O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Rolândia
Venho por meio desta agradecer a intensa manifestação de apoio e confiança a nosso projeto por uma Rolândia melhor. Muito nos engrandece e encoraja a continuar lutando por nossa cidade. Apesar de quase uma década de afastamento da vida pública rolandense, observando tamanha aceitação e credibilidade a nosso favor. Contudo, o momento não permite disputas de vaidades pessoais, sob pena de Rolândia perder e continuar esquecida no cenário estadual. Tentamos de maneira mais democrática chegar a um consenso para unificar os anseios e as possibilidade da população rolandense.
Levamos em frente nosso projeto acreditando despertar o senso de responsabilidade e coletividade das lideranças locais, porém, a evolução dos fatos nos evidenciou uma crescente multipolarização inconsequente e fadada ao insucesso de todos os candidatos e em última instância de nossa cidade. Nesse momento, diante das circunstâncias, sentimo-nos obrigados por nossa consciência e em respeito a confiança a nós sempre depositados, a afastarmo-nos desta que seria mais uma batalha sem vencedores, acreditando assim, dar mais oportunidade para que nossa Rolândia volte a crescer e se desenvolver. Finalmente, estaremos a disposição de nossa comunidade, se isso puder contribuir para um futuro promissor e de sucesso pra todos nós. Não deixe Rolândia parar...
- JOHNNY LEHMANN, cirurgião dentista, Rolândia
Violência
A violência agride todas as dimensões da vida. Pois no íntimo de cada um existe um vírus que torna os indivíduos agressores ativos e passivos. Ativos, quando se agride porque isto lhes traz vantagens sociais, políticas e econômicas; passivos, quando reage-se à agressão gratuita e maldosa, trazendo instabilidade à sua maneira de ser. A agressão inerente à personalidade gera no indivíduo a obsessão de mando, procurando valer sua autoridade de chefe e senhor. Olvidando, sempre, que suas funções são temporárias, nas mais são que mandatos provisórios, os quais extinguirão quando cessar a autoridade de seu superior imediato.
Todavia, há empresários (ilegais) da violência. É dela que tiram sua principal renda. Atuam em toda a gama do malfazer em proveito próprio. Nesta faixa estão inseridos todos aqueles que fazem da quebra da lei e do desrespeito ao próximo sua fonte de renda e de lucro. A ética e a moral são rompidas, sem que isso lhes traga o menor constrangimento, desde que tirem vantagens financeiras, ainda que ilícitas.
Há aqueles que fazem fortunas registrando e publicando atos de violência, com todos os requintes de sensacionalismo e crueldade. Já faz algum tempo que o Assassino do Parque ocupa todos os espaços escritos e televisados, invadindo os lares dos que procuram dar educação e conhecimento aos seus membros respeitando a dignidade humana. Há até um programa especial sobre o personagem dessa sequência de violência, que se exibe numa das principais emissoras, num efeito multiplicativo de agressão às crianças, aos jovens e aos adultos. Até quando, senhores donos da comunicação?
- BONAERGES DE OLIVEIRA, professor, Londrina
Câmaras Municipais
A Câmara Municipal é o mais antigo e mais estável poder político do Brasi. O Brasil deve a sua unidade política e até territorial, em grande parte a existência desde os primórdios de sua história das câmaras municipais. Delas sairam os representantes do terceiro estado nas cortes gerais. As câmaras municipais brasileiras chegaram a ser representadas algumas vezes nas cortes gerais em Portugal. Elas eram compostas de um juiz, seu presidente nato, três ou quatro vereadores, um escrivão, um promotor e um tesoureiro. Esses membros tomavam o nome de oficiais da câmara. As eleições ocorriam nas oitavas de Natal de três em três anos.
As câmaras municipais tornaram-se através dos tempos a grande escola política do Brasil. Milhares de deputados, senadores, ministros, governadores, tiveram sua formação de homens públicos nas cadeiras de vereança municipal. Em Londrina, foram vereadores Milton Menezes, Del Ciel, Luiz Eduardo Cheida, Antonio Belinati, Ivan Luz, Nelson Maculan, Amauri de Oliveira e Silva, Gabardo, Alvaro Dias e tantos outros. As câmaras foram as sementes da cultura política no Brasil. Foram um grande fator de unidade nacional, mas principalmente a grande escola da representatividade popular e da democracia.
- GUSTAVO LESSA FILHO, Londrina
Questionamento
Quanto ao artigo do prof. Valmor Bolan, publicado dia 14, faço o seguinte questionamento, principalmente no tocante ao Plano Real: se o número de desempregados no Brasil aumenta a cada dia, 8% de desempregados e 57% de mal-empregados. No setor informal, se persistem os altos índices de inadimplência no mercado - é só lembrar das escolas particulares - se as dívidas externa e interna continuam crescendo à taxas cada vez mais expressivas, se ainda ocorre o estrangulamento no desenvolvimento dos setores produtivos, em fim, se este quadro da economia brasileira é de estabilidade, o que seria então a crise? A necessidade de reformas é cada vez mais urgente, só que infelizmente estas reformas não atendem aos interesses da pequena, e retrógrada, classe pensante brasileira. Gostaria, também de parabenizar a equipe da Folha pelo excelente trabalho que realiza, contribuindo para um cidadão crítico e, espero, melhor.
- ANDRÉIA SILVA, estudante, Campo Grande, MS
([email protected])
Correção
O título correto da matéria de abertura da página 4 do primeiro caderno, publicada ontem é: Nove pontos entre Lerner e Requião e não Nove pontos entre Lerner de Requião.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





