O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Contestação
Em relação à reportagem publicada dia 30 de julho (Sertanista diz que portugueses ainda pensam que índio é um vagabundo), entendo que Orlando Villas-Boas se refere aos anos 60. Não é verdade que hoje, em Portugal, haja tanta desinformação sobre o Brasil e a América Latina. Vivi em Portugal de 1991 a 1994, e vi que não é assim. Eles sabem o nome da nossa Capital, que em nossas cidades não vivem macacos e onças, que nossa água é potável, e nos consideram um grande país.
Todavia, concordo com o sertanissta quanto a realidade indígena em nosso país e sua crítica aos 500 anos do descobrimento. Todos reconhecemos que as Américas foram invadidas pelos europeus, que em sua grande maioria não desenvolveram colonização, e sim fizeram saque.
Lamentavelmente, o que se está organizando para comemorar os 500 anos é puro ufanismo global, sem vínculo com a história e sem respeito pelo brasileiro. Independente dos erros do passado, somos brasileiros e continuamos sendo saqueados pelo capital internacional, hoje disfarçado de especulativo e de dívida externa.
- LUIZ CAETANO GRECCO TEIXEIRA, secretário regional para o Brasil do Conselho Latino-Americano de Igrejas
Usina
Sobre a reportagem Promotoria investiga estudo de usina, na Folha do dia 2: o fato de existir a construção de qualquer tipo de obra, já ocasiona um ou vários impactos (ambientais, sociais, antropológicos...). O que nos preocupa, além do tipo de usina que iremos ter (hidrelétrica ou nuclear) é exatamente o quanto ela irá impactar o ambiente.
Já participamos de algumas reuniões envolvendo este assunto com Copel, Funai e Projeto Tibagi. Em todos esse momentos nos posicionamos a favor de que fossem feitas as devidas análises ambientais para o conjunto da obra, ou seja, todas as 7 usinas projetadas para o Rio Tibagi. Porque sendo a bacia hidrográfica uma entidade única em termos de flora, fauna, relevo, solos, etc., deve ser estudada nesse conjunto e devem ser levados em conta os impactos de um modo global sobre esse conjunto.
Já sugerimos à Copel e espero que daqui para a frente seja visto com mais carinho e a sério a proposta destes tipos de estudo serem iniciados praticamente juntos com a proposição da obra. Isto teria acontecido, no caso dessas usinas do Tibagi, há uns dez ou quinze anos. Neste meio tempo haveria um entendimento no sentido de discutirmos com frieza profissional e competência que cabe a cada um e a todos o seguinte: (1) Da necessidade da barragem; (2) Do porte da barragem; (3) Da viabilidade da mesma em relação ao ambiente (lembrando que nesse ambiente estão as pessoas, suas terras, plantações, criações, índios, sítios arqueológicos e outros).
Se for provada a adulteração do Rima de Jataizinho, será lamentável pois temos profissionais de diversas áreas envolvidos aí. Ao mesmo tempo, teremos vários pontos a favor de um profissional e de uma profissão que buscam seu real espaço na sociedade. Na verdade, a ética profissional será a grande vencedora neste processo.
- MANUEL R. C. PAIVA, biólogo, Londrina
Jogos intersociedades
Mais que de inverno, acho que é impossível. Verdade, confiram: cacheta, cachetão, truco, buraco, tranca, dominó, palitos (simples e duplas). Bom, mas... fechado. Muito fechado. É o que posso perceber ao ler e ouvir o noticiário a respeito dos Jogos de Inverno Intersociedades de Londrina na sua 20ª edição. Genial criação do jornalista Flávio Campos. Tive o prazer de participar de diversas edições dos Jogos, desde o primeiro ano. Sinto muita saudade. Onde ficaram as equipes de quadra? E o judô, o ciclismo, a esgrima? Onde ficou o atletismo de Londrina, que já foi o segundo melhor do Sul do Brasil? O nosso pobre esporte amador, que brilhou melhor enquanto a Ametur existiu, sentiu demais e não encontra apoio e prestígio efetivos. Aí estão os Jogos de Inverno. É um retrocesso com perdas inestimáveis.
- ANTÔNIO C. FUNFAS NETO, Londrina
Estacionamento
A cobrança do Estar (para se estacionar veículos em Curitiba) ainda é injusta. Quando se precisa estacionar por dez minutos, paga-se um talão inteiro; ser for por cinco minutos também paga-se um talão; ser for por meia hora, outro talão, se for para uma hora e cinco minutos, dois talões de uma hora cada. Se fosse fracionado um talão em quinze minutos este problema poderia diminuir. Por exemplo: às 18h30 devo colocar um cartão de uma hora, mas o controle do cartão acaba às 19 horas. Esta meia hora que eu perdi no cartão, quem vai me reembolsar? É um absurdo. Qualquer parada em Zona de Estar, eu sempre vou gastar mínimo um cartão de uma hora.
- MARCOS COSTA JÚNIOR, analista de sistemas, Curitiba
Pena de morte
Sobre a notícia Preso no RS suspeito de ser o maníaco: nesse caso, gostaria de saber das pessoas que estão no poder, se já não passou da hora de pensarmos em aplicar a pena de morte. Até quando teremos que presenciar isso? Falam em direitos humanos, mas onde estão os direitos das famílias?
- APARECIDO AMARO JÚNIOR, Londrina
Futebol
Sobre texto Árbitro de Vasco x Bragantino é punido por Armando Marques: o fato de ter havido um erro por parte dele não dá o direito a um dirigente de clube como o Vasco da Gama, atual campeão brasileiro, de reagir com ofensas pessoais, independente a quem sejam dirigidas. Por essas e outras que o futebol brasileiro deixa escorregar pelos dedos oportunidades de se tornar melhor e mais respeitado. E o sr. Eurico Miranda bem que poderia poupar nossos ouvidos e olhos.
- HELDER LEITE ALMEIDA, Londrina
Dekasseguis
A justa campanha para auxiliar os dekasseguis deve sensibilizar principalmente os prósperos japoneses do Bairro da Liberdade em São Paulo, da Vila Mariana, Jabaquara. Afinal, são descendentes da sua raça.
- ISRAEL PIRES BEZERRA, Foz do Iguaçu
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