O leitor escreve
Faltam líderes
Orgulha-me ser filho legítimo desta terra, jovem cidade que desponta como das mais modernas e promissoras metrópoles do País. Inobstante discordar da famosa cantora pop que aqui esteve há algum tempo e comparou Londrina com uma ‘grande fazenda’, venho observando que no atual contexto sócio-político é o que ultimamente parecemos ser. Aqui vem imperando uma espécie de coronelismo, onde lideranças com desmedido apetite pelo poder e obstinadas a tornar perpétuo o mando político por si ou por familiares, acabam por reduzir as chances e oportunidade de surgimento de novos líderes.
Mesmo as lideranças já existentes, mas fora do núcleo de poder, quando não cooptadas, no atual cenário têm enormes dificuldades em consolidar-se. Se houvesse melhor oportunidade e espaço para novos talentos não seríamos melhor representados, não teríamos ações mais eficazes nos meios social e político, não somaríamos muito mais para o desenvolvimento e o futuro da nossa região? Temos sido, boa parte de nós, um povo com direitos mas sem o poder de participar diretamente do processo democrático. Só nos resta o momento do voto, onde podemos praticar pequena parcela do nosso eterno direito à cidadania. Afora isso, resta-nos seguir em frente, de cabeça erguida para bem observar o horizonte à nossa volta, com o ideal de gozo dos nossos direitos e cumprimento dos nossos deveres, para que comecemos a repensar este quadro.
- JOSÉ ANTONIO BERNARDI, Londrina
Espaço cultural
Existem projetos que já nascem vitoriosos, como o da construção da sede própria da Aliança Brasil-Japão do Paraná e Liga Desportiva Cultural Paranaense, cuja inauguração ocorreu dia 1º de agosto. Isso foi possível graças à união de esforços entre as entidades filiadas e seus associados, classe empresarial e a colaboração da Prefeitura de Londrina e do governo do Estado.
Não poderíamos deixar de registrar a nossa admiração e a nossa alegria com esse grande acontecimento. Admiração por pessoas que durante 30 anos trabalharam em busca da realização de um objetivo. Em 1988 a pedra fundamental desse prédio foi lançada pelo príncipe Akishinomya, na gestão do prefeito Antonio Belinati, que também teve importante participação na realização do projeto. Durante esse tempo a Comissão Organizadora, coordenada pelo sr. Shiniti Numata, não mediu esforços para que esta construção terminasse ainda este ano, em que se comemora 90 anos da imigração japonesa.
O presente fica para a cidade, que acaba de ganhar mais um espaço cultural. A sede da Aliança Cultural possui um salão que será utilizado para exposições artísticas e um salão para cursos de dança, teatro e shows musicais. Graças à atenção do município e à Lei de Incentivo à Cultura, os acontecimentos culturais se multiplicam e atraem um número cada vez maior de londrinenses, consolidando a cidade como pólo regional e referência nacional.
Parabéns às comunidades japonesa e londrinense, que recebem com muita satisfação mais este espaço cultural. Parabéns ao sr. Shiniti Numata, que, juntamente com a Comissão Organizadora, lutou em prol de um ideal, que alcançou o sucesso merecido e desejado.
- ANGELA FARAH MARÇAL, Secretária Municipal de Cultura, Londrina
Pedágio 1
Aquilo que deveria ser solução transformou-se em polêmica. E vai durar muito tempo. Um festival de equívocos substituiu o bom senso. O pedágio é solução em qualquer parte do mundo, menos no Brasil. Parece que aqui tudo tem que ser demorado, difícil, diferente e inaplicável. Temos o IPVA, DNER, DER, Denatran, Detran etc. Mas quase não temos estradas. As leis especificam a destinação dos recursos arrecadados. Os valores são devidamente recebidos, mas não são aplicados e quando o são é de forma incompleta ou equivocada. Nós, contribuintes, nunca somos ouvidos. Os homens que elegemos se omitem e cuidam dos próprios interesses.
Se as concessionárias do pedágio precisam primeiro arrecadar para depois cumprir a finalidade para que foram contratadas? Por que o próprio governo não utiliza a estrutura que já possui e coloca barreiras móveis para arrecadar antes o recurso que será aplicado posteriormente naquele trecho específico de rodovia e somente depois coloca um posto permanente e passa a cobrar um pedágio módico apenas para manutenção. Se é para pagar primeiro, vamos pagar para o governo e reativar o DNER, reforçar seus quadros abrindo vagas para trabalhadores contratados temporariamente e usar os batalhões de engenharia do Exército, exemplo de competência, com custo baixíssimo. O IPVA continuará a ser arrecadado para melhorar a qualidade e conservação da malha rodoviária secundária, alimentadora das grandes artérias e anéis de integração. Isso é bom senso. Alguém se habilita?
- FRANCISCO BRUNO, Londrina
Pedágio 2
Sou totalmente contra o pedágio nas estradas paranaenses. Mas já que somos obrigados a pagar, temos que receber um bom tratamento e ser atendidos de forma rápida. Mas não foi isso que aconteceu próximo a Piraí do Sul. Um caminhão e um carro bateram de frente a um posto de gasolina e próximo de uma garagem da Rodonorte. Guardadas as devidas proporções de tempo, os carros da empresa chegaram e não retiraram as vítimas. Caminhoneiros que estavam no posto, revoltados, quase quebraram os carros. Com a chegada da polícia e de uma ambulância, as vítimas foram retiradas e levadas ao hospital mais próximo. O motorista faleceu no lugar. É terrível pensar que se o socorro chegasse mais rápido não haveria vítima fatal. E com muita revolta pergunto: de que adiantam tantos carros e caminhonetes se os motoristas são apenas motoristas? Do que adianta o socorro chegar e não socorrer ninguém? Do que adianta tanta gente por perto e as vítimas agonizando? À família enlutada só posso dizer que Deus faz a ferida mas ele mesmo cura. Podem acreditar nisso!
- VIVIAN PEREIRA DA SILVA, estudante, Piraí do Sul
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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