Aeroportos X Cidades
Estamos observando nos últimos dias, pela TV, principalmente, uma bateria de reportagens sobre os inconvenientes provocados por alguns aeroportos aos seus vizinhos: moradores de casas e edifícios próximos.
O aeroporto de Congonhas (SP) é o que tem sofrido mais ataques. Reclamam da sua segurança operacional, do barulho excessivo. Alguns chegam ao cúmulo de pleitear a sua transferência, ou de forma mais subjetiva, o seu fechamento.
É importante ressaltar que o transporte aéreo, de pessoas e cargas, tem papel de destaque no mundo moderno, como alavancador do desenvolvimento econômico. Os aeroportos, por sua vez, estão se tornando grandes centros de negócio e lazer.
Colocadas estas questões, é preciso esclarecer que na maioria absoluta dos casos, primeiro foi construído o aeroporto, e depois, por falta de planejamento adequado e responsável, chegaram as casas e os prédios. Ressaltemos ainda, exemplos do primeiro mundo, onde boa parte dos terminais aéreos são centrais.
As autoridades responsáveis, os empresários da construção civil e o cliente-comprador de um imóvel devem respeitar as áreas vizinhas dos terminais aéreos, dentro de um limite seguro e razoável.
Quanto àqueles que optaram por avizinhar os aeroportos, cabe aprenderem a conviver com eles em harmonia.
- JEFERSON LUÍS REZENDE, piloto comercial de aviões, de Guarapuava.
Importação X exportação
Como terceiro maior consumidor mundial, o Brasil importa a água mineral Perrie onde o grupo aumentou 117% do faturamento para consumo das elites deste país, e para este ano prevê um aumento de 20% só para o Brasil, onde o carnavalesco Joãozinho Trinta garoto propaganda do produto disse que é só abrir a tampa e fazer três pedidos que se transformam em realidade. O mais triste disso tudo é que nossos produtos exportados como suco de laranja sofrem pesadas cargas tributárias para entrar no exterior. Moral da história: nós seguramos a cabra para os outros mamarem. Pobre Brasil que um dia quer chegar a compor o grupo dos 7, infelizmente hoje compomos o grupo dos trouxas.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Belinati
Com pouco mais de 30 dias de governo, uma pesquisa de opinião, publicada pela Folha de Londrina, mostra que 65,5% da população londrinense aprova a administração Belinati. Tenho a impressão que essa aprovação é muito mais entusiástica que realista. Afinal, o que foi feito pela administração municipal nesse pequeno prazo? Ou o resultado dessa pesquisa representa apenas um reflexo pós-Cheida? Será, ainda, que pesou o pagamento do salário do funcionalismo? Ou mesmo o movimento pelo Norte?
- VILSON MICHELAN, de Londrina
Invasões de terra
A culpa das seguidas invasões de terra que estão ocorrendo no país, e agora ameaçando a região de Londrina, é exclusivamente do governo federal, que investiu em 1996 apenas 10% dos recursos orçamentários destinados à reforma agrária.
Além disso, é muito cômodo acusar os trabalhadores rurais sem-terra e esquecer que há muitos proprietários que ‘‘exploram’’ a terra com o objetivo único de especular.
Pelo que sei, o Exército brasileiro colocou 5 milhões de hectares à disposição da reforma agrária, assim como fez a Igreja Católica. Então, o que está esperando o governo?
Não sou favorável a invasões de terras produtivas, mas existem soluções para cada região brasileira, e Londrina não é diferente. Aqui existem terras improdutivas cujo proprietário comprou a área, jogou nela meia-dúzia de bois e agora diz que é produtiva. Para esses casos, sou favorável, se for o caso, até a invasões, pois é moralmente defensável que o bem-estar do povo prevaleça sobre o egoísmo de uns poucos.
- CÉLIO GUERGOLETTO, de Londrina
Carnaval e Deus
Dentro em breve estaremos em pleno período carnavalesco. O que se passará nesses turbulentos dias? Uma clamorosa violação dos Mandamentos da Lei de Deus? Cenas de imoralidade desbragada com ostenção até de perversões sexuais? A exaltação da extravagância e da loucura? A ruptura de todos os padrões de trato social, educação e respeito? Com tais interrogações, a edição de fevereiro da revista de cultura ‘Catolicismo’ - órgão porta-voz da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição Família e Propriedade (TFP) - já em circulação em todo o País, faz acurada análise doutrinária e histórica do carnaval.
Após discorrer sobre a comemoração dos festejos carnavalescos ao longo da história, o autor do artigo, Arnobio Glavam, aborda o tema do carnaval brasileiro, perguntando se conterá ele apenas sombrias perspectivas revolucionárias e anárquicas, ou se embutidas nelas, encontrar-se-ão também elementos de esperança para o renascer de um Brasil autenticamente católico.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE DEFESA DA TRADIÇÃO, FAMÍLIA E PROPRIEDADE
Ei, tubarão
Haja coração! Como pode acontecer isso, Londrina? Duas derrotas consecutivas no Campeonato Paranaense. O duro é que se ainda fosse só derrota tudo bem. Mas, 4 X 1? Quatro a um não é derrota, é humilhação. Não vejo a hora do Tuba ‘‘velho de guerra’’ mostrar novamente que é bom de bola e voltar a trazer taças para nossa cidade. O pior é que tem gente que poderia e deveria mudar essa realidade e não faz nada, né Caldarelli? Bom, apesar de tudo, sou um sofredor de carteirinha. Vamos lá, Londrina, nem tudo está perdido!
- LOURIVAL MILTON FERREIRA, de Londrina
Chuvas
Se Deus é brasileiro, realmente, não sei dizer. Mas, São Pedro ... Este eu estou achando que é. Se as previsões da meteorologia se confirmarem (o que, não podemos nos iludir, é raro), esse ‘‘precioso’’ santo vai garantir o nosso carnaval. Nada de chuvas, apenas o sol ...
- LAURINHA BOM JESUS, de Maringá
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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