O Leitor Escreve
Telefone 1
Que a privatização é necessária, face ao sucateamento provocado pelo Estado, não se tem dúvida. O setor exige investimentos constantes, face as necessidades tecnológicas. Mas como ficam os consumidores, acionistas e funcionários? Os preços praticados pelas empresas vencedoras serão os praticados aqui na Europa? Por R$ 60 ou 9.900 escudos, aqui se tem um telefone celular, já habilitado; na Espanha por um valor menor, a R$ 53 ou 8.000 pesetas, a mesma condição, sem falar que o minuto falado para o Brasil, no horário econômico, sai por 145 escudos, ou 87 centavos. É interessante ficar de olho, pois aqui eles são agressivos em termos de busca de mercado.
- RONALDO JOSÉ NASCIMENTO, Lisboa (Portugal)
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Telefone 2
Pude muito bem verificar pelo noticiário e pela opinião de um e de outro, que efetivamente estamos vivendo o início de grande revolução na telefonia brasileira. Tomara que esta revolução seja a favor do consumidor. Quando li que há uma fatia de uns 30 e tantos milhões sem-telefone no Brasil, compreendi a pressa do governo em privatizar o sistema e a pressa dos concorrentes internacionais: as empresas estão vindo, como se diz, ‘‘babando’’ para vender telefone para este grupo, coisa que o governo, um mastodonte vivinho da silva, jamais conseguiria, porque está engessado na sua filosofia, na sua ‘‘funcionalice’’, nos seus imensos problemas. E sobretudo na sua pouca vontade de trabalhar pelo povo. Aqui em Londrina, não temos esse problema. Mas fora daqui, a Telepar se enrola e rebola e não consegue instalar telefone nem com reza forte - e deixa o consumidor a ver navios. Quem sabe agora as coisas mudem. Talvez ainda possamos ver neste Brasil sem porteiras que um pedido de um simples telefone - pelo uso do qual vamos pagar uma nota preta e se não pagarmos eles cortam - seja atendido rapidinho.
- MARCO AURÉLIO SEL’ABERT, Londrina
‘‘Protesto’’
Esclarecimento sobre a reclamação e o conteúdo da carta ‘‘Protesto’’, publicada nesta seção da Folha dia 31 de julho: a 1ª Feira de Informática para a Escola, realizada entre 20 e 28 de julho em Faxinal do Céu, teve por objetivo viabilizar a compra direta dos equipamentos necessários para montar laboratórios de informática nas escolas públicas paranaenses, que aderiram ao Proem (Programa Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio do Paraná).
Um edital de chamamento foi publicado em vários jornais de grande circulação do País informando os critérios de participação das empresas interessadas. Elas precisavam, entre outras coisas, comprovar regularidade fiscal, apresentar declaração de procedência dos componentes das máquinas, certificado de ISO 9000 e ter condições de prestar assistência técnica às escolas por dois anos. Dessa forma ficou garantida a participação de empresas com idoneidade e qualidade comprovada.
Das trinta e três empresas que retiraram o edital, apenas nove apresentaram toda a documentação exigida, sendo que uma delas desistiu. Assim, oito empresas de todo o País - cinco do Paraná e outras três com filiais no Estado - participaram da feira. A concorrência entre elas foi livre e trouxe resultados positivos para as escolas, que puderam ‘barganhar’, conseguindo maiores vantagens dentro dessa negociação do que teriam em qualquer outro método de aquisição.
- COORDENAÇÃO DO PROEM, Secretaria de Estado da Educação (Curitiba)
Vereadores 1
Nossa cidade, Campo Mourão, está sendo destaque em todos os jornais e programas de televisão, só que por um motivo que envergonha qualquer mourãoense que não faça parte da laia de vereadores que aumentaram seus salários da forma que bem entenderam, sem nenhum critério e nenhum escrúpulo, com alegações absurdas do tipo ‘‘precisamos de aumento para ajudar os necessitados que batem em nossa porta todos os dias’’, ou ‘‘que têm contas estouradas nos bancos’’, ou ainda pior, considerando vereador como profissão. Nós mourãoenses, envergonhados com isso teremos que fazer valer nosso voto em 2000, não reelegendo nenhum dos atuais 15 vereadores em atividade, e fazer com procurem um emprego, consigam um bom salário, e assim possam distribuir seus rendimentos a quem quiserem.
- PEDRO GONÇALVES BARBOZA, Campo Mourão
Vereadores 2
A briga dos vereadores de Campo Mourão por salário é uma vergonha, porque nenhum trabalhador tem recebido aumento no tal Brasil-Real. Como a Folha tem publicado a lista dos que votaram a favor e dos que votaram contra, todos os eleitores deveriam recortá-la e colocá-la no espelho do banheiro para que todo dia vissem a distinção. E, quando houvesse eleição, catasse a lista e fosse votar. Para não errar, e banir os favoráveis ao aumento.
- VALMIR SONIO SERIBELLI, Campo Mourão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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