O LEITOR ESCREVE
Cumprimento
Parabéns, Folha, pelo Prêmio Colunistas. Este órgão de imprensa é um orgulho para a cidade. Exceto alguns jornais, rádios e emissoras de TV, o País assiste a uma vergonha na imprensa. Alguns órgãos estão preocupados em ganhar audiência com programinhas que apresentam só briga de vizinho, ocorrências policiais e sorteios eletrônicos. Poderiam utilizar esse tempo tão precioso e de custo elevado para trazer informações culturais, políticas, financeiras e noticiário de importância. Há necessidade de mudança e poderia começar em Londrina, também campeã nesse tipo de programa de rádio e televisão. Apresentadores utilizam esses veículos para se promover politicamente, à custa do povo trabalhador e de pouco conhecimento, com apresentação de baixo nível e qualidade, falta de respeito com as famílias, que procuram dar boa educação aos filhos. Isto caracteriza crime contra o consumidor. A imprensa londrinense deveria se reunir e promover um congresso para discutir essa mudança.
- HELIO PICONI FERNANDES, Londrina
Imin 90
Decorridos três anos da visita anterior ao Brasil, depois de participar dos festejos do Imin 90 agradecemos a recepção que tivemos. Na oportunidade, integrando o grupo da Associação Nipo-Brasileira de Deputados Federais, pudemos visitar Rolândia e São Paulo acompanhando o ministro de Relações Exteriores. Por causa do pouco tempo não pudemos conversar com João Milanez e por isso pedimos desculpa.
Com esta viagem completei 27 visitas ao Brasil, e nestes 22 anos tivemos contato com os veteranos e amigos. Agradecemos e estamos muito contentes com este acontecimento. Para festejar esta Imin 90 no Paraná houve união das pessoas da comissão de festejos pelos nisseis e sanseis do jeito dos japoneses, que conseguiram fazer esta magnífica festa. Nosso respeito e reconhecimento.
Sou responsável pela Associação de Intercâmbios Culturais Brasil-Japão e neste ano foram enviados ao Brasil 42 estagiários, que convivem harmoniosamente. Pedimos que haja continuação deste empreendimento. Agradecemos a recepção e continuaremos colaborando com o Intercâmbio Brasil-Japão.
- OSSAMU FUJIMURA, Tóquio
Homossexualismo
Talvez tenhamos lido em algum panfleto ou até ouvido de algum psicólogo que o homossexualismo é apenas uma opção sexual pessoal e que deve ser encarado pela sociedade como algo perfeitamente normal e natural. Entre os que aceitam calados ou confirmam esta afirmação estão os alienados (os que acham que a vida é feita de futebol, televisão, computador, praia e carnaval), os políticos que vêem na comunidade de gays e lésbicas um acréscimo de votos para sua reeleição, e os homossexuais que assim se justificam.
Porém, neste mundo onde a verdade e a mentira em todo momento são apresentadas como a mesma coisa (conforme a Nova Era: ‘‘Tudo é relativo; nem Deus é tão bom e nem o Diabo é tão ruim) precisamos saber que o Deus bíblico, que é amor e justiça, estabelece na Sua palavra o que é absoluto: ‘‘E Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, homem e mulher os criou’’ (Antigo Testamento, Livro de Gênesis, capítulo 1, verso 27). Na verdade o homossexualismo é um desvio resultante de vários outros desvios: a falta de um lar, a falta de amor e de demonstração de amor na família, a falta de um pai e de uma mãe atuantes, a falta de valorização do espírito e a falta de Deus.
O homossexualismo é uma das formas de se vivenciar o sexo fora da vontade de Deus. Por isso é ao mesmo tempo desvio e armadilha para atrair o ser humano cada vez mais para longe do seu Criador. (Novo Testamento, carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 1, versos 18 a 27).
- ALEXANDRE FONSECA DE MELO, Curitiba
UEL responde
Esclarecemos ao leitor Luis César Batisa, de quem esta seção publicou carta ontem, que a UEL estabeleceu um conceito de carência que facilita o ingresso de alunos de baixa renda, tornando idênticos os critérios para isenção da taxa do vestibular e para a frequência ao cursinho. O limite de renda foi reduzido de 2,5 para 1,5 salários mínimos per capita. Em vista disso os alunos do cursinho ficam automaticamente dispensados do pagamento da taxa de inscrição do vestibular (...) Desta forma, ao contrário de limitar, como diz aquele leitor, a UEL ampliou o atendimento aos alunos ainda mais carentes, permanecendo em 150 as vagas anuais ofertadas.
