O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Amigo Bicho
Acompanhei a série Amigo Bicho exibida no Fantástico da Rede Globo. É lamentável a forma como nós dispomos de nossa liberdade e poder perante os recursos naturais. Amigo bicho? Que amigo é este que se deixa dominar, que depois é abandonado, que depois é eliminado quando por sobrevivência resolve compartilhar um rebanho que ele mesmo ajudou a desenvolver? Qual seria a utilidade de um felino selvagem? Aliviador de um trauma imposto a um humano, quer por nascença ou por acidente? Passatempo passageiro, enquanto jovem e ativo, para depois ser descartado em um ambiente que já não lhe é natural, pelo próprio homem que de seu destino assim dispôs?
Quem tem o direito de definir quando e porquê um outro animal pode ser obrigado ou destituído da convivência com humanos? Ou mesmo duvidar da intenção caridosa com relação ao filhote que estranha e facilmente (eu diria supostamente) foi encontrado sem a proteção de um felino adulto? Não vi de forma positiva a mensagem daquela reportagem, pela forma como colocou a obviedade do desfecho, fugindo inclusive do padrão elogiável de outras reportagens de mesma série. Apesar de ressaltar o status da espécie ameaçada do felino, a abordagem do assunto é antiquada e inadequada para com a política ambiental atual. Acredito que imagem da Polícia Florestal (ou o equivalente no país de origem da história) ficou prejudicada ante a aparente conivência com o crime de captura e manutenção em cativeiro da fauna silvestre.
Quando haverá um consenso sobre a nossa responsabilidade para com o nosso precioso estoque de diversidade? Quando este já estiver exaurido? É admirável como nós conseguimos disfarçar a nossa falta de visão alegando resolver uma situação pessoal e de curto alcance.
- MARGARETH SAMBRANO, Londrina
Taxa de juros
Muy macho esse coordenador do Procon no Paraná, Naim Akel Filho, que autuou o minúsculo Banco Panamericano, com agência em Curitiba, pela singela razão de que um atendente de caixa não soube informar com precisão qual a taxa de juros cobrada num hipotético financiamento pessoal ( Folha Economia, 7/7, pág. 2). Ora, 99% dos atendentes de caixa no País não sabem quais as taxas de juros do dia cobradas nas diferentes operações bancárias, mesmo porque não é comum um cliente dirigir-se a um atendente de caixa para solicitar um empréstimo bancário.
Essa ação do coordenador do Procon paranaense insere-se na categoria das bravatas inconsequentes, quando não irresponsáveis. É hipocrisia, ou deslumbrante populismo. Se o Sr. Naim Akel Filho queria mostrar eficiência por que não iniciou sua blitz bancária pelas agências do Banco do Brasil. Bradesco, Itaú, Caixa, HSBC Bamerindus ou mesmo Banestado? Certamente encontraria fartas razões para autuações - quantas agências, aliás, colocam tabelas dos juros diários à vista do cliente? - além do que elas teriam, aí sim, um caráter educativo ou intimidativo. Começando - ou restringindo - sua ação por um banquinho desconhecido, o coordenador do Procon, repito, apenas encenou uma bravata. Lamentável que a imprensa, inclusive a Folha, tenha embarcado nessa.
- PEDRO FRANCO, Curitiba
NR. A Folha apenas cumpriu seu papel de informar ao leitor a ação desenvolvida pelo Procon.
Ação do Magistério
Com imensa satisfação lemos e relemos o editorial desse conceituado diário, dia 5, sob o título O desafio da educação. Com efeito, falta ação concreta dos governos, em todos os níveis, para fazer da educação uma prioridade que não seja retórica de tempos eleitoreiros. Entretanto, o Gapom (Grupo de Ação Política do Magistério) tem uma meta: a auto-transformação em partido político, o PE (Partido da Educação). Queremos que o Brasil tenha um partido que alavanque a educação, com um estatuto que trate eminentemente das coisas da educação. Mas não só da educação regular, seriada; mas também todo e qualquer tipo de educação especial: educação para o trânsito; educação sanitária; ambiental, sexual, alimentar, moral, cívica etc.
