O LEITOR ESCREVE
Zona Azul 1
A Prefeitura de Londrina, preocupada com o bem-estar dos usuários de estacionamento, regulamentou a Zona Azul, pela qual pagamos uma taxa. A Comurb gerencia e a Epesmel recruta e seleciona os atendentes. Recentemente criou-se os fiscais de trânsito, que verificando falha dos motoristas emitem a multa. Então, aqui vai uma sugestão aos gestores da Prefeitura: podemos usar estes mesmos atendentes e fiscais para pôr em prática a Lei Nº 5.7333/94 que diz: ‘‘Colabore com a limpeza de nossa cidade. Não jogue este folheto no chão’’. Constantemente vemos folhetos publicitários espalhados pelos jardins, ruas e calçadas. Neles consta o nome dos culpados. Que tal fazer valer a lei?
- JESUÍNO WALDEMAR DE SOUZA, Londrina
Zona Azul 2
Alguém já disse, apropriadamente, que já pagamos pedágio nas ruas de Londrina, bem como em ruas de outras cidades - e portanto, que negócio é esse de chiar por causa do pedágio nas nossas rodovias? Esse pedágio urbano é um absurdo. Quem sabe, um abuso - pode ser coisa de primeiro mundo, mas no primeiro mundo. Aqui a gente anda de carroça, como dizia Collor, as ruas são sujas e malcuidadas. Além do mais, nós já não pagamos impostos para isso? Mas nunca ninguém se insurgiu de forma verdadeira, vigorosa e respaldada na lei para contestar a Zona Azul. Sim, pois deve haver alguma lei que possa amparar o pobre motorista-trabalhador que fica rodando horas atrás de uma vaga que não existe - pois foi tudo loteado pela Prefeitura para exploração - e depois tem que cair na tal Zona Azul. É muito, digamos, direito de ir e vir. E outra: alguém já viu alguma prestação de contas da instituição que nos esfola a troco de uma vaguinha? Será que isso está certo? Será que todo mundo está certo, menos eu?
- ADELE MARIANNA PINTO, Londrina
Defensores?
Ainda não consegui entender onde estavam os defensores do povo paranaense antes do pedagiamento das rodovias, na sua maioria federais. Onde estavam os juízes e as associações representativas do povo, enquanto centenas de pessoas perdiam a vida nas tão malconservadas rodovias? Por que ninguém entrou com liminar para interditar estas rodovias e impedir tantas mortes? Por que os poderes Judiciário e Legislativo somente agora resolveram intervir? Será que alguém se deu ao trabalho de ler e procurar entender o que e como tudo foi feito? Ou as ações de um ano político são mais importantes que a vida humana?
- MARIA ELIZABETE BOZZA PRODÓCIMO, Curitiba
Eleitores de pesquisas
Gostaria de dar 100% de aprovação para o artigo ‘‘Eleitores de resultado x Eleitores de Ilusões’’, publicado na Folha dia 4, mas fico nos 90%. Concordo que estamos caminhando para o voto de resultado, mas ainda estamos longe de atingir o grau de analisá-lo e de votar conscientemente naqueles que de fato fazem ou têm capacidade para fazer algo que melhore ou minimize o sofrimento de nossa gente. Concordo com o Pelé, que disse que brasileiro não sabe votar.
Deveriam ser analisados os resultados e, se assim fosse, não teríamos visto a derrota de Wilson Moreira em Londrina, e muitos outros já estariam no ostracismo. Infelizmente, o brasileiro ainda é eleitor de pesquisas. Vota sempre naquele apontado como favorito. No entanto, estas pesquisas deixam muito a desejar, principalmente no início de qualquer campanha.
Discordo, também, do percentual de parcialidade expressado pela autora quando trata de Lula e FHC. Considerando a desproporção cultural entre os dois candidatos, é preciso reconhecer que tanto Lula quanto FHC têm muitas qualidades e defeitos. É claro que eu também gostaria de ficar com os defeitos de FHC, mas quando se trata de um presidente, os defeitos são mais sentidos que os de um simples candidato - e devem ser apresentados.
