O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Agricultura
Muito oportuna a reflexão lançada pela Folha no editorial de domingo intitulado Agricultura comparada. Rivalidades à parte, assistimos mais uma vez nossos vizinhos argentinos mostrarem um ótimo desempenho em campo, só que agora, infelizmente, não estamos falando de futebol e sim de agricultura. Enquanto a Argentina sabe dar à agricultura o devido valor, e consegue aumentar a produção em 60% nos últimos 5 anos, nós, os brasileiros, continuamos sujeitos à estagnação registrada nessa área. A ausência de uma política agrícola tem inviabilizado a atividade e deixado os produtores à mercê de sua própria sorte. E soma-se a este quadro lamentável a insegurança gerada pelas constantes e criminosas invasões.
É vergonhoso ver a fome aumentando num país que, como bem disse este jornal no domingo, concentra o maior potencial de terras agricultáveis do Mercosul. Ontem foi Dia do Agricultor. Se não há muitos motivos para comemorações, há que se registrar a coragem dos produtores brasileiros em enfrentar com dignidade todo este estado de injustiças. E quem sabe este mesmo jornal, daqui a um ano, possa novamente comparar a produção de argentinos e brasileiros, mas com boa notícia registrada do lado de cá.
- FRANCISCO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Pedágio
Esta coluna - a mais popular da Folha- já trouxe mais de 50 cartas aprovando ou reprovando o pedágio. É a tal história: mexeu no bolso, doeu. Não vou me meter no imbróglio. Chega. Numa alusão paralela, porém, creio oportuno perguntar: não há casos mais urgentes, mais preocupantes, mais agudos, mais dolorosos? Que mereçam centenas de cartas - numa sequência ininterrupta, indistinta, castigante - direitos do povo que sofre, que suplica, que merece acudimento? Atentem e dêem-me redonda razão.
Onde ficam a saúde maltratada, a fome mal matada, a educação mal conduzida, o trânsito definitiva e eficazmente acertado? E basta de interrogações que, como sempre, não terão satisfatórias respostas. Esses casos aí merecem cartas em aluvião - nºs 1,2,3,4,5... dezenas e centenas. Quem sabe lá uma campanha insistente, permanente, impertinente, não traria bons resultados?
Reza o provérbio que água mole em pedra dura, tanto dá até que fura. E se o caso pedágio é de todo o Paraná, para todos, sem exceção, porque amarga no bolso - que os supramencionados sejam para a nossa comunidade - ao menos para ela - focos de campanha, em benefício de todos, porque doem na vida - direito sagrado. Vamos compor a corrente, una e forte, e teremos resultados.
- EDUARDO AFONSO, professor, Londrina
Aplauso merecido
Residindo em San Diego, Califórnia, lia diariamente um jornal local. Na coluna reservada aos leitores, várias vezes li cartas de aplauso a algum dos serviços prestados pelo governo municipal. Sobre transporte urbano tive oportunidade de ler: Kudos para o motorista tal pela sua grande gentileza (Kudo é o nome de popular barra de chocolate americano - talvez já encontrado no Brasil - e a expressão é usada para demonstrar aplauso a ações elegantes e elogiáveis).
Nesta semana, uma amiga e eu entramos num tour organizado pela Codel para conhecer 36 locais de Londrina, inclusive o recém-inaugurado Parque Industrial. Retornando agora à minha cidade, foi prazeroso verificar seu progresso: jovem, bonita e dinâmica. Ao deixar o ônibus esquecemos alguns pertences insignificantes. Manhã seguinte tive a imensa surpresa de receber Kimiko, a guia do tour, trazendo o esquecido.
Ouço e leio diariamente sobre coisas do primeiro mundo. Nunca comentei sobre. Mas isso foi mesmo coisa de primeiro mundo, como já me ocorreu nos Estados Unidos. Kudos para a Codel e a eficiência dos funcionários. Kudos para o então presidente da Codel, Alex Canziani, em cuja gestão foi criado tão interessante e útil projeto turístico.
