O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Greve de fome
Se o Frigorífico Chapecó está em crise e não pode pagar os agricultores endividados, concordo plenamente com o advogado Antônio Linhares: os bancos estatais têm de intervir na situação, já que são credores da Chapecó. A questão mais profunda, porém, é que esse fato mostra como é importante os governos possuírem mecanismos reguladores do mercado para o bem da própria sociedade. Se todos os bancos fossem privados, que solução poderia haver para estes agricultores?
A redução total do Estado, âmago do neoliberalismo, é um sistema que só daria certo se toda a sociedade tivesse um alto nível de renda - capaz de suportar grandes crises sem problemas. Neste exemplo em Cascavel, fica provado que ser moderno não é deixar tudo nas mãos da iniciativa privada. Ser moderno é pensar no bem de todos: privatizar o que não é útil e dá prejuízo para gerar mais empregos e renda; e resguardar o que é estratégico para a proteger a sociedade das instabilidades da globalização.
- EDUARDO NUNES MILITÃO, Curitiba
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Remédios que matam
Suas armas mortais não são revólveres, fuzis ou metralhadoras. Mas têm um poder de fogo terrível e matam aos poucos, sem que a vítima perceba que está sendo assassinada. O pior de tudo é que na maioria das vezes ninguém percebe que teve amigos ou parentes vítimas de um crime hediondo. Esses criminosos usam como armas produtos que paradoxalmente deveriam salvar vidas: os remédios.
São os empresários da morte que fabricam medicamentos falsos, que além de não produzir nenhum efeito sobre a doença, muitas vezes ainda levam bactérias que se espalham pelo organismo através da corrente sanguínea causando infecção generalizada e levando à morte. O governo precisa tomar uma medida urgente e punir sem piedade estes criminosos disfarçados de empresários, desde o fabricante, passando pelos distribuidos até o dono de farmácia que comercializa o remédio falso. Prisão perpétua é uma boa solução para esses canalhas que levam a morte em forma de comprimidos, xaropes e injeções.
- LUIZ CARLOS DA CRUZ, auxiliar de enfermagem, Lindoeste
Pastor no Moringão
O culto ministrado pelo pastor norte-americano Morris Cerullo, no Ginásio de Esportes Moringão, na segunda-feira à noite, foi aquém do esperado. Todo o material espalhado pela cidade causou uma falsa expectativa. Não sabemos até agora quem organizou este evento. É necessário que as autoridades religiosas desta cidade se posicionem a respeito do fato. Após um evento como este que desencantou a tantos como eu, é necessário que alguém venha a justificar o ocorrido.
- JOSÉ VALDIR FONTEQUE, Londrina
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Pedágio 1
Considerando que os valores cobrados do pedágio foram calculados justamente para viabilizar investimentos em obras, que são necessárias à segurança dos usuários, acho que não vale a pena reduzi-los. Porque isto significa não só atraso, mas principalmente corte de obras. Também porque avaliando os valores por quilômetro cobrado em outros estados, constatei que o nosso não era o maior, como alguns pensam. Mas a projeção do volume de investimentos necessários e estimados era muito grande e consequentemente será revista.
Cabe lembrar como funcionam os sistemas de pedagiamento no Brasil. Se o custo é calculado por quilômetro, o número de praças e/ou a distância entre postos não altera o valor a ser pago pelo usuário. E para os que acham que pagar só em um sentido é mais barato, informo que neste sistema chamado de cobrança unidirecional, o usuário paga em um único sentido, mas o valor cobrado é a soma dos valores de ida e volta, independente dele voltar ou não pelo mesmo caminho.
- BETE BOZZA, Curitiba
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Pedágio 2
Pela primeira vez na vida temos oportunidade de agir como povo desenvolvido, e o povinho só pensa em regredir. Deveríamos lutar para reduzir os impostos estaduais e federais cujo arrecadamento é de destino duvidoso. Devemos agradecer pela oportunidade de ter nossas estradas em mãos da iniciativa privada, comprovadamente a única com competência para administrar recursos alheios, e de quem podemos cobrar promessas e melhorias. As estradas estão bárbaras.
- TITA TROMBINI, Curitiba
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Pedágio 3
Quanta propaganda enganosa. Ao me dirigir ao litoral constatei que a estrada realmente estava melhor, ou seja, minimamente segura. A segurança continua precária pois existem vários trechos com ondulações perigosas. Não vamos nos enganar. Coisa de primeiro mundo, só no primeiro mundo. Se nós compararmos o arremedo de estrada que havia anteriormente com o atual, muita gente pode pensar que vale a pena pagar o pedágio. O que ocorre é que já pagamos, através dos vários impostos a que estamos sujeitos, pela suposta conservação das vias que cruzamos. Onde vão parar todas estas arrecadações? O que vemos é o governo se eximir de sua responsabilidade, passando a terceiros suas funções, que passam a ser remuneradas pelo contribuinte.
- MINORU IKEDA, Curitiba
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Pedágio 4
Quem esperou a duplicação até agora, espera mais um pouco. Mas deveríamos mover uma ação pública contra o IPVA, pois as rodovias são federais. Tenho certeza que a iniciativa privada cuidará melhor das rodovias, desde que o governo fiscalize.
- DANIEL RODRIGUES DE LIMA, Londrina
Pedágio 5
Concordo com o articulista Walmor Maccarini. Se o governador pôde reduzir em 50% o valor do pedágio no Paraná, por que não acaba de uma vez com ele? Já pagamos vários impostos com a finalidade de manter a segurança nas rodovias. O governo está tirando a sua responsabilidade da reta. Manutenção das estradas é um dever do Estado e não uma obrigação do cidadão. Além disso, quais critérios democráticos foram adotados para que se iniciasse a cobrança? Pelo menos para mim não foi mostrada nenhuma planilha para que eu, como parte da população paranaense, pudesse aprovar ou reprovar. Enfim, o governador está preocupado mesmo com a sua reeleição.
- MÁRIO SAM, Londrina
Pedágio 6
Não é uma boa idéia baixar o valor do pedágio, pois as estradas estão sempre precisando de reparos. Aqui no Japão as tarifas são cobradas por distância percorrida pelo usuário. Acredito ser mais justo assim, apesar de que aqui as tarifas são bem caras e sempre há rotatividade de reparos.
- EDSON KEITY KATAYAMA, Chiba (Japão)
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Agradecimento 1
Em referência ao acidente - queda de cavalo - por mim sofrido no último dia 18, venho de público agradecer primeiramente a Deus e a todos aqueles que de uma forma ou de outra demonstraram preocupação e solidariedade durante meu período de recuperação. Essas demonstrações de amizade e carinho nos motivam cada vez mais a continuar trabalhando pela nossa gente que, muito mais do que cidadãos, são por mim considerados irmãos.
Também gostaria de estender estes agradecimentos ao profissionalismo e competência da equipe médica e dos funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Arapongas, que com zelo e dedicação desenvolvem indistintamente o seu trabalho a contento de todos. Muito obrigado.
- JOSÉ APARECIDO BISCA, prefeito de Arapongas
Agradecimento 2
Amigo João Milanez: a dedicação, prova de sua sincera amizade, demonstrada em nossa festa de posse, deixou-nos a certeza de termos sérios e sólidos parceiros. Segue agradecimento desta diretoria, repleto da alegria de quem viu o total sucesso de nosso evento. Um grande abraço e até breve.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Acil, Londrina
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