Os professores de Londrina resolveram iniciar um processo contínuo e perseverante de participação na vida política da comunidade, seja em nível de município, de Estado ou da federação. Já temos quatro anos de trabalho e alguns plebiscitos realizados na categoria com elevadíssimos índices de participação. Sabemos que estamos no caminho certo. Estamos agindo. Parabenizamos, com ênfase, a linha editorial da Folha , esse jornal que orgulha nossa cidade, nosso Estado e nosso País.
- ELIANE MARÇAL GAETI, Londrina
Jacqueline Carneiro Lobo
Dia 11 de julho minha filha Jacqueline Carneiro Lobo estaria completando 23 anos. Como gostaria de dar 23 abraços e 23 beijos nela, mas tiraram brutalmente a Jacque de mim. Ainda ouço sua voz suave dizendo: Mãe, sabe quantos dias faltam para meu aniversário? E dia 11, domingo, é seu aniversário. Eu nunca esquecerei este dia, assim como todos os dias que passamos juntas. Éramos mais que mãe e filha, éramos amigas. Lembro daquela manhã, quando saí para trabalhar e lhe dei um beijo, como fazia todos os dias. Quando poderia imaginar que seria o último? Lembro que uns 15 minutos antes de perdê-la você ligou para mim, Jacque. Quando poderia imaginar que seria a última vez que ia ouvir sua voz? Jacque, ainda bem que existe um Deus todo poderoso na minha vida. Quando caio ele me levanta. Um dia a gente vai se encontrar. Sua mãe a ama.
- SILMARA CARNEIRO LOBO, Londrina
Endereço completo
Em primeiro plano, o meu muitíssimo obrigado aos profissionais dos Correios, pelo empenho (extra) em fazer as entregas, visto que muitas vezes somente é vítima o destinatário. Até bancos renomados, por si só, retiram dados dos endereços, como edifício de tal número, apartamento. Suprimem o número do apartamento sabe-se lá porquê. Quanto às lojas comerciais, o mesmo. Falta de treinamento de funcionários ou má vontade mesmo. Outras vezes é o programador do sistema de informática usado, que deixa somente 10 lacunas para serem preenchidas. Hoje se encontram os endereços de pessoas assinantes de telefones via Internet. Basta ter o nome completo, Telepar, Sercomtel, mas elas economizam memória e não divulgam o CEP. Teste.
- PAULO SERGIO GODOY, Londrina
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Eterno advir
É preciso saber descobrir na eternidade o inexorável ressurgir dos efeitos das ações humanas (Pietro Ubaldi). Não vampirize o dinheiro público. Não subjugue o comando de pensamento dos baldos de entendimento. Não traia quem te concedeu credibilidade. Não seja vencido pelo comando de pensamento dos pagãos.
Porque a essência do universo é o movimento, e o princípio (ação) é o que lhe traça as sendas. O tempo presente é o resultado das semeaduras transatas, e as semeaduras presentes decidem o futuro de cada um, pela lei inexorável do ressurgimento das ações humanas. O enigma milenar da ressurreição fica desvendado.
- TEODORO DJIGOV, Ivaiporã
Atos de cidadania
A coordenação do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), de Londrina, agradece a valiosa participação da Folha de Londrina/Folha do Paraná na Campanha do Agasalho 1998, motivo de satisfação e orgulho para todos nós. Juntos, formamos forte corrente de união em pról das famílias carentes da cidade. O inverno este ano certamente será menos rigoroso para centenas de crianças, adultos e idosos menos favorecidos. Londrina precisa de atos de cidadania como o manifestado por essa empresa. É preciso que o ser humano olhe cada vez mais à sua volta e perceba que há muito o que se pode fazer. É apenas uma questão de estender as mãos.
- CRISTINA BARROS, coordenadora do Provopar de Londrina
Copa 1
Apesar das restrições que são impostas ao Zagallo, achei muito válida sua intervenção antes da cobrança dos pênaltis, incentivando e colaborando para que a Seleção pudesse vencer.
- PAULO ROBERTO STEFANI, Chapecó (SC)
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Copa 2
Foi para judiar mesmo, mas valeu e pena. No segundo tempo e na prorrogação o Brasil jogou de forma brilhante. O técnico da Holanda sonha quando afirma que a Holanda merecia ganhar porque jogou melhor. Estou sentindo cheiro de penta.
- Alberto Silva, Londrina
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