O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Difícil decisão
Veiculamos outdoor em Londrina agradecendo pelo resultado de pesquisa em que nosso nome apareceu em primeiro lugar para a Assembléia Legislativa. A expressiva votação que tivemos em 1996, sendo o primeiro entre mais de duas centenas e meia de candidatos, poderia representar uma handcap extraordinária para uma campanha. Com isso, deixamos que nosso nome fosse mantido entre os que postulavam uma candidatura.
Em nosso íntimo já existia uma decisão, mas era difícil verbalizá-la com números tão otimistas. Em 1988, quando o descrédito da classe política era mais uma vez destaque na imprensa, numa pesquisa em diversas cidades do Estado nosso nome sobressaiu-se para a reeleição. Tivemos a maior votação de um vereador reeleito no município. E mais uma vez, em 1996, tivemos a maior votação dentre todos, em nosso quarto mandato.
Isto nos impõe um preço. E é o preço do respeito a este voto dado pelo londrinense, que estamos resgatando com nossa desistência. Vamos ficar na Câmara e ajudar Londrina. Estamos mantendo nosso compromisso com o eleitor.
Muitos nos cobram que esta eleição talvez fosse a mais fácil que iríamos disputar e Londrina precisava aumentar sua representação em Curitiba. Deixamos a outros esta tarefa - e muitos e bem preparados estão no páreo. Em nossa consciência acreditamos que fizemos uma opção acertada, em respeito aos que nos tornaram seu representante em Londrina para um mandato de quatro anos mais. Iremos cumpri-lo, com a graça de Deus, até o último dia. Aos que nos colocaram na liderança das pesquisas, mais uma vez nossa palavra de agradecimento: obrigado Londrina.
- ANTENOR RIBEIRO, vereador em Londrina
Otávio Mazziotti
Dia 24 foi celebrada missa do sétimo dia da morte do professor Otávio Mazziotti. Lá estiveram alguns dos seus muitos amigos, parentes e devedores de tantas obras que ele desenvolveu pela educação. Otávio Mazziotti foi professor, mas sua atuação mais intensa e extensa foi como inspetor seccional do então Ministério da Educação e Cultura, com sede em Londrina. Era, sim, responsável pelo desempenho das escolas (públicas ou não) de todo o Norte do Paraná.
Por suas mãos passava toda a vida escolar dos alunos, o registro dos professores e diretores, a autorização (ou não) aos não-licenciados para lecionar. Era de sua competência (auxiliado pela esposa, também inspetora, e uma eficiente equipe de funcionários) fiscalizar os prédios escolares, verificar o cumprimento dos calendários. Fazia tudo isso com a firmeza que tantos admiram, imune sempre às pressões políticas.
Nos cursos da Cades (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário), realizados para professores sem registro, por quatro semanas em período integral (em janeiro de cada ano) ele era o chefe de cursistas e professores, nada deixando faltar e não deixando que algum cursista chegasse atrasado ou faltasse, que até isso ele fiscalizava e o fazia pessoalmente. No início da década de 70 transferiu-se para Brasília, ocupando alto cargo no Ministério da Educação e Cultura.
- REINALDO MATHIAS FERREIRA, Londrina
Homenagem
Quando a Folha anunciou novo caderno de classificados, o Classifácil, eu já conhecia o projeto, pois lembrei de um hóspede residente no Hotel Deville, de um companheiro do Rotary, de um amigo recém-chegado de São Paulo, no início dos anos 90, para comandar a sucursal de Maringá. Homem de marketing agressivo, ele era todo sonhos e projetos, tanto que levantou geometricamente o número de assinantes, bancas e anúncios na região de Maringá. Alguns antagônicos não tinham como derrubar as idéias e tentaram, sem êxito, atacar a figura humana, que como árvore, quanto mais se poda os galhos, mais frutas dá no pé.
Quando conseguíamos conversar (ele era chegado a uma reunião e a trabalhar fora do expediente) ele me contava de seu projeto de um classificado humano, quente, rápido, eficiente, objetivo, econômico, por produto/serviço, por região. Saiu da sucursal e deixou saudade na cidade, nos companheiros e clientes.
