O LEITOR ESCREVE
Vitrine
Caro João Milanez. É com muita satisfação que a gente vê a Folha arrebatando títulos e mais títulos, como o de Veículo do Ano do 22º Prêmio Colunistas do Paraná, dia 9, em Curitiba. Isso mostra que a Folha é a grande vitrine de Londrina lá fora e continua sendo - como sempre foi - um orgulho para os londrinenses. Parabéns a você e a toda sua equipe de profissionais.
- ALEX CANZIANI, vice-prefeito de Londrina
Pedágio 1
Acompanho diariamente esta coluna e desde que começou a cobrança do pedágio no Paraná raramente não sai uma ou mais manifestações negativas. A maioria dos paranaenses não é radicalmente contra a cobrança do pedágio, desde que se vejam os resultados positivos e não haja abuso como nos é imposto. Por falar em imposto, o setor produtivo já paga uma montanha deles, principalmente os pequenos empresários ou caminhoneiros. Estes não conseguem repassar todos os custos para sua receita, inviabilizando sua atividade. A consequência é o desemprego.
Um pedágio justo seria como nos países do Primeiro Mundo, de R$ 1 e centavos, dependendo da distância e depois de duplicadas as pistas. Não cobrar primeiro para depois fazer, não se sabe quando. E reduzir o IPVA no mínimo 50% porque metade deste imposto que pagamos vai para o município onde se dá o emplacamento e a outra metade para o governo estadual conservar nossas estradas.
Gostaria que os meios de comunicação (incluo a Folha) divulgassem com frequência a lista dos deputados que aprovaram essa doação das nossas estradas já construídas e pagas por nós, porque o dever dos nossos deputados é o de representar a vontade do povo e aqueles que votaram a favor do pedágio a bel prazer das concessionárias já provaram que não cumpriram sua missão, juntamente com nosso atual governador. As eleições estão próximas.
- ELIAS MARCELINO ALVES, Jaguapitã
Pedágio 2
Sou totalmente contra o preço absurdo que está sendo cobrado de pedágio. O número de praças é grande, considerando a proximidade entre uma e outra. Outro detalhe: também não concordo com a cobrança ida e volta, e ainda pelo pedágio ter sido colocado em vigor com vantagens que, particularmente, considero pequenas, visto o valor que as concessionárias já estão arrecadando, e o quanto investiram até agora. Mas já que o mal está feito, acredito que o valor precisava, sim, ser reduzido, mas as obras não podem ser retardadas.
Não é admissível continuar pagando o pedágio, mesmo que seja um valor menor, que agora fica um pouco mais justo, mas sem as melhorias necessárias. Acontecendo isto, eu só posso dizer que o governo está nos lesando. Por que? Porque nós, cidadãos, continuaremos pagando o nosso IPVA (que também não é barato), enchendo os cofres das concessionárias, sem melhorias consideráveis nas estradas.
- RONALDO NEZO, Maringá
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Pedágio 3
A cada ano eleitoral verifica-se determinadas mudanças nos políticos brasileiros. Tornam-se mais receptivos, mais humanos, mais preocupados com o bem estar da sociedade. A mídia aparece e exalta este ou aquele. Nenhum meio de comunicação é imparcial. Existem os mais parciais. Para não fugir à regra, o governador, num ato de preocupação com o seu povo, diminui o pedágio em até 50%. Podemos esperar até a eleição uma maior diminuição. Sou contra o pedágio, mas sei que neste ano eleitoral muitos políticos levantaram sua voz contrários ao pedágio. A pergunta que deixo é: por que somente agora essas vozes se levantam? Por que não se levantaram quando o pedágio começou a ser implantado?
- MARCOS ANTONIO VALÉRIO, Londrina
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Pedágio 4
‘‘Se não houver a redução do valor do pedágio certamente as obras levarão mais tempo para ser concluídas’’. Essa afirmativa é correta? As obras dependem única e exclusivamente da arrecadação do pedágio? Depois das obras concluídas, o valor do pedágio seria reduzido? Nas estradas de São Paulo a tarifa era R$ 4,20 em junho, e no caso da Rodovia Washington Luiz, trecho São Carlos-Campinas, existem buracos, asfalto sem pintura das faixas, não há telefone de emergência etc. O valor arrecadado com pedágio está sendo utilizado na melhoria das rodovias? Parece que não. Então, pelo exemplo das rodovias de São Paulo, parece que não haverá melhora alguma. Espero estar errado, o que só o tempo responderá.
- MARCOS A. C. BERTON, São Carlos (SP)
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Pedágio 5
Certamente uma redução de receita nos pedágios do Paraná geraria atraso nas obras, mas para que servem os impostos que pagamos? Será que o governo não tem a obrigação de custear essa diferença, para que o andamento dessas obras não seja prejudicado? O fato é que uma carreta com um contêiner de 40 toneladas, do Porto de Paranaguá ao depósito alfandegado de Maringá custa R$ 720,00 e o pedágio desse percurso custa R$ 208,00, ou seja, um acréscimo de 28,89%. A pergunta é: para que servem os 17% de imposto de importação, os 17% de ICMS e os 15% de IPI que estamos recolhendo sobre o valor da mercadoria que estamos transportando? Será que esse elefante branco não consegue dividir um pouco desse bolo com a sociedade? Tem que comer tudo sozinho?
- CARLOS ALBERTO PIRES REIS, Londrina
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Pedágio 6
O objetivo do pedágio - ao menos sob a ótica de cidadão - é justamente o de melhorar e manter as condições das estradas. A ampliação do prazo para as reformas e as duplicações necessárias significa que ao final das contas pagaremos o mesmo para termos menos durante mais tempo. Pode inclusive sair mais caro, caso o adiamento das obras não seja proporcional à aparente redução. Portanto, a medida (menor valor e mais prazo) deixa tudo como está, ou até piora. Em ano eleitoral, apenas abranda os nervos dos menos atentos.
- SÉRGIO GUIMARÃES SAMPAIO, Londrina
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Aniversário
O Instituto Cultural A Free Music (utilidade pública nº 7.357) está completando três anos de atividade (29 de julho) em Londrina, ontem mantém intercâmbio com agentes culturais de todo o Brasil e alguns outros países. Agradecemos o apoio de toda a comunidade, da imprensa local e nacional, artistas, profissionais liberais que se dispuseram a colaborar conosco, editoras, prefeitura e Câmara de Vereadores de Londrina.
Defendendo a educação e conscientes do valor superior que possui um povo com acesso à cultura, A Free Music promoveu palestras, debates, workshops, eventos artísticos, periódicos de literatura e música, e tributos a grandes nomes da nossa história. Preocupamo-nos também com as questões sociais. Por isso nossas atividades sempre foram gratuitas. A partir do segundo semestre de 1998 estaremos dando ênfase ao aspecto social que nos rodeia. Nosso sincero agradecimento aos que acreditaram e compreenderam o sentido e o valor transcendentais da cultura, da arte e da educação em nossa sociedade.
- ALDO MORAES, Londrina
Correção
Por falha de edição, houve troca de fotos na enquete ‘‘Você concorda com a exclusividade na venda de bebidas no Estádio do Café?’’, publicada ontem na página 2 da Folha Esporte. Os fotos de Alex Aparecido Cirilo e Wilson de Souza foram invertidas em relação aos respectivos textos.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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