O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Discriminação
A discriminação do negro na sociedade dá-se de maneira cruel, infringindo o seu direito à cidadania. Historicamente, a inferioridade social advém de fatos antigos que condenaram esse povo à margem da sociedade. No passado, o negro já foi tido apenas como mão-de-obra, não importando seus valores naturais como ser humano.
No mais tardar dos tempos, quando conquistou a liberdade, o negro encontra um mundo contrário à sua integração na sociedade. Essa aversão se expressa no forte preconceito de cor, que complita a sua participação no mercado de trabalho e a ter chances iguais de desenvolvimento, uma vez que desenvolvimento está ligado ao fator econômico.
Portanto, sua participação social e seu exercício de cidadania são restritos, levando-o à margem do mundo. Daí resulta a revolta que muitas vezes justifica a violência e o roubo, estes que geram a discriminação social e racial.
No entanto, no patamar social os negros são mais desfavorecidos por causa da sua cor do que com relação à sua posição social. O preconceito de cor age sutilmente e na maioria das vezes o preconceito racial é confundido e amenizado pela fusão dos impactos racial e social.
- REGIANE AUZEC, secretária executiva, Londrina
Vereadores
Devemos registrar, para que não caia no esquecimento, a petulância e por que não dizer o descaramento da maioria dos componentes do Legislativo de Campo Mourão. Acharam pouco, mais de R$ 1.500,00 mensais e aprovaram o aumento para além de R$ 3.000,00. Esqueceram-se que, felizmente, temos uma moeda estável e que o salário mínimo é de apenas R$ 130,00. A principal função do vereador nada mais é do que observar as necessidades do município e, quando necessário, apresentar projetos de lei e fiscalizar atos do Executivo. Alegar que fornecer remédios, passagens etc. aos munícipes mais carentes é procurar defesa. Não compete ao vereador, e a nenhum homem público, atender dessa forma. Compete ao vereador: encaminhar os necessitados aos órgãos competentes. O homem público se deve dar ao respeito, para ser respeitado.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Aniversário
Quarto aniversário do Plano Real, esta maravilha da globalização neoliberal: dólar e salário congelados, preços não; inflação (4%) sob controle; juros estratosféricos de 30% oficiais e agiotagem liberada no varejo; gastança federal estourando as contas públicas em quase 7% do PIB, apesar do pacotão de impostos de novembro, pesando sobre uma carga tributária de 30% do PIB, a maior do mundo, gerando insolvência, falência, desemprego e fome. Vito Tanzi, do FMI, anunciando o próximo pacotão do presidente FHC, reconheceu que não há como aumentar mais ainda esses impostos. Mas querem começar a cobrar (R$ 5) pelo primeiro cheque mensal, para fortalecer os bancos, que dizem, baixarão por isso os juros. Na festinha do Real, FHC disse que governa para o pobres. Imaginem o que não fará quando começar a governar para os ricos!
- PAOLO MARANCA, pintor, São Paulo (SP)
Jojups em Umuarama
Umuarama convida a todos para a fase final dos Jogos da Juventude do Paraná (Jojups), que será realizada no dia 14 de agosto, a partir das 19h30, no Estádio Lúcio Pipino. A solenidade de abertura terá desfile das delegações, juramento do atleta, acendimento de pira olímpica, show pirotécnico e outras atrações. Estamos aguardando um público de aproximadamente 15 mil pessoas, considerando 6 mil atletas e 500 dirigentes de mais de 100 cidades do Paraná, além de familiares e moradores da cidade.
Nestes jogos, são destaque as duas piscinas com padrão para competições oficiais construídas no Campus 3 da Unipar, uma delas aquecida. A construção foi em conjunto com a universidade e a Prefeitura. Os jogos serão nas seguintes modalidades: basquetebol, futebol de campo, futebol de salão, ginástica ritmo-desportiva, handebol, judô, natação, tênis de mesa, tênis de campo, voleibol, voleibol de praia, xadrez, ciclismo e mountain bike.
- CLÁUDIO JOSÉ MAXIMIANO DE CARVALHO, coordenador, Umuarama
Pedágio
Agradecemos a oportuninade que a Folha nos dá publicando nosso ponto de vista. A coluna Opinião do dia 23/07/98 com Transtornos à Vista, de Walmor Maccarini, e O que Roda na Castello Branco, de Eudes Araújo, expressam aquilo que vimos questionando desde o início da cobrança do pedágio. Tá difícil acreditar que existem pessoas aplaudindo a medida adotada pelos nossos governantes, entregando o que é de sua competência às mãos da ganância. Será que os DNERs e DERs são somente cabides? A exemplo da Justiça Federal em Maringá (que concedeu liminar contra a cobrança de pedágio) necessitamos que a suspensão da cobrança do pedágio seja adotada no País inteiro. Precisamos da intervenção urgente do Ministério Público. Estão doando o que é nosso e não podemos ficar calados, concordando com tudo que nos é empurrado goela abaixo, parecendo hienas.
JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
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