O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Remédio falsificado
Começam a pipocar em diversas localidades brasileiras casos de existência de remédios falsificados. Tudo leva a crer que a podridão ultrapassou depósitos de medicamentos e muita gente poderá ser responsabilizada por casos fatais. Familiares de doentes que foram a óbito, e que guardaram a embalagem contendo parte do remédio utilizado, descobrem indícios de falsificação. Agora se vê, também através da televisão, que estão indo para a cadeia proprietários de depósitos e donos de distribuidoras de medicamentos. Muitos desses lugares mais pareciam pocilgas.
As autoridades estão jogando sério e a Polícia age com rigor. A sociedade brasileira espera confiante de que a impunidade está chegando ao fim. Tivemos exemplos eloquentes de que muitas iniciativas do gênero eram fogo de palha, como no caso de quadrilhas de assaltantes da Previdência. Ao menos uma pessoa envolvida está na cadeia. E os outros? O caso dos remédios falsificados é muito mais grave porque está vinculado a entes queridos que morreram por causa da irresponsabilidade de alguns. Então se trata de homicídio e os dispositivos legais são pródigos nessas questões. Nós, os sobreviventes, [email protected] nas autoridades e esperamos que o fim da impunidade chegou.
- CARLOS CUSTÓDIO DE LIMA, Londrina
Pedágio
Da forma como o pedágio no Paraná foi implantado, sem o mínimo debate com a sociedade, acredito que o mais correto é não cobrar. Está certo o candidato Roberto Requião. Esperamos que eleito ele realmente suspenda a cobrança.
- MARISA STEDILE, Curitiba
([email protected])
Brasiguaios
O Lions Clube de São Miguel do Iguaçu, em decisão tomada em reunião de trabalho referendada por sua diretoria executiva, decidiu, por unanimidade, encaminhar ofício às autoridades constituídas, em relação à invasão dos brasiguaios no município.
Reconhecemos o trabalho do governo, que tem feito uma reforma agrária sem precedentes, mas a situação é preocupante porque temos conhecimento, primeiro de que as pessoas que aqui vieram foram iludidas por líderes de que já seriam alojadas nas terras para trabalhar; segundo, porque muitos proprietários estariam se armando ou contratando empresas especializadas em atacar para se defender de invasões; e, terceiro, porque existe um movimento sempre crescente propondo que não se deve dar qualquer tipo de apoio ou donativos a estas pessoas que, iludidas, vieram em busca de terra para plantar.
O povo ordeiro e trabalhador exige uma solução rápida para esse impasse, mesmo porque, aqui na região e principalmente em São Miguel do Iguaçu a reforma agrária já foi feita há muito tempo. Isso quando esses pioneiros deixaram seus estados (principalmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e aqui compraram seu pedaço de terra ou trabalharam para comprá-lo, sem qualquer incentivo, doação ou facilidade do governo federal e com suas famílias, num trabalho heróico, produziram o suficiente para seu sustento e para o investimento em suas próprias terras.
Achamos justo o movimento em nossa região. Há que se lembrar também que aqui já tivemos as indenizações para a formação do Parque Nacional do Iguaçu e depois para a formaçao do grande lago de Itaipu, para a criação da Hidrelétrica Binacional de Itaipu.
Essas terras têm dono e foram em quase sua totalidade, resultado de sacrifícios e de perdas humanas. Já sofremos com outros descasos, por isso confiamos que o problema se resolva sem que seja necessário o confronto armado e que essa pobre gente, ludibriada por líderes irresponsáveis, tenha também um final feliz.
- VANDERLEI SBARDELOTTO, presidente
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