- MARIA BORTONI, Londrina
Batismo na Penitenciária
A reportagem da Folha de Londrina/Folha do Paraná no dia 26, sob o título Presos da Penitenciária são batizados, é mais uma prova de apoio desse conceituado jornal ao trabalho social realizado na PEL (Penitenciária Estadual de Londrina), pelo que deixamos nossos agradecimentos. Essa cobertura enaltece toda atividade voltada à ressocialização dos apenados desenvolvida por nossa unidade penal. Todos os grupos religiosos que realizam atividades e cultos aos sábados na PEL têm uma contribuição indispensável para a ressocialização dos nossos internos, aproximando-os de Deus, e não somente para propiciar a disciplina interna deles.
Para a restituição de um detento à sociedade, principal objetivo do Sistema Penitenciário do Paraná, necessária se faz a participação de todos os segmentos sociais, a exemplo do que é nobremente feito pelos Grupos Religiosos Semeadores (Assembléia de Deus), Pastoral Carcerária (católica), Atalaia de Cristo, Universal do Reino de Deus, Nova Aliança e Grupo Espírita Paulo de Tarso.
- RAIMUNDO HIROSHI KITANISHI, diretor da Penitenciária Estadual de Londrina
Caos no HU
Muito preocupante a notícia estampada ontem, na Folha de Londrina/Folha do Paraná, sobre a interrupção no atendimento do Hospital Universitário de Londrina, durante algumas horas, por causa da superlotação dos leitos e ambulatórios, sucateamento da infra-estrutura e da carência de recursos humanos. Maior gravidade trouxe a advertência do diretor superintendente Cláudio Camacho de que o nível de atendimento está abaixo do nível de dignidade que o usuário merece. Para ele a crise tende a piorar, se não vierem logo os investimentos necessários para reforma e ampliação do HU. Igualmente grave é a denúncia contida na informação de que o recurso financeiro, cerca de R$ 30 milhões, já foi aprovado pela Assembléia Legislativa há anos e chegou a ser contemplado no orçamento, mas nunca foi enviado pelo governo. Então, onde está aquele dinheiro?
- LÁZARO DE ARRUDA CARNEIRO, Londrina
Dispensa de Zagallo
Devido às dúvidas que ficaram no ar sobre a Seleção Brasileira ou a CBF ter recebido suborno de políticos franceses ou de integrantes da Fifa, dúvidas estas que jamais poderão ser eliminadas, não importa o que a CBF tente fazer ou explicar, gostaria que os jogadores que atuaram na Copa do Mundo de 1998 não defendessem mais a Seleção nem nas Olimpíadas nem em outra Copa do Mundo. E que o presidente atual da CBF, Ricardo Teixeira, pedisse demissão para que eu pudesse voltar a acreditar na integridade da Seleção. Contudo, não sei se continuo a acreditar na Fifa ou na Copa do Mundo.
- DANILO SANTOS, Londrina
Morte em Cambé
Sobre a reportagem publicada no sábado Pai de atropelada teme que motorista saia impune, gostaria de prestar minha solidariedade aos familiares da garota Maria Cristina Donegal e também ao rapaz (autor do atropelamento, Rafael André Ferri Kaczor). Acredito que este deverá ser totalmente responsabilizado pelos seus atos, principalmente nesta época em que estamos passando por um processo de reeducação no trânsito. Mas o que não podemos admitir é que aquele rapaz seja alvo de revolta da população local. Ele está sendo indiciado por homicídio doloso, mas é impossível imaginar que alguém, filho de família rica ou pobre, saia de sua casa com a intenção de causar algum dano a outrem, que dirá ceifar-lhe a vida.
- LUIZ CARLOS MARTINS, Florianópolis (SC)
([email protected])
Meteorologia
Adoro a página sobre meteorologia no caderno Folha Cidades. Acho que deve continuar assim, porque é necessário saber a temperatura todos os dias. Isso é muito importante. A Folha está de parabéns.
- ANDRÉA PUGLIESE, Arapongas
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





