O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
O presidente
Nenhum presidente do Brasil, ao longo da história republicana, falou sobre tantos e tão variados temas com largueza de tempo e profundidade como FHC. Outro dia, ele o fez em entrevista a Roberto Pompeu de Toledo. Da longa conversa, em horas e dias diferentes, resultou o livro O presidente segundo o sociólogo (Cia. das Letras).
Obviamente não se pode exigir de FHC oniscência ou conhecimento tão municipalizado do Brasil, para que soubesse dar a solução para o problema do jegue e do bode, no sertão, que raspam toda a plantinha que está vindo depois da seca, para o financiamento de pequenas embarcações a motor para os pescadores do Mojó, no Maranhão, ou decidisse sobre o calcário que deve ser enviado ao Sudoeste do Paraná ou a construção do hospital de Manacapuru. Há que se exigir uma visão ampla do País, capaz de conduzir este imenso navio no mar proceloso da globalização e do novo renascimento, como ele diz. Competência no comando.
Felizmente, FHC tem uma visão das transformações do mundo. Só que ao lado do aspecto teórico, de sua capacidade de falar como presidente-sociólogo, teórico por excelência, em tantos momentos, se lhe exige que passe ao campo prático: desemprego crescente, fome no Nordeste, educação em crise, baixos salários nas universidades, quebradeira de empresas etc. A entrevista de FHC pelo menos nos alegra porque são raros, mundo a fora, os presidentes capazes de uma explanação, sem apontamentos, tão longa, em que são citados grandes nomes das letras, das artes, da ciência, da filosofia, da sociologia e da política em alto nível. Aí se confirma que FHC, embora não tenha lecionado na Sorbonne e sim em Nanterre, faria brilhante papel, também lá.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Concurso público
Fiz o concurso público da Infraero, com vários amigos, na esperança de classificado e convocado. No dia do resultado ficamos sabendo que ninguém será convocado e que os aprovados ficaram como cadastro-reserva. Isso é absurdo. Pagamos a taxa de inscrição, compramos material para estudar, fizemos cursinhos especializados para depois ficarem os aprovados como cadastro- reserva. Agora fiquei sabendo que com o processo de globalização do presidente Fernando Henrique Cardoso o destino da Infraero será a privatização.
Os aprovados nesse concurso nunca mais serão convocados. Mas eles ficaram com o nosso dinheiro da inscrição. Precisamos moralizar os concursos públicos no País. O povo não pode ser enganado, porque precisa trabalhar. Isso já aconteceu em outros concursos, como do Banestado, em que até agora ninguém foi chamado e nem o será, pois o banco vai ser privatizado. Também fiz concurso para o Banco do Brasil. Fui aprovado mas não convocado. Até quando?
- JORGE BELLENTANI, Londrina
Ajude Fabiano
Desde pequenino, o jovem Fabiano, de 16 anos de idade, vive no Lar Anália Franco, de Londrina, e está procurando emprego. Estuda na 6ª série, tem curso de datilografia e vai iniciar o de informática. Quando não está estudando, ele ajuda no ferro-velho da instituição, mas precisa arrumar emprego logo, pois aos 18 anos terá que deixar a segurança do Lar Anália Franco e tocar a vida sozinho.
A melhor ajuda que se pode dar a uma casa que trabalha no amparo à criança e ao adolescente é a oportunidade de emprego em que o menor possa ganhar o sustento honestamente, habilitar-se profissionalmente, continuar estudando e, assim, vir a ser um cidadão feliz, fazendo sua parte na construção de um Brasil mais justo e fraterno. Qualquer informação pode ser dada pelo telefone 325-8060 (com Sueli).
- SILVÉRIO DA SILVA, Londrina
Droga
Raramente tenho visto na TV uma campanha contra as drogas. Outro dia vi um pedido de doações populares para que as inserções continuem. Que vergonha. É absurdo pedir dinheiro para fazer campanha, que é obrigação do governo. Dinheiro para a propaganda política existe. As eternas ladainhas, promessas, somos obrigados a ver o tempo inteiro na TV. Não se fala em outra coisa. Ou melhor, fala-se também de futebol, que é natural em época de Copa. Vamos fazer algo pelo povo também, senhores políticos. Não aguento mais ver só política. Façam campanha contra as drogas, a violência, a AIDS e outros problemas.
- LOURDES PARTHO, Ibiporã
Flanelinhas
Parabenizo o vereador de Maringá que propôs a extinção da corja de achacadores que são os flanelinhas. Gostaria também de sugerir aos nobres representantes da população em geral (vereadores de Londrina ou os próprios deputados estaduais) que se espelhassem neste exemplo e estendessem a Londrina e ao Paraná o combate àqueles famigerados. Nós, cidadãos que pagamos impostos pela segurança, quando reclamamos aos policiais militares sobre as atitudes dos flanelinhas, obtemos um sonoro não temos efetivo suficiente para trabalhar ou um mais tarde verificaremos. E, até lá, nossos veículos, pelo qual também pagamos impostos, ficam à mercê da ação criminosa desses delinquentes, que não são nada juvenis.
- APARECIDO CARLOS VIOTI, Londrina
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Pedágio 1
O valor do pedágio cobrado no Paraná é bem maior do que no Estado de São Paulo. E as nossas estradas são muito piores do que as paulistas. A Rodovia Castello Branco, uma das melhores do Brasil, cobra 65% do valor cobrado no Paraná. Pedágio entre Campo Mourão e Maringá é até gozação.
- PEDRO GONÇALVES BARBOZA, Campo Mourão
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Pedágio 2
Sou a favor do pedágio a cada 150 km e preço não mais que R$ 4,20 por eixo. Pagamos imposto na compra do carro, no licenciamento, no emplacamento, no combustível, no IPVA. Chega. Na Rodovia Castello Branco (Sorocaba/São Paulo) temos um pedágio a cada 30 km. É a indústria do pedágio.
- EUDES DE ARAUJO, Sorocaba
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Pedágio 3
O pedágio em estradas assistidas é a definição verdadeira encontrada pela sociedade. Na habitualidade anterior, todos pagavam e ninguém tinha onde reclamar. Com pedágio, quem usa paga e pode reclamar possíveis prejuízos.
- JOSÉ DE AZEVEDO, Curitiba
([email protected])
Correção
Por equívoco de edição, a Folha repetiu indevidamente na página 7 de Folha Cidades notícia sobre cupons-safra publicada na página 4 de Folha Economia/Agribusiness.
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