Dinheiro de volta
‘‘O dinheiro agora será devolvido aos paranaenses.’’ Assim anunciou a imprensa há poucos dias, referindo-se ao compulsório da gasolina, durante um período, quando se comprava o produto era imposto um empréstimo de 28% sobre o valor da compra, de acordo com o decreto lei 2.288/86. Todos pagaram e agora todos vão receber de volta porque perante a Justiça Federal foi proposta ação civil pública julgada procedente. É só ingressar em juízo pleiteando o pagamento.
É como se todos estivessem com uma nota promissória em mãos, de todos os valores pagos a título de compulsório. Seria acúmulo grande de papéis perante a Justiça se fossem exigidas as notas de compra, mas são dispensáveis, bastando provar que no período possuia os veículos. Para se ter idéia, um londrinense que tinha no período 10 caminhões receberá em breve cerca de R$ 40 mil. Mas não é só. No mesmo período, quem comprava veículos novos pagava compulsório de 30% sobre o valor do bem. Tramita em juízo outra demanda nesse sentido sobre os veículos. Quando transitar em julgado será outra leva de dinheiro em restituição àqueles que emprestaram dinheiro quando compraram automóveis.
- ORLANDO GOMES, advogado em Londrina
Rede de esgoto
Todo instante a mídia registra a fala do prefeito Antonio Belinati, enfatizando a importância da rede de esgoto para o cidadão. Está bem. Ele nos convenceu. Talvez agora, que harmonizamos nossa maneira de pensar, consigamos que o bairro central Jardim Cláudia também seja dotado de rede de esgotos porque ainda são usadas ali as nefastas, obsoletas, ineficazes e prejudiciais fossas negras. Em 1986 apresentamos à Sanepar um abaixo-assinado dos moradores dali, pedindo a instalação da rede. O ofício foi respondido postergando o atendimento para 1987. Nesse ano voltamos à Sanepar, com novo ofício e cópia de todo o processo anterior. Desconversaram oferecendo a obra mediante contrato particular pago em conjunto.
Quando o PT assumiu entregamos o processo à vereadora Lygia Pupato que, depois de dois meses, sem encontrar tempo, ao menos para dele tomar conhecimento, nô-lo devolveu a pedido nosso. O vereador Alex Canziani pediu o processo quando levamos o problema. Veio o desencanto porque também ele nos ofereceu o serviço pago. Desistimos e deixamos a pasta com o processo no gabinete do então vereador Alex Canziani. Esgoto que é bom, até hoje não conseguimos. Dentro de 60 dias vamos voltar às urnas, inclusive as duzentas famílias do Jardim Cláudia.
- FRANCISCO BRUNO, Londrina
Estratégia
O ministro da Saúde, José Serra, adotou o estratagema do prefeito Paulo Maluf, que, para esconder assuntos podres (frangos, precatórias etc.), deflagrou rumorosa campanha contra os fumantes, que só serviu para esvaziar restaurantes, intimidados pelas multas milionárias. Para distrair a opinião pública da calamitosa falta de atendimento hospitalar, das epidemias que se multiplicam, dos aumentos abusivos no preço dos remédios e das gestões do próprio ministro para aumentar de novo os impostos, Serra lançou a campanha antifumo. Não deu certo. Então lançou o escândalo das falsificações, que revelou os desmandos da comercialização de medicamentos nos quatro anos de caos do governo tucano, mas prestou dois bons serviços aos grandes laboratórios (esqueceu os aumentos de preço mensais e elimina a concorrência dos laboratórios de fundo de quintal, que tragavam o lucro dos oligopólios. Só resta ao consumidor a alternativa de pagar os preços abusivos nas grandes farmácias.
- PAOLO MARANCA, São Paulo
Pedágio
Fui a Curitiba depois de dois anos. Para minha surpresa, a rodovia continua conservada. No entanto, há nada menos que cinco pontos de pedágio entre Londrina e Curitiba. Indignação total. Já pagamos IPVA para a conservação das rodovias do Estado, aliás, tarifas salgadas. Não existe explicação plausível para essa cobrança, além do que são muitos os postos de cobrança em um trecho relativamente curto. Mais indignados ainda devem estar os moradores de Ponta Grossa que, para ir a Curitiba, passam por dois pedágios a menos de 15 minutos um do outro, num trecho de apenas 100 km.
- MARCELO HENRIQUE SILVA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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