Um dos erros deste governo é a vaidade. Fica difícil para um presidente, com um monte de bajuladores a seu lado formando a sua torcida organizada, reconhecer seus próprios erros. Se quisermos ajudá-lo a governar o Brasil, país grande e complexo, temos que ser imparciais.
- WELLINGTON SAMPAIO, aposentado, Londrina
Falsificação
Os moinhos de trigo estão em festa e vêem sensível melhora na venda de farinha de trigo. Eles descobriram novo filão de consumidores para a farinha de trigo, não só mais os atuais consumidores, como donas de casa e padarias. Surgiu mais um tipo de consumidor: a indústria farmacêutica. O bom é que o lixo dessa indústria não terá de ser incinerado e sim será reciclado. Estou até vendo na bula dos remédios: produto à base do melhor trigo argentino. Ou assim: técnico responsável do moinho tal. Como pode? Ainda falam que são ‘‘remédios falsos’’. Se fossem remédios não seriam falsos. Pelo menos essa droga de droga não tem efeito colateral.
- MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Emprego
Acho válida a iniciativa da Câmara Municipal de Londrina em criar uma lei que obriga as empresas que recebem incentivos do município a preencher até 70% do seu quadro de funcionários com londrinenses. Só que apenas a lei não basta. É preciso que entidades como Sesi, Senai e mesmo órgãos municipais ofereçam treinamento para a mão-de-obra a ser contratada, sabidamente não qualificada, e também - principalmente - o interesse dos trabalhadores em se especializar. Oferta de empregos existe. O que falta é qualificação da mão-de-obra.
- HELENA SAVASSA GONZALES, Londrina
Burocracia
Vejo com grande indignação que, partindo para o segundo milênio, alguns administradores da Secretaria de Saúde de Londrina, como a médica Rosângela Libanori, consiga burocratizar o encaminhamento emergencial dos cardiopatas cirúrgicos. Esta situação tem aumentado a morbidade dos pacientes, a ansiedade dos familiares e dos profissionais da área, além da já existente pela cardiopatia. Esperamos que este assunto seja revisto com mais sensibilidade.
- MAURÍCIO RIBEIRO DE CASTRO, médico, Bandeirantes
Tubarão
Após mais um período de turbulência, nosso amado Londrina Esporte Clube tenta, mais uma vez, organizar um time competitivo para subir à elite do futebol brasileiro. Em que pesem todos os problemas sempre é oportuno recordar um fato preocupante: a torcida do Tubarão não está se renovando. O que se observa nos últimos anos nas arquibancadas é que poucos jovens e crianças acompanharam as (fracas) temporadas. Os valentes dirigentes do Londrina devem atentar para a necessidade de incentivarmos nossos jovens e principalmente crianças a frequentar e aprender a amar o time da região. Assim, por exemplo, a título de sugestão, poderia a diretoria oferecer aos pais que levassem seus filhos ao estádio uma cerveja ou outro brinde qualquer, a fim de incentivar a tão necessária renovação da ‘‘torcida’’ do LEC. Somente com torcedores de verdade, que assumam o time como o primeiro em seus corações, é que Londrina e região ocuparão seu merecido espaço na divisão principal do futebol brasileiro.
- WALTER B. BITTAR, Londrina
Socorro
Interessante a reportagem veiculada em Folha Cidades de ontem sobre as dificuldades do Siate em chegar ao local dos acidentes na região de Cascavel, em que foi citado como exemplo um (novo) acidente na horrorosa BR-369, perto da cidade. Isso se dá em todo lugar. Mas a constatação é curiosa: temos aqui no Paraná um serviço de primeiro mundo, no bom sentido, que é esse serviço de socorro, mas teimamos, nós, como cidadãos, em atrapalhar as suas ações. De fato, como diz a reportagem, quantas vidas poderiam ser salvas se o povo não atrapalhasse? Abaixo os curiosos de carteirinha, os urubus que não podem ouvir sirene de ambulância e de corpo de bombeiros, aqueles famosos ‘‘populares’’, anônimos e desocupados, que chegam sempre antes de todos ao local de uma tragédia e ficam ali, horas, olhando cacos e sangue com aquela terrível morbidez.
- JONAS MULHENS DE SÁ, Cascavel
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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