O leitor escreve

Copel contesta
Apoiada na experiência e no conhecimento adquiridos em mais de 25 anos de atuação em projetos ambientais e na tradição de sempre procurar estabelecer com a natureza uma relação de parceria (e não de confronto) nas suas atividades, a Copel vem responder às acusações que lhe foram lançadas pela leitora Fernanda Simões de Almeida em carta publicada no último dia 4 por essa Folha.
O ‘‘descaso’’ com a população e a legislação ambiental que é imputado à Copel pela leitora não se confirma na realidade. A postura responsável da empresa diante das questões ambientais e das que tratam do seu relacionamento com a sociedade já conferiu à concessionária, entre outras conquistas: a) ter elaborado o primeiro Rima (Relatório de Impactos Ambientais) de uma hidrelétrica no país (o da Usina de Segredo em 1987), aliás feito sem que a Copel estivesse obrigada a tanto, pois as exigências da Resolução 1/86 do Conama foram posteriores à autorização para construção; b) ter ajudado a salvar o surubim do Iguaçu, espécie listada pelo Ibama entre as ameaçadas de extinção, cuja reprodução em cativeiro foi conseguida pelos técnicos da Estação Experimental de Estudos Ictiológicos de Segredo (por sinal, instalada seguindo recomendação do Rima); c) na mesma Estação, aprofundar estudos sobre 52 espécies nativas do Iguaçu (39 delas endêmicas, isto é, que só existem naquele trecho do rio, e muitas delas aguardando batismo oficial pelos organismos científicos internacionais por nunca terem sido descritas antes); d) receber o Prêmio Expressão de Ecologia de 1995 pelo trabalho de recomposição florestal heterogênea em área devastada por incêndios junto ao reservatório da Usina Mourão I, no noroeste do Estado; e) manter em Faxinal do Céu, antiga vila residencial dos trabalhadores na construção da Usina de Foz do Areia, um viveiro de essências nativas e exóticas que inclui a maior coleção de coníferas florestais e ornamentais do Brasil; f) implantar, em decorrência da construção de suas usinas, a Estação Ecológica de Rio dos Touros (perto de Segredo) e a do Rio Guarani (em Salto Caxias), duas das últimas áreas na região ainda cobertas por mata nativa; g) destinar mais de 20% do orçamento da hidrelétrica de Salto Caxias (cujo custo total é de quase R$ 1 bilhão) à execução dos 26 projetos recomendados pelo Rima (que inclui cuidados sociais, ambientais e de inserção econômica da obra na região de influência); h) pela primeira vez no Brasil, concluir as desapropriações necessárias à formação de um reservatório de hidrelétrica mais de um ano antes do represamento do rio (caso de Salto Caxias); i) no caso da mesma usina, conduzir e concluir em absoluta harmonia o processo de transferência e assentamento das famílias residentes na área de alagamento, processo que foi prévia e amplamente discutido e aprovado por um grupo multidisciplinar de estudos integrado por representantes do Ministério Público, da Copel, das prefeituras, por lideranças regionais, agricultores atingidos, sindicatos e deputados; j) com relação aos empreendimentos do rio Tibagi, através de contatos diretos com prefeituras, população atingida, UEL (por meio de convênio com seu Núcleo de Estudos Ambientais) e demais órgãos pertinentes, a Copel vem desenvolvendo amplo processo de comunicação desde 1994, com o propósito de esclarecer sobre o processo de licenciamento ambiental e informar sobre o andamento dos estudos de cada usina.
- WILSON ANTUNES, Comunicação Social da Copel, Curitiba
Correção
São funcionários da Prefeitura de Curitiba - e não de Londrina, como constou da primeira página da edição de ontem - que participaram neste final de semana de panfletagem em várias cidades do Estado em favor da candidatura do governador Jaime Lerner.
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