O leitor escreve
Pedágio 1
Infelizmente voltamos ao tempo da ditadura. Na verdade nunca saímos, não temos o direito de ir e vir. O poder, o conchavo é o que prevalece, nossos direitos não são respeitados. Nosso grito não ecoa, nossa vontade não faz sentido. É revoltante como nós brasileiros somos manipulados pelas classes dominantes. Somos tratados como gado esperando para ir ao matadouro. A corrente foi solta das amarras, mais ainda continuamos com a coleira no pescoço.
Os senhores de engenho, os coronéis e os feitores, nos empurram goela abaixo a sua vontade, seus desejos, suas idéias, decretos, leis e demagogias. Já não chega tantos impostos, taxas que pagamos, ainda somos obrigados a pagar este maldito pedágio de uma estrada genuinamente nossa, feito com suor do trabalho, com pagamento de tantos impostos.
Agora nos é tirado o direito de escolher uma estrada vicinal ou um desvio. Temos que fazer o que os senhores de engenho, os ditadores querem, só falta sermos chicoteados e colocados no pelourinho. Não vamos mais ser mansos e pacíficos, temos que gritar, lutar, protestar pelos nossos direitos, não vamos esperar mais nada de nossos governantes,
- JOSÉ ROBERTO RUBBO, representante comercial, Londrina
([email protected])
Levaram meu carro
Levaram meu carro, o Fusca bege placas CHF-9218 de Presidente Prudente (SP), que estava estacionado na Rua Espírito Santo por volta das 22 horas de quarta-feira, enquanto eu estava num bar para esquecer um pouco da dureza do dia-a-dia. Estava, aliás, consumindo e portanto, pagando ICMS, que ajuda a manter o governo do Estado. E onde estava o governo, na forma das polícias Civil e Militar na hora em que eu precisei deles? Não estavam.
Além de não equipar a polícia, o dinheiro que todos pagam em impostos certamente não vai para reduzir as diferenças sociais do Paraná e do Brasil. Se esse dinheiro fosse usado com fins sociais, certamente não haveria um ‘‘flanelinha’’ que pediu dinheiro para não cuidar do meu carro e nem ladrões para levar embora meu carro. E o que a polícia fez? Nada! Só registrou um Boletim de Ocorrência para engordar as estatísticas.
- ELAINE BUCHALA GARCEZ, Londrina
Doente mental
Pega, mata e come. E ele não está nem aí. É frio. Não cabe aqui analisar as reações do doente mental. Não se sabe ainda os limites da maldade e da loucura. Porém a sociedade muitas vezes é culpada por formar monstros. Uma dúvida merece se ressaltada: o estupro. Se este causa tanto mal na infância (bem como o desafeto) e forma demônios, então o sexo é mais sério do que se pensa, assim como a repressão. Aí entra a consciência infantil. Fazer as coisas na hora certa. Será que um maníaco abusa por que foi abusado? Já foi constatado que muitos têm certas lesões neurológicas. Como é difícil julgar uma pessoa! Mesmo porque os conceitos, as doenças, as causas, as curas estão mundando. Na espécie humana estão sendo estudadas ou levadas para a sociedade em geral, os medos, alegrias, dores, do fundo da alma. Mas de uma coisa tem-se certeza: a sociedade é insolente com o doente mental porque ele foge das normas estipuladas pelo equilíbrio. E este equilíbrio está certo?
- IRACILDA PRESTES PADILHA, Curitiba
Correção
O bico de pena (desenho) que aparece no artigo assinado na página 3 de ontem por Léo de Almeida Neves é do professor Márcio de Almeida, vice-reitor da Universidade Estadual de Londrina.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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