O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Diretoria da Acil
Nosso trabalho à frente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) se encerrou no dia 14. Nossa atuação ao longo destes dois anos serviu para reafirmar o quanto Londrina é privilegiada no setor de comunicação social. O profissionalismo, a competência e a ética que prevaleceram nos veículos de comunicação locais tornam Londrina uma das cidades do País onde mais corretamente se pratica a verdadeira democracia. Órgãos de mídia atuantes, sérios e idôneos mostram os erros e os acertos e todos os integrantes da comunidade, sejam grandes ou pequenos, importantes ou anônimos.
Para uma entidade como a Acil isso significa parceria acima de tudo construtiva. Tivemos por parte dos profissionais e diretores dos veículos de comunicação um acompanhamento correto e digno do mais sincero agradecimento. A Acil vem construindo sua história nestes 61 anos de existência graças à imprensa local. Aqueles que, como nós, assumiram entidades ou órgãos de atuação comunitária sabem o valor dessa parceria. Obrigado.
- ABÍLIO MEDEIROS JÚNIOR, Londrina
Recomeço
Não nos enganemos: já não somos mais os donos da Seleção Brasileira. Ela hoje pertence muito mais aos patrocinadores do que ao povo brasileiro. O chamado futebol-empresa é irreversível, o faturamento é importante, mas futebol sem o respaldo do povo é pura enganação. Um técnico menos teimoso, arrogante e subserviente que Zagallo teria feito melhor trabalho. Dizer que o velho Lobo é um técnico vitorioso é deslavada mentira. Meras coincidências o cercam, já que Zagallo teve sorte de viver exatamente no tempo de nossas maiores conquistas - e na maior parte das vezes foi simples coadjuvante, seja como discreto jogador ou apagado auxiliar técnico. Como técnico ganhou em 70 (obra muito mais de Saldanha) e perdeu em 74 e 98.
Chega. É passada a hora de extinguirmos essa aberração (a CBF), criando outro órgão, de preferência com sede em Brasília, a salvo do bairrismo desse autêntico cartório carioca. É hora de se criar mecanismos que garantam o comando do órgão a gente séria e comprometida exclusivamente com o sucesso do nosso futebol. O técnico da Seleção Canarinho deveria ser escolhido no voto direto. Este é primeiro passo para uma faxina geral.
- ARTUR HUMBERTO PIANCASTELLI, Londrina
Acil responde
Tendo em vista a carta do leitor Carlito Antonio Rupp, publicada pela Folha ontem, cumpre-nos esclarecer: a carta não identifica os fornecedores a que ele se refere e não podemos responder em nome deles. Sem o problema especificado, uma solução ou elucidação precisa fica impossível. O que não podemos aceitar, em momento algum, é a generalização sugerida pelo leitor de que os fornecedores de Londrina não façam ou não se preocupem com o pós-venda. Essa acusação não tem fundamento e a Acil, representante dos setores produtivos da cidade, é testemunha e agente direto da qualidade do trabalho e da responsabilidade dos empresários londrinenses.
Londrina é pólo comercial de vasta região não apenas por ser cidade grande e pela diversidade dos produtos que oferece. Também não o é pela posição geográfica ou pelo seu pioneirismo. É pólo comercial regional pela seriedade dos empresários que aqui atuam. Londrina nunca foi e jamais poderá ser identificada como centro cujo comércio se preocupa apenas com os atos da venda e do recebimento, dando as costas aos seus consumidores locais ou de outras regiões. Se assim o fosse não teríamos o fluxo tão expressivo de compradores de municípios e estados vizinhos.
Seria para nós enorme prazer, como entidade empresarial, interceder em favor do leitor no caso dos problemas que possam ter ocorrido em relação a aquisições feitas por ele em Londrina. Mas não aceitamos a crítica generalizada ao empresariado londrinense. Ela é injusta, indevida, improcedente e não traduz a verdade.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina
Cinquenta anos
Como empresário londrinense e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região, deixo aqui meus votos de plena satisfação pelo excelente trabalho desenvolvido pela Folha nestes 50 anos. Como leitor assíduo da Folha reconheço a alta qualidade editorial e gráfica de todos os cadernos e o excelente trabalho desenvolvido pela direção dessa conceituada empresa.
