O LEITOR ESCREVE
Rômulo
Há, em Roma, um edifício com o nome de Londrina. Um dia, buscando informações turísticas na Polvani, uma das maiores operadoras do mundo, fui parar na agência central romana, e por coincidência, atendido pela sra. Tina Polvani em pessoa. Pessoa de tocante delicadeza e alto nível profissional, resolveu de pronto minha dúvida e indagou de onde eu era. Ao saber-me de Londrina perguntou se, por acaso, conhecia o Rômulo Veronesi, a quem muito queria. Claro, respondi, moramos frente a frente, e é pessoa amena e muito educada, cuja família teve enorme importância na mudança da mentalidade e do aspecto arquitetônico de uma cidade que hoje é muito importante. E ela, com um sorriso bom, me contou que morava no Edifício Londrina, ali em Roma, e o conhecia e era amiga dele e dos seus.
Agora o Rômulo se foi e com ele parte da história londrinense. Espero que alguma homenagem seja feita a um homem quieto, progressista, que plantou seus pés aqui, até seu momento final. Sempre tive um sentimento muito especial a quem veio para nosso Brasil, ficou e nos ajudou a crescer. Por certo, Rômulo é um deles. Aqui plantou edifícios, criou gadaria de primeira, inovou em hotelaria, virou vice-cônsul, criou seus filhos com a Grazia, filha do grande (e meio esquecido) Bolelli, que tanta beleza criou com seus lindos móveis. São riquezas londrinenses, e se fica mais pobre, ao vê-los partir. Devemos homenageá-los. São parte da nossa história. É justo. Um dia vou conhecer o Edifício Londrina romano.
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, médico, Londrina
Código de Trânsito 1
A imprensa tem noticiado que está havendo redução no número de acidentes de carros no Brasil, por força do rigor do novo Código Nacional de Trânsito. É fato. De noite, na cama, já não ouço tanto barulho provocado por aqueles idiotas do volante - eles ainda existem! - que agora estão com ‘‘menos p钒 no acelerador, porque a dor de fazer algazarra de carro vai dar mesmo é no bolso deles. O novo Código é ótimo. A TV continua dizendo que ele ‘‘é bom para quem anda certo e ruim para quem anda errado’’, o que é corretíssimo. Mas também noticiou esses dias que filhinhos-de-papai de Brasília continuam fazendo rachas. Alguns foram presos, deram até entrevista, na maior cara de pau. Tomara que também para eles, lá no árido e terrível Planalto Central, o novo Código seja válido e rigoroso e que eles peguem alguns bons anos de cadeia.
- EVANDRO SELMO DE OLIVEIRA, comerciante, Londrina
Código de Trânsito 2
Solicito informações de como o Detran está se adaptando ao novo Código no que diz respeito à formação de condutores. Sei que a partir de dezembro entram em vigor as horas/aula obrigatórias para tirar a carteira de motorista, mas como está andando este processo? O Detran-PR já abriu licitações para empresas ou auto-escolas se credenciarem para ministrar esses cursos?
- OTÁVIO SILVA, administrador, Canoas (RS)
([email protected])
NR. A Folha encaminhou assunto ao Detran.
Proteção às florestas
Somente poderemos mudar a consciência do ser humano com a implantação da disciplina de educação ambiental nos currículos escolares, controle do desperdício de água e revitalização de árvores em todo o planeta. Prova disso é o início do troco que a natureza vem dando ao homem, agora já não tão mais silenciosa como antes, pela degradação e devastação que ela tem mostrado como as inundações na China, maremotos em Papua-Nova Guiné, onde ondas de 10 metros de altura devastaram toda uma civilização, colocando peixes e tubarões entre os galhos de árvores e paineiras, fora do seu habitat natural.
Pelas previsões de Nostradamus, em julho de 1999 a natureza dará a maior resposta ao ser humano, por todo o mal que lhe tem feito. Grandes usinas hidrelétricas como Três Gargantas na China, Itaipu no Brasil, Niagara Falls, Mississipi-Missouri, Paulo Afonso na Amazônia, Assuã no Egito não terão água suficiente para movimentar as turbinas que transformam em eletricidade para bilhões de consumidores.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Pedágio no Zerão
Sugiro ao prefeito Antonio Belinati a instituição do pedágio que seria cobrado, através de catraca, dos frequentadores do Zerão. Todos os usuários receberiam um selinho que seria fixado no peito, e que representaria o esforço de cada um na revitalização daquele local. A idéia é extensiva a outros lugares de Londrina, como o Zerinho, ao lado da Catedral, Concha Acústica etc. Em lugares dotados de bancos, cadeiras e afins a tarifa corresponderia ao tempo em que o munícipe estivesse sentado.
- LUIZ IGNACIO DUMONT, Londrina
Ônibus e o pedágio
A tão sonhada duplicação das rodovias já chegou ao Paraná. Pena que não das estradas e sim nelas. Agora pagamos IPVA e pedágio. Bela dupla. A discussão sobre se o pedágio continua é sempre entre os motoristas. E os passageiros de ônibus, como ficam? Eles também pagam o pedágio, é lógico. O curioso é que logo que se iniciou a cobrança do pedágio as empresas trataram de incluir o preço nas passagens, o que é legal, mas o governo reduziu 50% no pedágio e, talvez por ‘‘esquecimento’’, algumas empresas não reduziram esse valor no preço da passagem. Será que a redução não valeu para as empresas de ônibus que circulam no Paraná?
- JOSÉ LUIZ GOMES, Primeiro de Maio
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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