O LEITOR ESCREVE
Lixão de Rolândia
Rolândia terá um aterro sanitário, que livrará os moradores das moscas, do mau cheido e da imagem feia de crianças e adultos na catação. Estaria tudo perfeito se não fossem alguns fatos: a área escolhida é no coração do patrimônio histórico da cidade, que têm casarões de peroba-rosa da época do café, parques e jardins que são verdadeiras obras de arte e têm potencial turístico; a área escolhida é terra de primeira, nobre, responsável pela produção de alimentos e onde se formam mananciais.
E mais: depois que recente lei determinou a formação da Região Metropolitana de Londrina, composta de seis municípios (Rolândia inclusive), prefeitos e políticos manifestaram preocupação de que assuntos como o lixo devem ser resolvidos em conjunto. Isso quer dizer: resolver a situação do lixo de 630 mil habitantes, o que muda de figura. Em vez de levarmos para longe o lixo, poderíamos usá-lo como combustível e alimentar uma termelétrica - gerar energia, como é feito no mundo todo.
- DANIEL STEIDLE, Rolândia
Londrinense
Quero parabenizar a Folha de Londrina pela reportagem histórica ‘‘Folha é a fazenda de Milanez’’, publicada dia 19. Sou londrinense e leio as reportagens deste jornal todos os dias via Internet. Parabéns.
- LUIZ GIOVANELLI, Cape Coral, Flórida (EUA)
Erro histórico
Em informe publicitário ‘‘Fim de um sonho’’, publicado ontem pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) na Folha, houve um grave erro histórico. A nota diz que o pioneirismo deles é semelhante ao processo que gerou o Estado do Paraná: ‘‘Afinal, tudo isto começou com uma concessão: a Companhia de Terras do Norte do Paraná e hoje temos este grande Estado...’’. A ABCR ignorou que o Paraná é mais antigo que a própria Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), que no início deste século dividiu o Norte do Estado em lotes e vendeu a grupos de imigrantes de várias etnias.
Não questiono a briga entre as concessionárias e o governo por causa das tarifas do pedágio. O que questiono é que uma empresa, ao usar os meios de comunicação, deveria pelo menos ter o cuidado de não atropelar a história. O jornal não é lido somente por empresários e usuários das rodovias, mas por muitos estudantes que podem levar esta inverdade histórica para as salas de aula.
- ALEXANDRE SANCHES VICENTE, Londrina
Pedágio 1
O governador Jaime Lerner só reduziu os valores do pedágio por motivos eleitoreiros, uma vez que as eleições estão próximas e ele procura ser reeleito. Certamente, caso seja vitorioso nas eleições, os valores do pedágio serão majorados leoninamente. Se o povo cair nessa é porque é burro e quer continuar sendo eternamente explorado por políticos fisiologistas.
- LUCIANO GODOI MARTINS, Londrina
Pedágio 2
A redução no valor do pedágio no Paraná continua cheirando maracutaia. Comerciante quando quer ganhar dinheiro eleva o preço da mercadoria: se alguém engolir, cai no golpe. Caso contrário, ele coloca o produto em promoção, até pela metade do valor. Como o povo gosta de ser ludibriado, compra mesmo sem necessidade, mais pelo fato de estar tendo desconto, que na realidade é o preço real. Cuidado com a benevolência. Se o negócio é mesmo sério, se tem alguém bem intencionado, então que publiquem a planilha dos custos, mostrem como é dividida a arrecadação, parem de nos enganar. Está faltando escrúpulo.
- JESUÍNO WALDEMAR DE SOUZA, Londrina
Pedágio 3
Para quem usa as rodovias do Paraná com frequência, fica fácil traçar um comparativo de como elas eram e como estão agora. Viajo frequentemente entre Cascavel, Curitiba e Foz. Antes de as rodovias serem consertadas, principalmente à noite não se sabia quando se encontraria um buraco na pista.