Ao longo desses anos observei o esforço dos diretores em manter a Folha entre os principais jornais do País. Do entregador ao superintendente, passando pela cordialidade daqueles que trabalham no Departamento Comercial, bem como o corpo de editores, redatores, fotógrafos e diagramadores, só tenho a elogiar. Experiências próprias têm me mostrado que se trata de jornal idôneo, comprometido com a qualidade da informação e com o cotidiano municipal, estadual, nacional e internacional.
Presto homenagem ao trabalho pioneiro de João Milanez que, de forma marcante, tem se mantido sempre presente nas ocasiões de interesse econômico, social e político da cidade.
- IGARASSU LOUZADA, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região
Pedágio 1
Ainda não ouvi e nem li nada sobre o IPVA, relacionado ao surgimento de tantos pedágios. É sabido que os valores recolhidos a título de IPVA eram (ou são) para conservação de estradas. Mas e agora, como é que fica? Será que deixaremos de pagar o IPVA ou tudo continuará da mesma forma, com justificativas convincentes? Outra coisa que vivo me perguntando: as pessoas que moram (por exemplo) em Jataizinho e trabalham em Assaí, têm que pagar o malfadado pedágio de ida e volta todos os dias? Se tiverem, que os seus patrões tratem de aumentar seus salários, pois do contrário eles irão à bancarrota.
- HAMILTON DE OLIVEIRA MOTTA, Londrina
([email protected])
Pedágio 2
O governador Jaime Lerner disse que autorizava o funcionamento das praças de pedágio somente depois de rodovias duplicadas. Viram no que deu? Tivemos que empurrar nossas carroças para estradas de terra, que considero realmente um avanço tecnológico, de país de Primeiro Mundo. Estrangeiros estão atrasados com aquelas rodovias asfaltadas e com seis pistas, que precisam buscar know-how aqui. Aliás, até os estados de São Paulo e Rio de Janeiro estão atrasados. Eles cobram somente uma vez. E não vão ficar pobres.
Dizem que a decisão do governador de conceder 50% de desconto nas tarifas do pedágio nada tem a ver com o projeto da reeleição. Se você acredita em Papai Noel, confie nele. Se vão construir contornos, que tal terminar o de Ibiporã? Lá também já rendeu dividendos para outras eleições. O preço estava tão elevado que nós o sentíamos no bolso, na boca de nossos filhos, cônjuges e em outros compromissos.
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
Poluição
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Louvável o esforço da administração pública de Londrina com vistas à implantação de novas indústrias no município, pois isso significa mais empregos, diretos e indiretos. Entretanto, é necessário levar em consideração os problemas ambientais. Quem pode assegurar, por exemplo, que uma indústria de pneus não prejudica moradores das proximidades? Até recentemente, era difícil suportar o mau cheiro exalado da antiga indústria Anderson Clayton, principalmente quando ela moía soja no pico da safra. O problema parecia continuar, mas a empresa passou a outras mãos e o desconforto desapareceu. Esperamos sensibilizar o prefeito Antonio Belinati e os empreendedores que pretendem lutar conosco no desenvolvimento social e econômico.
- ORLANDO DRUMMOND DE ASSIS, Londrina
Polícia no Bosque
Não sei se faz tempo, se é novidade, se vai durar para sempre ou logo acabar, mas o fato é que os policiais-militares que estão fazendo ronda no Bosque dão uma boa garantia de tranqulidade dos cidadãos. Dia desses, passando por ali, vi dois deles interpelando um sujeito que vinha com uma sacola. Estava na cara que não era um passante comum ou um daqueles futuros esbeltos que vão fazer caminhada ali. Os dois policiais, gentilmente, abordaram o sujeito, pediram-lhe para abrir a sacola, olharam dentro e o liberaram. Tudo certo. Se fosse bandido, tinha caído. Os policiais precisam continuar, mas não apenas de dia, pois de noite o Bosque vira esconderijo de bandidos e quase sempre há assalto por ali.
- WAGNERÊS SILVA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