Hoje, felizmente, voltou à Folha e conseguiu transformar seu sonho em projeto, seu projeto em obra. Está aí o Classifácil. São projetos tocados e implantados como esse que fazem da Folha o melhor jornal do interior e um dos melhores do Brasil. Assim como um hotel se faz com pessoas, um jornal se faz com pessoas e é reflexo da equipe e de seu comando.
O meu amigo, companheiro, hóspede em Maringá, sonhador, tocador de projetos, marketeiro agressivo era Ademir Dias Camargo. Aceite meus parabéns, extensivos a João Milanez e Lélio Almada Vicente. Por não deixar um sonho morrer ou ficar engasgado na garganta, por não reclamar e ir sempre à luta, por construir em vez de criticar.
- GILBERTO SIMIONI, gerente de operações de hotel
Pedágio 1
O grande mérito do projeto do governador Lerner foi exatamente a forma de pedágio para melhorar com rapidez as rodovias do Estado, transferindo o trabalho para a iniciativa privada e diluindo os custos para aqueles que efetivamente utilizam as estradas com o seu veículo. Os contrários ao projeto esqueceram-se da situação anterior das estradas, precariíssimas, perigosas, que ceifaram vidas e estragaram muitos veículos, com um custo muito mais alto que o valor do pedágio. Estrada é um privilégio para uns poucos que possuem veículos. Este projeto permitirá que o governo destine os recursos que seriam aplicados em rodovias para setores básicos como segurança, saúde e justiça, que beneficiarão a totalidade da sociedade paranaense e não uma minoria. O projeto precisa continuar e as estradas precisam ser duplicadas. Nós, paranaenses, precisamos acabar com a idéia paternalista de querer tudo de graça e ficar depois choramingando por um sonho que não acontecerá nunca, porque ninguém faz milagre!
- ANTONIO CARLOS DE QUEIROZ, Londrina
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Pedágio 2
O que vemos nas estradas são apenas pinturas novas e acostamentos limpos, sem mato. O que o usuário precisa são estradas duplicadas. O acordo obscuro feito entre Jaime Lerner e as empresas está prejudicando a população, pois o pedágio já está sendo cobrado. Isto significa que as empresas estão recebendo antes para - quem sabe - depois executar as obras realmente necessárias.
- LUIZ MENOLLI, Londrina
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Farmácias
Com referência ao artigo publicado ontem, A máfia da anti-saúde, de Joel Samways Neto: acredito que a lei manda que toda farmácia deve ter um farmacêutico responsável. Por que a Prefeitura concede alvará para instalação de farmácia sem que na fachada da loja e no logotipo da nota fiscal estejam registrados o nome e o endereço do farmacêutico responsável por aquele estabelecimento comercial? Nenhuma autoridade pode se manifestar diante do visível descumprimento da lei. O pior efeito é a desconsideração absoluta com o cliente, que compra remédios falsos, acaba morrendo, paga os impostos e o próprio enterro.
- JOSÉ DE AZEVEDO, Curitiba
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Assalto a caminhões
Agradecemos à Folha e parabenizamos o jornalista Osmani Costa pela excelente reportagem, inserida dia 22, sob o título Transportadoras recorrem à escolta para evitar roubo. O assunto, tão preocupante no meio das transportadoras, foi muito bem abordado naquela reportagem. Mais uma vez esse conceituado e prestativo jornal traduziu o nosso grito de alerta.
- APPARECIDO F. MEIRA, transportador, Londrina
Dia do Despachante
Ontem, 27 de julho, foi uma data muito especial para um grande contingente de profissionais que atuam no País. Trata-se do Dia Nacional do Despachante. Para nós, que vivemos essa atividade há 30 anos em Londrina, a verdadeira comemoração é a certeza do bom trabalho desempenhado por todos estes profissionais. Pelas mãos do despachante passa a documentação da enorme frota de veículos - de todos os tipos e tamanhos - que move o País. Isto é motivo de orgulho para nós. E deve ser também para todos os brasileiros. Parabéns a todos os despachantes!
- JOSÉ LOPES DE OLIVEIRA, despachante em Londrina
Correção
Ao contrário do que foi publicado ontem, na página 4, a vice-governadora Emília Belinati (PTB) é candidata à reeleição e não ao Senado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





