Hospital Evangélico, Santa Casa de Misericórdia de Londrina, o Hospital do Câncer de Londrina. Atualmente é pioneiro, em nosso Estado, na utilização de videolaparoscopia em cirurgias do aparelho urinário.
Cabe-nos ressaltar que este serviço realizou, desde a sua formação, aproximadamente 241.000 atendimentos juntamente com o Pronto Socorro Cirúrgico, 37.000 atendimentos ambulatoriais, realizou 8.000 cirurgias e aproximadamente 3.000 internamentos.
O Serviço de Urologia tem a satisfação de ter podido contribuir com a urologia nacional ao formar outros urologistas que hoje atuam em múltiplas cidades do nosso Estado e mesmo de outros Estados como o de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, e outros países como o nosso vizinho Paraguai.
O Hospital Universitário apresenta a sua Urologia e ressalta a população que nunca se recusou a prestar quaisquer esclarecimentos sobre a conduta de seus docentes, ante a múltiplas dúvidas que, tão naturalmente, afloram no pensamento dos seus milhares de assistidos.
- CLAUDIO C. CAMACHO BIAZIN, diretor superintendente do Hospital Universitário.


Saúde brasileira

Acostumados às constantes denúncias relacionadas ao Sistema Único de Saúde, as quais são ilustradas e reforçadas, na maior parte das vezes, por imagens de agonia mostrando o tratamento a que são submetidos muitos brasileiros diariamente, não é de se estranhar que a população guarde, entre seus principais anseios, o desejo de nunca precisar entrar nos prontos-socorros do país.
No entanto, tive na última semana a oportunidade de acompanhar um desses dias rotineiros no Pronto-Socorro do Hospital Evangélico de Curitiba, com a única diferença que desta vez não assistia à cena como uma simples espectadora, e sim estava incluída no grupo de amigos e familiares que colocava uma vida nas mãos dos profissionais que faziam plantão naquele dia. Para eles, não mais nem menos preciosa que a de todos passam por ali todos os dias, mas para nós, alguém muito especial, cuja perda seria irreparável.
Nada poderia desviar minha atenção da tristeza do momento, não fosse a surpresa que tive ao deparar com a tamanha dedicação com que aqueles plantonistas se dispuseram a salvar uma vida, buscando de todas as formas acalmar e informar sobre o que estava acontecendo. Foi então que o cenário de horror - para o qual fui preparada - tornou-se em um ambiente confiável, quase amigo, onde a dúvida de que tudo sairia bem quase deixaria de existir.
Hoje, mesmo com a alegria de levar para casa aquele que chegou ao hospital em estado grave, não tenho a pretensão de amenizar, nem tampouco apresentar o sistema de atendimento à saúde do povo brasileiro como um exemplo. Gostaria apenas de ressaltar a importância dos profissionais que, mesmo em meio a tantas dificuldades, conseguem desenvolver seu trabalho de forma competente e humana.
Talvez esteja no profissionalismo e determinação dessas pessoas, o exemplo a ser seguido por aqueles que realmente têm em suas mãos o poder de promover as modificações necessárias, não apenas para salvar algumas vidas, mas sim proporcionar uma realidade mais digna a todo o povo brasileiro.
- KARINA TATILEIA DA SILVA, jornalista, Curitiba

Defecando a soberania

Daqui a pouco, embalado pela rede (não aquela gostosa, nordestina) das privatizações, nosso país ingressará no círculo fechado da mediocridade, mergulhado nos braços do capital estrangeiro, ou de multinacionais disfarçadas de tupiniquins. As privatizações até aqui ocorridas, são justificáveis, com exceções.
O problema será a enorme e irrecuperável perda quando necessitarmos de uma Vale do Rio Doce, maior empresa do gênero no mundo, para adquirir o que produzíamos a custo zero, ali no nosso quintal, e que gerava lucro e empregos ao Brasil. Privatizar é uma coisa, tornar ‘‘privada (WC) de estrada’’ é outra, e a Vale do Rio Doce está se tornando WC da loucura defecante. Melhor seria colocar uma tabuleta nos quadrantes da nação, com os dizeres: ‘‘Vende-se este país’’.
Outro exemplo, o caso do Banco do Brasil já cogitado junto com Petrobrás e Caixa para possível privatização: a quem interessaria isso? Ao país? Besteira, vão criar novo banco. Aos seus devedores, gerando um enorme conchavo internacional na caça do maior banco brasileiro, com estrutura gigante, até nos valores por receber (com certeza)?
Não seria melhor no caso do Banco do Brasil, ao invés de sua futura privatização, federalizar empresas e patrimônios dos devedores, tornando-os governamentais no uso? Já imaginaram a quantidade de terra disponível, usinas, fazendas, e outros que muitas vezes por questão de politicagem ou por dificuldade (me refiro aos grandes devedores), deixam de pagar ao banco, gerando na empresa, imagem de ‘‘persona mon grata perante a sociedade’’?
Privatizem-se os banheiros imundos das estatais, mas não mexam com aquelas, que mesmo atreladas às composições e apadrinhamentos, ainda conseguem contribuir para a riqueza e desenvolvimento da nação. A Vale do Rio Doce vale muito mais do que pesa, e podem crer: de olho nela estão até os mais tontos, idiotas, e dotados de QIs amebianos do mundo.
Mas caso seja privatizada, é melhor escrever nas portas de todos os banheiros do país: ‘‘Puxem a descarga devagar, senão rola mais uma estatal produtiva, com ouro, minérios, petróleo, devedores de luxo, e tudo mais o que de cima vem’’!
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina.

EPESMEL

Sabendo que a Epesmel está celebrando várias comemorações, tais como mais um ano de vida; 50 anos de vinda dos padres Josefinos de Murialdo para o Brasil, e ação de graças aos seus inúmeros benfeitores, mais uma vez, como arcebispo da Arquidiocese de Londrina uno-me às ações de graças a Deus com meu reconhecimento pessoal e de toda a nossa Igreja pelos inúmeros benefícios prestados por esta obra de Deus que é a Epesmel.
Quando ouço a palavra Epesmel, esse nome traz alegria ao meu coração, pois vejo na Epesmel uma concretização do Evangelho do Senhor que afirmou: ‘‘Tudo que fizeste ao menor dos meus irmãos a Mim (Cristo) é que o fizestes’’.
- D. ALBANO CAVALLIN, arcebispo de Londrina.

mockup