O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Vale do Rio Doce
O 1º Congresso Brasileiro de Anistiados Políticos, realizado em Brasília, no final do ano, teve a oportunidade de debater com muita lucidez o problema da privatização da Vale do Rio Doce. Durante o mês de janeiro nos engajamos na campanha em defesa da Vale e temos ocupado páginas e mais páginas de jornais para mostrar ao nosso povo a irresponsabilidade do governo em vender a preço de banana a maior empresa de minério do mundo, que vem dando ao Brasil resultados compensadores. Não obstante, vale a pena salientar que os tucanos, bem como outras aves raras, também predadoras, e que povoam as árvores frondosas da Ilha da Fantasia, elaboraram uma nova fórmula, pela qual o BNDES, acionista da poderosa empresa, fica com o direito de 50% do resultado das futuras minas...
Os economistas de plantão, bem como os comensais palacianos, se encontram no auge do contentamento com a saída governamental, aplaudindo histericamente a genialidade tucana. Não sabem eles que o governo está esquartejando a Vale do Rio Doce, dividindo-a em várias subsidiárias. Uma delas vai cuidar da mineração, outra do transporte ferroviário, outra da exportação, etc. Além do esquartejamento criminoso, irresponsável, o governo está contratando um consultor norte-americano para avaliar as novas jazidas de ouro da Vale do Rio Doce. FHC deveria lembrar dos protestos feitos pelo seu pai quando a Petrobrás contratou o geólogo ianque Walter Link para descobrir petróleo para a Petrobrás. O general Leônidas Cardoso, quando ficou sabendo que a missão de Walter Link era não descobrir petróleo e sim lacrar os poços já descobertos, tomou uma posição de patriota e Jânio Quadros, na presidência da República, demitiu o impostor da Petrobrás que havia se fantasiado de geólogo.
- ILDEU MANSO VIEIRA, Mandaguari.
E o Sudoeste, governador?
Na execução do Anel de Integração que levará 24 anos para ser concluído e terá custo de R$ 5,2 bilhões - aliás uma obra muito importante para todo o Paraná, principalmente para as regiões do Estado que terão suas terras invadidas pelo Anel - o Sudoeste ficará de fora. Uma região riquíssima que vem se arrastando com uma agricultura que não vem dando grandes retornos pela sua produção. Temos que lutar, o sudoeste do Paraná não pode ser relegado como região. Está certo que não somos muitos, 550 mil habitantes, já fomos mais, em 1970 tínhamos 700 mil. Isso ocasiona um pequeno número de eleitores. Se Londrina estivesse no Sudoeste, com certeza absoluta teríamos um ramal do Anel de Integração. Jaime Lerner parece que esqueceu o interior do Estado, principalmente a nossa querida região. O projeto agrícola do governo se baseia tão-somente na implantação das Vilas Rurais, de resultados duvidosos a longo prazo. A industrialização da nossa região, que é vital para transformar a nossa economia, sequer está nos planos desse governo. O governador Jaime Lerner disse há poucos dias, quando aqui esteve, que o Sudoeste é o diamante do anel Integração. Simplesmente fez um elogio, acredito demagogo, virou as costas e foi embora.
- TIROME TODESCHINI, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Pato Branco.
Sercomtel
Não sei por que tanta dúvida sobre o gênero da palavra Sercomtel, que é sigla/abreviação de Serviço ... e portanto tem o mesmo gênero da palavra que abrevia. Não vejo pertinências com infinitivo, com aposto, com acréscimos de lo, la e nem motivo para se introduzir a palavra telecomunicações e se comparar esta com nomes de ruas. Emcomtel poderia ser outra sigla e representar alguma empresa, por exemplo. O gênero da mesma seguiria o que se disse acima. O importante deste exercício gramatical é que nos mostra que o estudo de nossa bonita língua rica está a necessitar de estímulo, haja vista, inclusive, que o próprio governo publica erros em seus comunicados, avisos e sugestões ao público. Como exemplo recente temos a campanha contra SIDA/AIDS, quando se editou cartazes assim: se você não SE cuidar, a AIDS vai TE pegar. Também as observações colhidas das provas dos vestibulandos nos últimos anos nos levam a pensar que o Português precisa ser reciclado, antes de empreendermos o estudo de uma outra língua.
- LUIZ CARLOS LEME FRANCO, de Londrina
Carnaval Cristão
Você não foi ao Saron? Não!! Que pena! Perdeu uma festa deslumbrante, animada, cheia de alegria, com muitos cânticos, danças, sorrisos, entregas, paz e muitas, mas muitas bençãos de Deus. O Moringão estava repleto de jovens, crianças e adultos felizes, satisfeitos, realizados, louvando ao Senhor Jesus. Esses jovens não precisaram buscar outros meios para preencher aquele vazio, que muitas vezes teima em se instalar nos seus corações, causado pela falta de diálogo, amor, compreensão e pressões que a própria sociedade ou o lar lhes impinge ou acarreta.
Mas essa festa toda só foi possível, graças à coragem de uma turma (equipe) de jovens teimosos, arrojados e destemidos que abraçaram essa causa, enfrentando muitos e diferentes obstáculos para montar este e outros eventos semelhantes, como encontros, reuniões, confraternizações e o show do Martin Valverde. Por tudo isso Kawana, agradeço a Deus por ter me presenteado você como filha. Você e a sua equipe não desistem, apesar das críticas e tropeços.
- MARIA DAS NEVES VEIGA SILVA, de Londrina.
Carnaval na praia
As praias paranaenses estão deixando de ser opção para quem quer passar os feriados prolongados fora de casa. A causa disso são as estradas. Quem vai do interior para o litoral não tem grandes dificuldades com o tráfego até Curitiba. Aliás o problema maior está mesmo no trecho entre a entrada de Paranaguá e os balneários. Aquilo é o inferno. O congestionamento é enorme, insuportável. Quem encarou essa viagem nesse Carnaval ficou, tanto na ida quanto na volta, horas numa fila de carros, embaixo de sol e naquele calor. Por isso, escrevo essa carta para a Folha de Londrina, quero através dela sugerir ao governo do Estado a duplicação daquele trecho. Essa iniciativa seria importante tanto para fomentar o turismo no litoral, quanto para evitar acidentes.
- MARCELO FIREMA, de Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





