O leitor escreve
Licitação já
O monopólio do transporte coletivo em Londrina continua existindo, apesar de uma lei municipal, em consonância com a legislação federal, determinar a quebra. A Lei de Concessões estabelece a obrigatoriedade de licitação para a escolha das empresas responsáveis por prestar serviços públicos. Em nossa cidade, um juiz impede o cumprimento da lei e um prefeito titubeia em fazê-la cumprir. Ora, é muito estranho o atual prefeito baixar um decreto dando 15% das linhas a uma empresa e o restante - a maior parte do bolo - a outra empresa, para que explorem o transporte urbano em caráter precário. Mesmo nesse caso, deveria ter sido feita a licitação - e o prefeito sabia disso. O prefeito quis mostrar que tentou quebrar o monopólio, sabendo que a Justiça iria torná-la sem efeito, para que tudo continue como está. O que está acontecendo é um filme com desfecho já conhecido.
Mas o que a comunidade quer e aguarda ansiosamente é a licitação, em respeito à legislação federal. Defendemos, antes de mais nada, a legalidade e a moralidade. Somos contrários à arrogância, à prepotência e à insensibilidade social do empresário monopolista. O povo quer mais de uma empresa operando no transporte urbano em Londrina. As leis determinam que isso aconteça. A não ser que queira enganar a cidade, não há por que o prefeito não tomar o caminho do cumprimento da lei. Licitação já, em respeito à maioria da população.
- LUIZ CARLOS HAULY, deputado federal (PSDB-PR)
Maus prefeitos
Mas, prefeito, que vergonha! / O povo sonha / quando chega uma eleição, / na visão / de novos tempos felizes, / sem deslizes, / gente séria na boleia, / com idéia / pro município crescer.
Quando termina o mandato, / tipo ingrato / prefeito, que safadeza, / que tristeza, / como fica a prefeitura, / coisa dura, / o município falido...
Que bandido / o prefeito que assim faz.
Este povo descontente, / tudo gente que / trabalha, sofre e luta, / na mais bruta / força pra sobreviver, / para ter / seu cantinho sossegado ...
Empregado / com salário insuficiente.
Mas prefeito, que vergonha! / O povo sonha / um líder na prefeitura, / com a pura / consciência patriota / dando a rota / do saneamento, da escola, / sem esmola, / do emprego, da diversão.
Você gastou, seu prefeito, / sem direito, /pra ganhar uma eleição, / sem visão / de que o certo é governar / sem pensar /no investimento indecente.
E, de repente, / perdeu! Bem feito. Perdeu.
Perdeu e aí, por vingança, / na cabeça o que é da pança, / desmontou tudo que pode, / feito um bode / que escoiceia no curral. / Cabra mal / criou dívidas sem graça, / que desgraça, / por ódio da incompetência.
Favoreceu seus comparsas, / com mais farsas... / Não pagou o que devia, /na folia de criar mais confusão / pra gestão / do prefeito sucessor, / mas que horror, prejudicando o país.
Você bem sabe, safado, que está errado/ depredar o que é do povo/ pra que o povo/ prefeito atrase o mandato./És um rato.
- FAHED DAHER, de Apucarana
Fujimori
A Corte Suprema do Peru resolveu que o atual segundo mandato de Fujimori é na realidade o primeiro sob a nova Legislação. Portanto, Fujimori poderá se candidatar a um terceiro mandato que na realidade será o segundo. No filme Bananas, de Woody Allen, o presidente decreta que a idade mínima para o Serviço Militar obrigatório passa a ser de 16 anos. No mesmo decreto diz que todo homem com idade entre quatorze e dezesseis anos passa a ter 16 anos automaticamente.
- GUSTAVO LESSA FILHO, Londrina.
Carnaval do peru
No mínimo interessante a maneira que o governo federal escolheu para tentar evitar a propagação da AIDS durante este carnaval. Numa campanha milionária, cuja principal divulgadora é a televisão, utiliza-se perus para transmitir a idéia de que peru com camisinha não transmite AIDS. Embora a propaganda tenha sido muito bem elaborada, não serão todos os cidadãos brasileiros capazes de entender a mensagem. Quando se vê na televisão chamadas de filmes eróticos, cenas de sexo quase explícito nas novelas, propagandas de telesexo e, especialmente, o que deverá ser mostrado na telinha neste carnaval, não existe muito problema se se chamar o órgão sexual masculino de pênis.
Segundo publicação médica recente do dr. Levi, diretor-técnico do Intituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas (SP), no Brasil, a AIDS já infectou mais de meio milhão e causou 130 mil mortes desde as primeiras notificações, em 1985. Todos os esforços governamentais são, portanto, plenamente justificáveis. A abordagem do problema, no entanto, poderia ser feita de forma mais direta. Primeiro foi a tentativa do Bráulio. Agora, o peru. Por certo, quando as festas de fim de ano chegarem, vai ser difícil o governo insistir em prevenção de AIDS utilizando-se deste novo símbolo fálico. Que o digam os criadores nacionais de perus!
- VINICIUS DAHER ALVARES DELFINO, de Londrina
Franz Schubert
Bem lembrado o fato de terem publicado um artigo referente aos 200 anos de nascimento de Franz Schubert (1797-1828), um dos maiores compositores da música universal. Entretanto, gostaria de fazer algumas correções no referido artigo fornecido pela Agência Reuters, da articulita Elizabeth Fullerton. Schubert morreu vitimado por febre tifóide e não por sífilis, segundo a articulista, que afirma também que a data da morte foi 26 de março, quando, na realidade, foi 19 de novembro de 1828.
Ainda referindo-se ao professor de Schubert, Antonio Salieri, afirma que o mesmo exerceu suas funções na corte de Frederico II, em Viena... Ora, Frederico II, O Grande, exercia suas funções na Prússia, no Palácio de Sans Souci e era chamado de o Rei Músico, enquanto em Viena quem reinava ao tempo de Salieri, era José II da Áustria.
Mais adiante, afirma que a sexualidade de Schubert era ambígua, fato novo para nossos conhecimentos da vida do grande compositor que, afinal, adquiriu sífilis de uma namorada chamada Pepi, e que conheceu quando de sua estada em Zaelis, na Hungria, e são conhecidas suas aventuras com prostitutas vienenses. Fica nossa sugestão que, antes que se publiquem ou transcrevam artigos dessas agências, que os submetam a um exame prévio em mãos ou mentes capacitadas para tanto.
- ARISTIDES A. J. MAKOWICH, Arapongas.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





