O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Médicos e convênios
O Departamento de Convênios da Associação Médica do Paraná continua seu trabalho em defesa da dignidade e do valor profissional da classe médica. Há cerca de um ano, mais de 2.700 médicos credenciados na entidade vêm reivindicando às empresas de seguros de saúde o pagamento de valores mais justos nas consultas médicas. Apesar de todos o esforço nas negociações, muitas empresas continuam relutantes, dificultando um acordo.
O credenciamento dos médicos de todo o país junto a algumas seguradoras, ou planos de saúde, tem sido uma demonstração do grande descontentamento da classe médica. Há vários anos nossos honorários estão defasados e sem as devidas correções inflacionárias.
Como médico, membro da Sociedade Brasileira de Urologias e da Associação Médica do Paraná, a exemplo dos demais 2.700 colegas que fazem parte do Departamento de Convênios da AMP também estou descredenciado de algumas empresas seguradoras de saúde.
A crença de que a profissão de médico é sacerdócio é válida apenas no sentido ético e de responsabilidade, todavia, a medicina vive de tecnologia, o que equivale a custos e o médico não pode se manter, estar sempre atualizado, comprar livros e revistas médicas, comparecer a congressos, adquirir aparelhagem moderna para melhor atender seus pacientes, sem ter uma remuneração digna.
A função das seguradoras é de extrema importância para a sociedade, porém é imprescindível que se esclareça aos usuários que estas empresas, apesar de terem um bom lucro, continuam remunerando péssimamente seus médicos.
- JOSÉ MAURÍCIO FRESHSE, de Londrina
Dízimo
A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, contém todos os ensinamentos para que o homem ande retamente como um cristão, filho do Deus altíssimo. Diz o Apóstolo São Paulo que a Bíblia toda é proveitosa para corrigir, ensinar e exortar. Quando contribuímos para a Obra de Deus, nos dízimos, estamos fazendo, no mínimo, o que a Bíblia manda e aí a Palavra desperta em nós que, assim fazendo, estamos contribuindo para o crescimento do Evangelho. Pertenço à Igreja Evangélica Assembléia de Deus e sinto-me honrado pagando o Dízimo do que ganho. Por que Dízimo? Que é Dízimo?
O dízimo nada tem a ver com os impostos. O dízimo é para a obra de Deus, e os impostos para as nações. Agora, o pastor da igreja tem que ter um salário razoável para viver uma vida digna e um carro bom para não andar quebrando nas estradas, em seu trabalho na seara do Senhor. Também tem a construção de templos e reformas, salários, etc. A Igreja de Deus é uma organização séria, porque estamos trabalhando para ir para o céu e pregar o Evangelho para salvar almas carentes de Deus. O dízimo é uma questão de fé.
- JUVENAL ARAÚJO DE OLIVEIRA, diácono em Londrina
Bem brasileiro
Nada é mais brasileiro que o Carnaval. E a maior prova disso é que até os católicos e evangélicos praticantes estão se envolvendo com a festa. Na terra do jeitinho, os tementes a Deus estão caindo na folia, na batucada dos Aleluias. Claro, que tudo no maior respeito e em louvor ao Senhor. O Saron, o Kyrios e o Bloco dos Evangélicos são iniciativas que merecem apoio e a participação de todos.
- ROMEU BARTOLOMEU, de Londrina
Santos
Na sexta-feira, logo pela manhã, tive que ouvir o hino do Santos, que foi transmitido pelo sistema de som do local onde trabalho. Os santistas estavam incontroláveis. A conquista da taça no Torneio Rio-São Paulo, fez com que relembrassem como é bom o sabor da vitória. Claro, por que passar 12 anos sem ganhar um trofeuzinho sequer deve ser muito difícil. Desde aquele gol do Serginho contra o Corínthians em 1984, os santistas não sentiam mais alegria. Por isso, parabéns a eles pela bela vitória.
- CARLOS PALMEIRAS, de Maringá
Sercomtel: a ou o?
1º - A expressão S.A. Telecomunicações é um aposto: após a sigla Sercomtel, há um grau descendente prosódico, o que caracteriza o aposto especificativo, ou independente, como em os meninos Luís e Fábio, a rua 15 de novembro e Lojas Americanas, entre outros argumentos linguísticos.
2º - A sigla Sercomtel continua sigla, pois o sentido de base do substrato que a originou não pode, em hipótese alguma, quer semântica, quer consuetudinariamente, ser diluída, marca, como querem pela nova razão social. Se o fora, hipótese absurda, para perder a conotação do sentido de base, passando a um novo sentido sóciocontextual, o que não é o caso, a expressão deveria perder o m e passar a n, antes de t (Sercontel), o que não ocorreu.
3º - A colocação elíptica da palavra inicial - empresa - não consta na expressão da razão social, e a elipse só se dá quando facilmente subentendida a referida expressão.
4ª - A palavra SERCOMTEL, como está na razão social, leva-nos a TELECOMUNICAÇÕES; o que referenda a sigla, sob o aspecto semântico: sentido sóciocontextual.
5ª - Se o objetivo for empregar o artigo definido feminino a, que é um direito da empresa, dever-se-á mudar a sigla para A EMCOMTEL S.A - Telecomunicações. Daí, tudo bem, há até eufonia, o que não ocorre com a Sercomtel. Eufonia é o princípio básico da mesóclise; da prólise com particípios; passagem de r, s, z para lo, la: o.d.
6ª - O fato de outras empresas e firmas terem usado o artigo feminino a antes de sigla masculina, concordando com o aposto é erro, de acordo com o arrolar desse parecer. Não há, portanto, justificativa. Consagrado ou não, é impropriedade linguística, semântica e, portanto, idiomática.
Pretendemos ter esclarecido a dúvida e não iremos polemizar, não é nosso objetivo.
- DONATO PARISOTO, professor, Londrina
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