O LEITOR ESCREVE
Roteiro turístico
É extremamente desejável que o resgate sobre a história da Ciudad Real del Guahyrá venha a acontecer e, quem sabe, anime outros municípios que também têm seu passado muito mais além do que sua data de fundação. A Ciudad Real del Guahyrá, a Villa Rica del Espiritu Santo (hoje no município de Fênix), Nossa Senhora de Loreto (hoje município de Itaguajé), San Ignacio Mini (hoje município de Santo Inácio) e outras reduções jesuíticas como as de San Francisco Javier, Nossa Senhora Encarnación, Siete Arcângeles del Taioba, San Pablo del Iniai, San Antonio, criadas até o final da década de 1620 no atual território do Paraná. Assim, talvez seja possível estabelecer, no futuro, um roteiro turístico cultural repisando pelos Caminhos do Peabiru.
V. PORFIRIO DA SILVA, Cidade Agudos do Sul /PR
Pedágio
A política urdida pelos tecnoburocratas para cobrança do pedágio funcionou. Vários usuários calaram-se após a redução da cobrança. O povo foi enganado mais uma vez. Enquanto isso faltam manutenção e melhorias, e as concessionárias estão enchendo suas botijas. A derrama de taxas, que já fora advertida pelo jornalista Walmor Maccarini, é realidade. Vem aí o pedágio Mercosul e o ICMS do celular. Deu brecha, aparece outra. Mas taxa não é imposto, paga quem usa. No caso do celular temos alternativas, no pedágio só uma: pagar. Abra os olhos. Tem deputado buscando (re)eleição com base na enganosa redução. E até hoje não sabemos quem votou a favor ou contra e tudo indica que nunca saberemos.
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
Desordem moral
O artigo ‘‘Aumento para vereador alcança 400%’’, extensivo a alcaides e vices, define a desordem legal e moral que atinge os municípios. Eleitos para representar o povo, membros de legislativos municipais, com raras e nobres exceções, entendem o cargo como um mero emprego público, dispensado que foi de concurso e demais exigências. O resultado aí está! Municípios endividados, legislativos inertes e a população descrente dos valores democráticos. Criticados, a maioria dos senhores vereadores defende-se como ‘‘assistentes sociais’’ e similares, numa excelente demonstração de exercício ilegal de profissão e desconhecimento de suas reais funções. Assim:
Considerando que a maioria das Câmaras atua em municípios deficitários;
Considerando que os pretendentes ao cargo sejam cidadãos providos de profissão e ocupação; Considerando que os trabalhos legislativos desenvolvem-se à noite, quase sempre apenas uma vez por semana, com direito a recesso; Considerando que a candidatura ao cargo é de livre e espontânea vontade;
Sugiro:
que um, pelo menos um, dos milhares de vereadores brasileiros, apresente uma proposta em nível nacional: Não cabe aos membros de legislativos municipais, em todo o território nacional, qualquer tipo de remuneração. Se aprovada a proposta, identificaríamos, rapidamente, os verdadeiros e legítimos representantes do povo. E, este mesmo povo, economizando, agradeceria.
- ARILDO LOPER, Ivinhema, MS
Agradecimento
Após passar tantas vezes por esta coluna, emitindo opiniões, fazendo crítica e apontando solução de problemas de interesse da nossa sociedade, desta vez venho apenas e tão-somente agradecer, graças à imperícia, à imprudência e negligência de um motoboy (Help’s AGI 5538) que, após ultrapassar uma fila dupla, num local proibido, em alta velocidade, atingiu-me, juntamente com o empresário Irineu Pinheiro, enquanto finalizávamos a travessia da Av. Maringá, quase chegando à calçada oposta, num trecho em declive da avenida, com sinalização e fiscalização deficientes.
Devo, em princípio, agradecer a Deus pela sorte de termos saído vivos do violento acidente. Agradecer em seguida à presteza e solidariedade de diversos amigos como Moisés e Claudemir, João Arruda, Adelino e Sandoval Cavalcanti, Rubens Corsânego, dentre outros abnegados que passaram pelo local. Agradecer a rapidez e eficiência da equipe do Siate, que nos prestou os primeiros socorros.
Agradecer também aos médicos Álfio e Josete, que juntamente com a equipe de plantonista da Santa Casa comandaram os atendimentos de urgência. Nossa gratidão às equipes dos médicos Edson Norio e Milton Takemura, que demonstraram a excelência da qualificação profissional que caracterizam nossos médicos. Ao pessoal da radiologia, laboratórios, enfermaria, serviços gerais e às estimadas irmãs que nos deram a força espiritual de que tanto necessitávamos naquele momento. Por fim, agradecer às centenas de amigos e colegas que nos visitaram e telefonaram hipotecando apoio e solidariedade, inclusive de diversas cidades paranaenses, o que nos sensibilizou profundamente.
É na tragédia que se evidencia o verdadeiro valor das pessoas. Por isso, descobrimos que os valorosos amigos não são poucos e isso nos conforta e cada vez mais nos estimula na busca da vitória, sem esquecer do significado da palavra gratidão. Obrigado, Senhor, pela vida.
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
Coisa encalhada
Já disseram que no Brasil as pessoas não atendem bem no comércio, na indústria, na prestação de serviços, porque os atendentes não aprenderam a atender bem. É um exército de mal-humorados do outro lado do balcão, achando que está fazendo um favor para o besta do cliente. O exemplo vem de cima: outro dia, quando o governo anunciou a redução de 5% no IPI do preço dos carros e os telejornais correram atrás, a resposta de figurões da indústria automobilística foi esta: ‘‘Nós não vamos repassar a redução porque já estamos dando desconto’’. Barbaridade. Não apareceu nenhum para dizer: ‘‘Claro, vamos dar mais este desconto; vamos dar 15% de desconto; queremos vender; que venham todos à nossa loja; fazemos qualquer negócio; fazemos o melhor negócio.’’ Eles são uns tontos, do ponto de vista de marketing de vendas. É por isso que os pátios das montadoras estão com uns 200 mil carros encalhados.
- VALDEMIRO MARCONDES, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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