Hoje é diferente. Pode-se andar a 110 km/h com confiança, pois não existe um só buraco na pista. As pistas são sinalizadas, com acostamento e tudo. Tem um preço? Tem, até porque ‘‘não existe almoço grátis’’. Mas vale a pena pagar. Dia 16, eu retornava a Cascavel, e tive um problema no carro. Parei no acostamento. Não demorou 10 minutos, chegou um carro da companhia responsável pelo pedágio e, com um atendimento cortês, os dois ‘‘anjos da guarda’’ sinalizaram a pista e consertaram meu carro.
O pedágio é melhor do que o imposto. Este último perde-se em programas nem sempre do nosso interesse, enquanto o primeiro tem aplicação direta no serviço prestado. Esse serviço pode ser avaliado e fiscalizado. Quem usa paga. Quem não usa não paga.
- EDISON LUIZ LEISMANN, professor em Cascavel
Pedágio 4
Muito interessante a posição do diretor do DNER, alegando que reduzir o valor do famigerado pedágio é ilegal. Onde estava essa ilustre figura quando os buracos da rodovia destruiam os nossos veículos e colocavam em risco as nossas vidas? Onde? O diretor Maurício perdeu boa oportunidade de ficar de boca fechada. Pelo menos ficamos sabendo que o DNER existe e que ele tem um diretor, e que diretor. Por outro lado, se a solução era cobrar pedágio, por que o nosso governo paranaense não o implantou? Formando consórcio com empresas do Paraná se cobraria um valor menor. Nosso dinheiro ficaria aqui e manteríamos a posição da nossa economia intocável. Para evitar o que foi feito com a Rodovia das Cataratas, obra de um grupo de argentinos, cuja sede é na Capital paulista, o que resulta no esvaziamento da nossa economia. Realmente uma pena.
- BENEDITO TUPONI, Cascavel
Moradores
Tomou posse dia 3 a nova diretoria da Federação das Associações de Moradores de Londrina (Famol), que tem como meta assessorar associações de moradores e entidades sociais da cidade. Em seu escritório, a entidade prestará gratuitamente orientação como obtenção do CGC, montagem do livro-caixa, elaboração de relatórios de atividades, projetos visando obtenção de recursos etc. A idéia geral é oferecer noções de contabilidade, legislação e organização comunitária. Isso será possível através de parcerias com as universidades e Secretaria de Ação Social da Prefeitura de Londrina, as quais disponibilizarão estagiários, computadores e sistema de contabilidade. O objetivo é apoiar essas entidades organizadas para que possam exercer o papel a que se propuseram com competência e independência.
- MANOEL RODRIGUES DO AMARAL, presidente da Famol
Onde a paz?
Uma simples palavra formada por três letras, mas de tom e pronúncia polêmicos. Por ela o homem se volta contra homens e princípios. Por ela, por essa utopia os homens têm sentimentos reversos, amor e ódio. A paz pode estar em todos os cantos e dentro de todos, mas é expressada de maneira e forma diferentes. Aquele que constrói é o mesmo que destrói; o que critica será criticado futuramente.
A paz não pode ser conseguida através de guerras, discussões insanas e precipitadas ações. As manchas que ficam na lembrança não desaparecem com a purificação das águas, e nem serão levadas pelo vento. O sol não revela aos espíritos aquilo que os homens desconhecem. Ele só acalenta sonhos diurnos. A paz não precisa ser encontrada, pois ela se encontra em cada um de nós quando organizamos nossos pensamentos e colocamos a alma em equilíbrio.
- TATIANE MARQUES, Londrina
Mega Sena
O empresário anônimo de Londrina que jogou na Mega Sena R$ 10 mil, num total de 8.100 apostas, dificilmente ganhará o prêmio maior. A probabilidade de acerto neste caso é reduzidíssima: 0,0016%. Se o empresário for muito rico e semanalmente jogar esse valor, num período de 125 anos, acertará. Entretanto, a probabilidade de acerto de um evento é um fenômeno dinâmico que percorre o universo probabilístico no intervalo quase infinito, de zero a um. Assim, a fatalidade poderá surpreender a fria ciência dos números.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup