O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Internet
A respeito da notícia Internet pode mudar com a privatização, publicada na Folha High Tech: a oferta de serviços de Internet destina-se a um mercado consumidor que paga por isso. Logo, parece um tanto estranho falarem, no momento de privatização das teles, em mercado leal. A única lealdade é aquela do consumidor ao seu fornecedor, desde que este venda o melhor serviço (não necessariamente o mais barato). Ano passado, morei no Canadá e lá vi grandes companhias (provedoras de grande porte) ofertarem serviços com números de acesso em todo o País, por preços realmente atrativos.
Entretanto, acabei por comprar pacote junto a um provedor nanico, mas que me dava melhor acesso, maior rapidez e melhor suporte, ainda que ligeiramente mais caro. Existe lugar para todos, mas o preço será sempre o definidor da compra a par da qualidade oferecida; a relação custo-benefício mandará sempre.
Este estremunhar de provedores que se vêem ameaçados com a competição não durará muito. Logo, logo os consumidores os eliminarão do mercado. Tomara que o Brasil incorpore este conceito de Primeiro Mundo, em que o consumidor tem sempre razão e não há protecionismo ou cartel a que está acostumada a maioria (preguiçosa) do empresariado nacional.
- ALAMIR CORREA, Londrina
Feiras itinerantes
Voltamos ao assunto das feiras itinerantes que, a nosso ver, não acrescentam nada ao comércio e à cidade. Os participantes, na sua maioria, são comerciantes e industriais de outras localidades que, além de conseguir alvará de funcionamento, conseguem horários especiais, inclusive aos domingos. A Feira Ponta de Estoque. de 8 a 15 de agosto, na Rua Benjamin Constant, 1.488, uma promoção da Data Shop, empresa maringaense, conseguiu liberação de funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10 às 20 horas, sábados das 10 às 18 horas e domingos das 13 às 18 horas.
A promoção, uma vez oriunda de empresa de Maringá, evidencia a presença de lojistas estranhos ao nosso meio comercial. Recentemente, conseguimos que o vereador Carlos Kita encaminhasse à Câmara o projeto de leiºnº 80/98 que, não sendo possível impedir a concessão de alvará, regulamenta e disciplina tais feiras. O Sincoval, em nome do comércio legitimamente constituído, encarece aos vereadores que, no interesse da classe e da cidade, discutam e aprovem o referido projeto.
- IGARASSU LOUZADA, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região
Sercomtel
Não me conformo com a propaganda intensiva realizada pela Sercomtel através dos meios de comunicação de que a habilitação de telefone custa R$ 82,16. Para quem não sabe, a habilitação veio para substituir a locação de linhas.
Entretanto, existem dois preços: 1) R$ 82,16 para quem locou a linha telefônica da Sercomtel antes de 30 de abril de 1997 ou depois de 1º de novembro de 1997; 2) R$ 308,17 para os que ingressaram no sistema de locação entre maio e outubro de 1997. Parece brincadeira, mas há uma diferença de R$ 226,01 pelo simples fato do usuário ter feito o contrato no período de maio a novembro de 1997.
Existe alguma vantagem no serviço telefônico prestado aos usuários que pagam R$ 308,17 em relação aos que pagam R$ 82,16? Não. Então, por que a Sercomtel cria uma desigualdade no preço cobrado de usuários na mesma situação fática? Enviei um e-mail para a diretoria da Sercomtel há mais de dois meses e até hoje ninguém se dignou a me responder. Usuários de telefone, preparem-se, pois com a privatização ninguém vai nos dar satisfação dos abusos cometidos, pois o único objetivo da empresa é o lucro.
- MÁRCIO AUGUSTO NASCIMENTO, Londrina
Bandeira
Quando assistia ao Airton Senna vencer uma corrida da Fórmula 1 e empunhar a bandeira brasileira, eu me enchia de orgulho, pois o mundo todo também assistia. Depois das Diretas Já o povo brasileiro começou a ter mais contato com a bandeira. Vemos na rua pessoas que utilizam as cores verde e amarela e vestem partes da bandeira. Considero ótimo tudo isso. Durante a Copa do Mundo, nem se fala. Foi coisa de louco. Vi muitas bandeiras espichadas, cheias de estrelas no círculo, em desacordo com as medidas, mas são falhas do momento. Erro grosseiro cometeu a equipe que editou a revista da Associação Médica de Londrina (nº 125, página 16). Desenharam a bandeira com cinco estrelas acima da faixa branca. Como diz o Boris Casoy, isso é uma vergonha.
- CLÁUDIO AUGUSTO, Londrina
Corte de sinal
Um bobão. É assim que a TVA-Digisat me faz sentir. Sou assinante há mais de um ano. De repente, sem nenhum aviso, a TVA cortou meu sinal. Mandei um fax com o comprovante dos pagamentos, pedindo uma explicação. Não se deram ao trabalho de sequer dar um telefonema para esclarecer o motivo do corte. Os pagamentos estão em dia, mas não recebo os canais.
- CELSO CAMPOS SANTANNA, Mangaratiba (RJ)
Correção
- Faltou um não na notícia de ontem PTB e PFL se manifestam pró-Álvaro, publicada na página 4. O manifesto, articulado pelos aliados de Lerner, tem como objetivo consolidar o acordo branco e garantir que votos do PSDB não migrempara o candidato das oposições, senador Roberto Requião (PMDB).
- Na notícia Saúde vai vistoriar residências para eliminar focos de mosquito (página 6 de Folha Cidades e página 2 do Caderno Curitiba da Folha do Paraná), publicada ontem, onde se lê O trabalho será desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com o Ministério dos Transportes, leia-se em parceria com o Ministério da Saúde.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





