O LEITOR ESCREVE
Democratização da comunicação
Os números estampados nos jornais de todo o País, na edição de ontem, confirmam a anunciada seriedade do leilão da Telebrás, empresa estrangeira mais negociada ontem na Bolsa de Nova York. O ágio de 63,7% nas ações superou as expectativas do governo e valorizou a seriedade do processo desencadeado pelo nosso saudoso Sérgio Motta, que também deve estar comemorando esta vitória de todos os brasileiros. Vale lembrar que a vitória não se destaca apenas pelo sucesso dos valores atingidos no leilão (mais de R$ 22 bilhões), mas pelos benefícios que o processo virá trazer aos brasileiros, tornando a aquisição de uma linha telefônica mais acessível.
- LUIZ CARLOS HAULY, deputado federal (PSDB-PR)
Privatização
Quem perdeu com a privatização das teles? Com certeza, não foi o Brasil. As estatais brasileiras, historicamente, têm sido um poço sem fundo de ineficiência. Embora não se possa culpar a grande maioria de seus funcionários, diversos interesses políticos de grupos que dividem o controle das estatais entre si as tornam ineficientes. Ora, então quem perdeu? Perdeu quem chiou. A alta cúpula do PT e da CUT, encravada no serviço público, por exemplo. Como é possível, que no alvorecer do século 21, um candidato a presidente de um país como o Brasil promova tamanha baderna, como Lula e seus asseclas promoveram no Rio, durante o leilão? E o MST, quer terra ou revolução? Lula perdeu uma boa oportunidade de ficar quieto. Apenas ressaltou, com suas declarações infantis na TV, seu lado retrógrado e ditatorial. Será que na opinião de Lula e das oposições, o Brasil deve se tornar uma nova Albânia? O desenvolvimento do País não pode ser freado por interesses mesquinhos. No futuro, serão lembrados os que fizeram, como FHC. E esquecidos os que falaram, falaram, mas nada deixaram, como Lula.
- HWIDGER LOURENÇO FERREIRA, Ibiporã
Raízes predadoras
Sou professora de Inglês, esposa, mãe e avó. Costumo dizer que, apesar dos meus 54 anos, continuo aprendendo todos os dias. Aprendo com meus alunos, com meus filhos, até com minha neta de 9 anos. Devemos ter a preocupação de procurar melhorar a cada dia que passa. Afinal, qual o legado que podemos deixar senão os bons exemplos? É pensando nos bons exemplos para as futuras gerações que fico triste, insegura e frustrada quando leio no jornal que um promotor de Justiça é, e se orgulha de ser, um caçador. (Folha Dois de ontem, página 6, reportagem ‘‘Sabor selvagem’’ com o promotor Sérgio Corrêa de Siqueira).
Que os nossos antepassados tenham sido caçadores para sobreviver, tudo bem. Caçar para ‘‘flertar com a natureza...’’, por que não plantar flores e árvores para com elas flertar? Caçar ‘‘porque me proporciona algo próximo de uma existência espiritual’’. Será que isto não iguala a personagem aos praticantes de magia negra que sacrificam seres vivos com o mesmo propósito?
São tantas pessoas lutando, sacrificando suas vidas para salvar o que resta da natureza, enquanto outras, com a boca cheia de carnes selvagens de caça, vangloriam-se de suas raízes predadoras. Todos temos raízes predadoras, mas será que já não somos civilizados o suficiente para fazermos uma auto-análise e vencer os instintos de caça que já não cabem no nosso planeta? Deixo no ar a minha pergunta final: numa época em que a Justiça brasileira é tão cobrada, como justificar a caça como hobby de um membro da Procuradoria?
- LINDA BOTELHO, Guarapuava
Carta rogatória
Não sei a quem dirigir esta carta. São tantos os que me apóiam, e o que mais me comove é que não conheço grande parte dos que me ajudam, dos que estão sensibilizados com a minha situação. Que a paz de Cristo Jesus seja com todos. ‘‘Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus Nosso Senhor’’(II Pedro 1.2). Há muito não escrevo abertamente, e não é por falta de consideração. Pelo contrário, admiro e agradeço a ajuda e o esforço de todos. A questão é que não quero que pensem que tenho a intenção de conseguir popularidade ou de fazer sensacionalismo. A única coisa que desejo é o complemento da minha defesa com o cumprimento da carta rogatória que está aí, no Brasil, precisamente no Supremo Tribunal Federal há um ano e seis meses. E isto é vital para ter um julgamento justo.
