O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Apoio a Rosimary
Li, na Folha do dia 31 de julho, sua carta de agradecimento ao apoio que tantos londrinenses vêm lhe oferecendo. Sei que você está recolhida numa prisão paraguaia, sofrendo bastante a ausência dos seus entes queridos. Sei ainda que a amiga - que não conheço pessoalmente - é boa filha e boa irmã, amiga dos amigos e até dos desconhecidos e deixa claro naquela carta sua profunda religiosidade, amor ao próximo e fé e esperança em Cristo, nosso Salvador. Conheço o Jorge Custódio, seu irmão, moço de firme caráter, que tanto vem fazendo para que você recupere a merecida liberdade.
Como é natural, você temia ficar desempregada. A convite de simpático casal aceitou o emprego de secretária executiva para trabalhar na Europa por dez dias. Foi para Ponta Porã, de lá para Pedro Juan Caballero, onde lhe amarraram no corpo, com fita cirúrgica, 4 quilos de cocaína, levando-a para o aeroporto de Assunção, sempre seguida e ameaçada de morte, até que foi presa. Você foi vítima de diabólicos traficantes internacionais de uma trama por eles montada. E está recolhida ao xadrez há 2 anos e 3 meses.
A presidência do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, depois de um ano e seis meses, não mandou cumprir a carta rogatória para inquirição das testemunhas de sua defesa, em Londrina. Não tem importância. Fique tranquila. As testemunhas, dentre elas deputados, vereadores, magistrados, advogados, vizinhos e ex-colegas de trabalho, se Deus quiser, irão a Assunção ainda este mês para prestar depoimento. Não se esqueça, Rosimary: A verdade é como o sol: dissipa os mais densos nevoeiros, como afirmou Allan Kardec.
- OSNY REBELLO, juiz de Direito/professor da UEL aposentado
Usinas hidrelétricas
Gostaria de parabenizar a Folha pela reportagem do dia 2 de julho, quando foram bem registrados os problemas que as barragens de usinas hidrelétricas podem causar à fauna e à flora dos rios paranaenses. E, ainda, um problema mais sério, que é o descaso que a Copel tem perante a população e a legislação ambiental, falsificando a seu favor laudos de estudos e relatórios de impacto ambiental no Rio Tibagi, obrigatórios antes da construção das usinas e que podem inclusive vetar as construções.
Pesquisadores do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina, inseridos no Projeto Tibagi, vêm alertando há mais de cinco anos sobre a inviabilidade da construção de usinas hidrelétricas no Rio Tibagi, pois os dados gerados através de suas pesquisas comprovam tal situação. Com isso fica uma pergunta no ar: para que construir usinas hidrelétricas, que são caras e causam enormes danos ambientais, econômicos e sociais, se hoje já existe alternativa com as termoelétricas movidas a gás natural e ainda menos impactantes?
Estas questões sobre as usinas devem ser mais amplamente discutidas pela sociedade paranaense, pois o que vemos hoje é um gasto inadequado do dinheiro público nestes projetos, com desrespeito à qualidade de vida do cidadão que paga seus impostos e não é bem informado sobre tais fatos. Ainda bem que pessoas sensatas fizeram as denúncias sobre esta manipulação dos documentos, assunto que deve ser apurado com a maior seriedade.
- FERNANDA SIMÕES DE ALMEIDA, bióloga, Londrina
Tubarão 1
Fico cada vez mais impressionado com a falta de interesse e vontade da comissão técnica do LEC. Os comandados de Varlei de Carvalho em hipótese alguma demonstraram interesse pela partida contra o Remo. Tive a impressão de estar num treino de titulares (Remo) contra reservas (LEC) de algum clube paulista da série B. Será que ninguém sabe falar com os jogadores? É Campeonato Brasileiro ou não? Como torcedor do Tubarão não fiquei revoltado pela derrota em si, mas pela falta de luta, diga-se orgulho, dos jogadores de meio-de-campo do LEC. Será que estão mais preocupados com o salário no fim do mês?
Nas entrevistas depois do jogo foi visível o conformismo dos jogadores. Mas espere aí. Mal começou o pega e já estão pedindo água? Comprei o meu ingresso adiantado para colaborar com o Tubarão e principalmente para gritar o nome do meu clube favorito, mas vejo que terei que esperar pelo próximo jogo. Espero que não seja na série C.
- RICARDO JOSÉ DE OLIVEIRA, analista de sistemas, Ibiporã
Tubarão 2
O que começa errado não tem como dar certo. Infelizmente, para nós, torcedores, o Londrina Esporte Clube não vem bem há muito tempo. Deveria parar tudo para, primeiramente, acertar as dívidas, arregimentar uma diretoria que tenha credibilidade e não abrir mão, em hipótese alguma, do apoio do prefeito Antonio Belinati. Para depois armar uma equipe à altura de Londrina para disputar as competições regional e nacional. A desorganização, aliada a um visível desânimo, constatei quando me dirigi ao escritório do clube, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, para regularizar minha condição de proprietário de cadeira cativa do Estádio do Café.
Lá fui atendido por funcionários que não souberam me receber como deve ser recebido um torcedor do Londrina, pois precisava de autorização para estacionamento e me informaram que somente o sr. José Café poderia fazê-lo, mas ele não viria mais naquele dia e seria muito difícil localizá-lo. Dessa forma, com esse tipo de informação, passou completamente minha vontade de ir ao estádio. Há ou não algo que vai muito mal no Londrina Esporte Clube? E o número de torcedores que compareceram ao estádio no jogo contra o Remo (calcula-se aproximadamente 2.000 pessoas) está à altura de uma cidade de mais de 400 mil habitantes?
- JORGE DOS SANTOS DA SILVA COSTA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