Se o leitor acha que, ao reduzir o limite de renda, a UEL ‘‘bloqueia’’ o ingresso de alunos carentes, pedimos que ele faça o raciocínio inverso: se o limite de renda, ao invés de reduzido, tivesse sido aumentado para cinco salários mínimos, não teria havido, aí sim, uma restrição ao acesso de carentes, na medida em que teriam que competir com ‘‘menos carentes’’? Para nós não há dúvida do acerto da decisão.
- DÉCIO BARBOSA DE SOUZA, reitor em exercício da UEL
Zico pé-frio
Seria o cúmulo ver o Dunga levantar a taça por duas vezes consecutivas, primeiro porque em 1994 não ganhamos nada, eles é que perderam para nós; segundo, não se faz história com um jogador medíocre igual a este volante, que faz que grita, mas quando o time precisa ele não fala nada. Aliás, ele não merece a braçadeira de capitão, porque não é líder coisa nenhuma.
Não culpo o Zagallo pela derrota. Na verdade, não temos mais craques. Com exceção de Taffarel, Cafu e Ronaldo, ninguém jogou nada - jamais ganharíamos uma Copa com Júnior Baiano e Dunga. O culpado é Ricardo Teixeira. Convocou o pé-frio Zico como peça decorativa pagando-lhe uma fortuna. No jogo contra a França, Zagallo não escalou Ronaldinho, machucado, mas entrou por imposição de Ricardo Teixeira, por força dos contratos milionários usando a camisa amarela. Somente do contrato com a Nike, a CBF vai receber US$ 400 milhões até 2002.
- PAULO CÉZAR FELIPE é advogado em Paranavaí
Imprensa cerceada
A Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais (Fenaj) vem a público manifestar seu apoio aos jornalistas e ao jornal Cinform, de Aracaju (SE), que desde janeiro estão proibidos pela Justiça local de noticiar qualquer fato referente a uma dívida contraída e não paga junto ao Banco do Estado do Paraná (Banestado) por uma empresa do ex-governador João Alves, candidato a retornar ao cargo.
A Fenaj também protesta pela morosidade, incompreensível, da mesma Justiça em apreciar o recurso da empresa que edita o jornal contra essa proibição. Enquanto a decisão de impedir o noticiário sobre o fato foi concedida liminarmente e logo depois confirmada, passados quase seis meses a Justiça sergipana ainda não se manifestou sobre o recurso do jornal.
Em que pese a preocupação pertinente dos membros do Poder Judiciário de que o noticiário pode causar prejuízos à imagem da empresa e do seu controlador, o fato é que o episódio é de amplo domínio da opinião pública e de interesse comum, posto que o principal personagem é uma personalidade pública, postulante a um cargo eletivo importante e de ampla influência sobre a vida dos seus concidadãos, que não honrou compromisso assumido.
É inegável também o prejuízo que a proibição judicial vem causando ao jornal Cinform, bem como aos seus leitores, privados momentaneamente de uma informação pública e de grande interesse.
Por tudo isso, a Fenaj apela ao Poder Judiciário de Sergipe para que reveja a decisão judicial, analisando rapidamente o recurso do jornal Cinform e anulando a proibição de o veículo noticiar qualquer coisa sobre o episódio.
- FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais), Brasília
Correções
- Na notícia publicada na página 8 da edição do dia 10 (‘‘Kremlin desmente boatos sobre doença de Yeltsin’’), o primeiro parágrafo contém uma imprecisão: ‘‘A presidência russa desmentiu, ontem, os rumores sobre o agravamento do estado de saúde de Boris Yeltsin, o que contribuiu para enfraquecer o marco alemão frente ao dólar’’. Trata-se do enfraquecimento do rublo, a moeda russa.
- Por erro de digitação, o nome do candidato a deputado estadual pelo PT/PR, Alcir Felizari Leite, foi publicado como Alcir Felizari Leme, na edição do dia 9.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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