Minha vida está nas mãos de Deus, e é Ele quem tem colocado compaixão em tantos corações para que me socorressem em momentos tão delicados. Nem sei como retribuir tudo o que fazem por mim. Somente o nosso Pai celestial para pagar a cada um com as suas bênçãos. ‘‘Porque tive fome e me deste de comer; tive sede e me deste de beber. Era forasteiro e me hospedaste. Estava nu e me vestiste; enfermo e me visitaste; preso e foste ver-me.’’ (Mateus 25.35.36).
- ROSIMARY GARCIA FERREIRA, Assunção, Paraguai
Assalto
A fragilidade da segurança de órgãos públicos é incrível. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que fica dentro do grandioso complexo militar do CTA (Centro Tecnológico da Aeronáutica) foi assaltado, conforme notícia de ontem na Folha. Este assalto mostra bem a situação. O lugar é completamente isolado por soldados da Aeronáutica, mas mesmo assim os assaltantes conseguiram entrar. Não só levaram dinheiro como também deixaram estragos na agência do banco e ao próprio Inpe. Os assaltantes estão cada vez mais espertos, dificultando a ação dos soldados. Mas o que fica nesse episódio é a ousadia dos bandidos, sua facilidade ao entrar em um órgão federal e a certeza de que falta mais rigor na segurança destes locais.
- ANTONIO RICARDO Z. NASCIMENTO, São José dos Campos (SP)
Transplantes
Sobre a reportagem ‘‘Mais três transplantes são realizados em Londrina’’, publicada pela Folha ontem: procurei esta notícia na WEB por causa do destaque dado pela televisão. Na TV, foi muito difícil para a família do doador conseguir efetivar a doação. Acho que estas situações devem merecer um destaque na imprensa porque têm um efeito positivo na atitude das pessoas com relação ao ato de doar seus órgãos. Estou mantendo uma ‘‘homepage’’ sobre o tema em: http://www.geocities.com/HotSprings/Villa/1298/index.html que relata experiências pessoais sobre doação e transplantes de órgãos no Brasil.
- FRANCISCO NETO DE ASSIS, Pelotas (RS)
Sinalização
Com o novo Código de Trânsito cobra-se mais do motorista, do cidadão, do pedestre, enfim, de todos que conduzem algum tipo de veículo, motorizado ou não. Há que se ressaltar que também é preciso sinalizar e bem as vias públicas, por onde transitam motoristas, ciclistas e pedestres. Um ponto muito perigoso em Londrina é no cruzamento da Av. Dez de Dezembro (no final da Av. Inglaterra) com as ruas Madre Henriqueta e Veneza. Trecho da rua paralela à Dez de Dezembro, que desemboca ali, forma cruzamento perigoso. Acidentes são constantes, a sinalização é precária, muitos não percebem e outros utilizam o trajeto para cruzar a Via Expressa. Escolares passam ali diariamente expondo a vida, correndo riscos. Antes que aconteça algum acidente mais grave, que se melhore a sinalização colocando semáforo ou outro sinal, para que o pedestre tenha mais segurança. Nunca é demais alertar.
- MARIA APARECIDA ZIRONDI WAGNER, Londrina
Protesto
Venho aqui demonstrar minha insatisfação e meus protestos ao estilo de trabalho do governador Jaime Lerner e sua equipe. Acontece que ao liberar R$ 12 milhões para a informatização das escolas estaduais, o governo destinou os recursos para que os próprios diretores das escolas comprassem os equipamentos. No entanto, exigiu que as compras fossem efetuadas numa feira de informática em Faxinal do Céu, onde estariam participando apenas grandes empresas de fora do Estado do Paraná, e assim inviabilizando completamente a participação de pequenas empresas interessadas em fornecer equipamentos nas escolas de suas cidades. Simplificando: o governador Jaime Lerner deixou de incentivar o desenvolvimento de centenas de pequenas empresas de nosso Estado para beneficiar somente algumas grandes empresas de fora.
- EDNEY MARCELO DOS SANTOS, técnico em Informática, São Sebastião da Amoreira
([email protected])
Correção
Os sertanistas Villas-Bôas não passaram apenas 17 anos vivendo e estudando entre os índios brasileiros, como a Folha publicou na edição de ontem. Na verdade, o trabalho dos três irmãos com os índios chegou a 47 anos.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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