O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Boca Maldita
Não gosto do nome. Primeiro, porque o adjetivo não é de belo uso. Muito ao contrário. Alguém poderia objetar-me: A Bíblia o emprega... Mas naquela sequência dura de porquês: Porque tive fome e não me deste de comer, tive sede... Aí calhou bem a maldição do Eterno. E calha, também, para nós outros, quando as razões são idênticas. Noutros casos, não. Segundo, porque é tola imitação. Não nos cabe, a nós londrinenses criativos e empreendedores, tomar de empréstimo coisas de somenos valia.
Deixemos a dura expressão para a Cidade Sorriso. Como se emparelhassem bem sorriso e maldita. Terceiro, porque há palavras mais claras e exatas para significar o soberano direito de crítica e de vituperação: tribuna do povo, boca livre, cátedra de liberdade, e outras. Sempre lamentei a mania londrinense de importações inglórias. Nascemos livres na mata virgem, crescemos briosos no labor ousado, tornamo-nos grandes por irresistível predestinação. Somos uma comunidade, una e forte, de mundial admiração. Importemos, sim, riquezas e belezas, dignidades e bondades. Nada de pouquidão. E não nos esqueçamos do lábaro luminoso: Prompte labore progredior - Com o trabalho vou avante decidida e celeremente. Amemos Londrina.
- EDUARDO AFONSO, professor, Londrina
Visita ao zoológico
Anúncio num grande jornal dizia que um zoológico estava admitindo funcionários. Como sempre, tiveram que distribuir senhas pelo volume de pessoas que compareceram. O responsável selecionou um dos felizardos para a vaga e disse que, como o gorila tinha sido envenenado e as crianças gostavam muito dele, foi confeccionada uma roupa igual, já que ele teria que fazer as vezes do gorila, para não entristecer as crianças que visitavam o zoológico diariamente. Como estava desempregado aceitou o desafio, vestiu a indumentária e pôs-se a comer pipoca e banana, e fazer micagem e alegrar as pessoas. Como sentiu que estavam gostando, começou a embalar-se nas barras e vieram as palmas. Empolgado, tentou dar um salto triplo, virou duas cambalhotas e na terceira passou dos limites e caiu na jaula do leão.
Quanto sentiu o estrago que havia feito, começou a clamar por socorro. Nessa hora os assistentes queriam ver uma briga com o rei dos animais, que deu uma rugida, lambeu a língua e levantou. Pânico total para o gorila, que começou a manchar a cueca com as tradicionais freiadas de bicicleta... O leão foi ao seu encontro e disse-lhe no ouvido: Olha aqui, seu gorila. Cale a boca e fique quieto. Eles não podem descobrir que somos homens, se não estamos os dois desempregados. Moral da história: Além do riso, a extinção dos animais e a luta para arrumar emprego.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, bancário, Curitiba
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Hospital Evangélico
Funcionários eficientes, presteza no serviço, qualidade no atendimento. Tudo isto eu encontrei durante o período em que estive internado no Hospital Evangélico de Londrina para uma cirurgia. Venho publicamente agradecer os bons tratos que recebi e, em especial, aos médicos Antonio Celso Busnardo, Mônica de Castro Queiroz e Pedro Humberto Perin Leite, além do pessoal da enfermaria (Renilton, Anderson, Ettore, Ana & companhia). Todos demonstraram sobretudo profissionalismo.
- ANTÔNIO MARIANO JUNIOR, jornalista, Londrina
Privatização 1
Acho um absurdo o apoio da Folha com relação a privatização da Telebrás. Isto não deveria acontecer, pois põe em risco a democracia do País.
- MILTON MAGALHÃES, Telêmaco Borba
Privatização 2
Pelo tanto que falou o governo, devemos ter, daqui por diante, no Brasil, um dos sistemas de telefonia mais perfeitos do mundo. Bem, poderá não ser tanto assim. Funcionando, está muito bom. O governo fez bem em vender tudo, limpar tudo. Assim, poderá cuidar de outros setores. Poderá? Não. Vai continuar atendendo mal a saúde, educação, segurança, porque governo é ruim de qualquer coisa. Não sabe fazer nada. Não produz nada. Mas, livrar-se da telefonia e entregar o setor para quem é do ramo - empresas internacionais, profissionais - já é alguma coisa. Principalmente por que ao fazê-lo, livra-se de carregar a mala da imensidão de funcionários mal pagos, mal-educados, posto que não têm concorrentes. Com as empresas privadas, quem não fizer o serviço direito, olho da rua. E ponto final.
- DELMIRO OSSAMU OLIVEIRA, Curitiba
Ataque
A respeito da reportagem Requião ataca Lerner pela Internet (Folha do dia 1º): quero saber tudo o que acontece no Paraná, inclusive sobre documentos que são secretos, que na verdade só não cabem aos olhos da maioria da população, e sim a meia dúzia de amigos do poder, enquanto isso o prejuízo das operações nós pagamos (a maioria). Pessoas que querem usar de meios jurídicos para que não sejam vistos tais documentos devem ir primeiro tomar aulas com os censores do tempo da ditadura militar, ou melhor, vão para outra ditadura e saiam do Brasil, pois estarão fazendo um favor ao povo paranaense.
- GILMAR BERTELLI, Mogi das Cruzes (SP)
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





