O LEITOR ESCREVE
Aos pais idosos
Neste domingo voltado para as comemorações pelo Dia dos Pais de todas as idades, julguei de minha obrigação e prazer reportar aqui a bela oração do idoso que li num jornal da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. Os idosos a rezem e os demais traduzam em doce realidade o que eles manifestam: ‘‘Bem-aventurados aqueles que compreendem meus passos vacilantes e minhas mãos trêmulas. Bem-aventurados os que levam em conta meus ouvidos lentos e falam mais alto e pausadamente. Bem-aventurados os que percebem que meus olhos já estão nublados e preciso amparo. Bem-aventurados os que nunca me dizem: você já me contou isso tantas vezes. Bem-aventurados os que fingem não ter visto o café que derramei na mesa. Bem-aventurados os que sabem dirigir a conversação para as coisas do passado. Bem-aventurados os que me ajudam a atravessar a rua e não lamentam o tempo que me dedicam. Bem-aventurados os que me fazem sentir que sou amado e não me recusam o respeito. Bem-aventurados os que compreendem que me custa carregar a cruz. Bem-aventurados os que tornam suaves e doces os meus últimos anos sobre a terra. Bem-aventurados os que me mostram o céu e dizem: sua coroa será grande e bela lá em cima. Amém.’’
- EDUARDO AFONSO, professor, Londrina
Figura paterna
Vários são os fatores que nos levam a ter uma ligação maior ou menor com o pai. A aproximação ou distanciamento depende de características individuais de ambas as personalidades, do nível em que se dá o relacionamento, e a forma da educação dentro da família.
O pai representa a figura da lei e tendo o indivíduo bem introjetada esta imagem terá compreensão e discernimento dos valores e regras do mundo. Saberá compreender o que é proibido e permitido, se esses valores forem passados adequadamente.
O indivíduo adquire conceitos gerais sobre a personalidade do pai, e após incorporá-los passa a se dar valor de forma mais elaborada, amadurecida. A representação material do que o pai constrói para o filho é simbolicamente uma parte de vida, pois não deixa de servir de registro significativo de que foi capaz de construir. É representação de poder, segurança, estrutura, força, capacidade.
- ROSELY CÔRREA LEMOS, licenciada em Pedagogia e Psicologia em Londrina
Educando com amor
Uma mocinha de uns 13 anos vinha pela calçada e em sua direção um senhor; um quarentão. Ela estava chorando muito, e encostou o rosto ao muro. O homem debruçou-se devagarinho e perguntou: ‘‘Por que você está chorando? Te magoaram?’’ Ela disse: ‘‘Meu namoradinho me largou por causa de outra e...’’ contou todo o resto. Os olhos do homem se encheram das mesmas lágrimas, e o sorriso do amadurecimento interior o fez aproximar da pequena: ‘‘Você já contou para alguém, para seus pais?’’ Ela: ‘‘Não dá para falar tudo lá... pode dar grito e briga’’.
Ela pediu segredo, eles conversaram, ela se acalmou. O crianção - já agrisalhado - olhou para dentro de si, e se prometeu: preferia ser incompreendido pelos adultos que muitas vezes maltratam pequeninos, batem neles ou não ouvem, e nem lhes recolhem na concha da sensibilidade pedidos quase ocultos, do que trair a confiança e o sorriso de uma criança. A menina saiu contente e o quarenta-cinquentão continuou, menino novamente, a buscar novas oportunidades de aprender e ensinar a importância da cumplicidade com o que temos de mais importante dentro e ao redor de nós, com a pureza e a verdade, mesmo incompreendida, e a verdade de um pai legítimo ou não que se debruce sobre a benção do Pai Maior, Deus, para espargir ao seu lado uma educação fundamentada no amor.
- LUIZ EDGARD BUENO, escritor, Londrina
Reflexão
Foi no princípio que Deus disse: ‘‘Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma companheira que esteja diante dele’’ (Gen. 2:18). Passaram-se os milênios e hoje ainda o homem precisa da mulher. Todavia, é evidente a reciprocidade, pois ambos se completam na felicidade, no amor e na família.
No casamento, o homem e a mulher assumem também grandes responsabilidades; especialmente em relação aos filhos e ao direcionamento deles no caminho da educação, do trabalho e dos princípios morais da religião. Assim, pela união do matrimônio, será possível eternizar a sagrada instituição da família.
O divórcio do casal rixoso será ruim para os filhos. Neste Dia dos Pais, e sempre, colocamo-nos de joelhos diante de Deus, para defender a sagrada instituição da família. Os pais são os mais indicados a exemplificar aos filhos a fé, o caráter e a moral. Assim, família, célula germinadora da Nação, poderá subsistir para o equilíbrio das gerações.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, professor aposentado em Londrina
Dekasseguis
Parabenizo a Folha, pela brilhante iniciativa de ajudar os brasileiros que estão passando necessidade no Japão. Morei por quase um ano naquele país, e conheci de perto o valor que um estrangeiro tem para aquela cultura: nenhum. Certa de que esse trabalho vai alcançar pleno sucesso, ficarei orando para que a Folha continue a ser um jornal preocupado com o bem-estar da sua gente.
- SUZANA MARIA A. J. KATO, Cianorte
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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