O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Edson Cury
Parabéns ao jornalista Antonio Mariano Júnior pelo texto publicado na Folha dia 25 de junho, sob o título O País das Carpideiras, em que ele comentou a cobertura de alguns veículos de comunicação em relação à morte do cantor Leandro. É um absurdo o que certas emissoras de televisão fazem em nome de índices de audiência. Passam do ridículo, extrapolam, abusam da fé das pessoas. Trata-se de um grande ídolo da nossa música, de caráter irrefutável, de unanimidade nacional, mas fazer o que a Rede Globo, a Rede Record e até mesmo a Rede Bandeirantes fizeram foi demais.
Cobertura jornalística deve e precisa existir, mas de forma discreta, não usando de artifícios mesquinhos como foi, sem ao mínimo preservar a família num momento como aquele. Edson Cury, o famoso Bolinha, abrilhantou, durante tantos anos, as tardes de sábado, com seu famoso Clube do Bolinha, na TV Bandeirantes. Ele tinha câncer e faleceu. As grandes redes deram alguma cobertura? Nenhum comentário. Morre alguém que descobriu tantos talentos na música brasileira e não se fala nada. Vemos que existe preconceito no meio artístico.
- GILBERTO REGINA, Maringá
Quem sou?
Sou grande e espaçoso, sem domínio e dominado. Novo, ainda sou verde. Sempre fui rico e cobiçado por muitos povos que conhecem o amarelo da minha riqueza. Apesar de toda riqueza sempre tive saúde precária, mal cuidada por falta de verba. Em meu espaço livre o azul me embeleza. Nunca fui de briga e por isso adotei o branco como símbolo da minha paz. Sou tolerante ao ponto de ser considerado um fraco. Abusam de mim e nada faço. Admito a farinha para o aumento da minha prole. Admito a intransigência e a corrupção porque não querem que eu conviva sem segurança e insensível com os acontecimentos que travam meu desenvolvimento. Tamanha é a minha omissão que me chamam de gigante adormecido. Com tudo isso ainda sou alegre e me divirto. Sou o rei no pé, na música e irreverente com as dificuldades que me envolvessem. Não tenho tempo ruim e sou o melhor dos trópicos, mas não evoluí porque nunca me deixaram. Tudo o que tenho não me pertence, pois sou um endividado e nada faço para me proteger. Com tudo isso ainda sou cobiçado e quem me procura nada me dá, só me tira. Nasci assim e nunca tive quem me desse proteção. Apesar disso sou sonhador, alegre e com esperança, mesmo sabendo que não gostam de mim pelo que sou, mas pelo que tenho. Meu principal símbolo representativo é verde, amarelo, azul e branco.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Jaguapitã
APAE
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Maringá transmite sinceros agradecimentos pela colaboração, empenho e carinho demonstrados deste jornal para a realização da 13ª Olimpíada Estadual das APAEs e instituições especializadas. Sua colaboração tornou possível o brilhantismo do nosso evento, proporcionando a integração e o envolvimento de todos os atletas, acompanhantes e comunidades. Sua cooperação contribuiu para que atingíssemos nossos objetivos.
- INEZ CRISTINA DEVIDES NABARRO, diretora da APAE de Maringá
Coral Sercomtel
Os trinta anos de ótimo serviço da Sercomtel S.A. foram comemorados com Missa de Ação de Graças no dia 2. Sem dúvida, a melhor maneira de agradecer a Deus - doador de todos os bens. E se a Santa Missa é por si mesma inefável grandeza, imagine-se quando se sublima com as vozes de um senhor coral. E cresce a beleza quando se executa uma peça de altíssimo quilate, qual seja a Missa Pastoril do padre José Maurício Nunes Garcia, mulato de 1800, certamente estrela de primeira magnitude nos arraiais da música clássica brasileira.
Sinto-me no gratíssimo dever de parabenizar e agradecer ao Coral Sercomtel pela perfeita e vigorosa execução. Fico calculando o quanto de carinhoso esforço exigido na preparação. Fruto, sem dúvida, de dois amores: amor ao belo sacro - avaliado e abraçado, amor e respeito à empresa que conduzem - honra alta de Londrina. E faço votos: continuem na linha do mais elevado e do mais puro e continuarão merecendo nosso aplauso e agradecimento.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
População
A população da Terra gira em torno de 5 bilhões de seres humanos. A mãe natureza determinou que apenas 5% dessa população (250 milhões) de pessoas sejam cabeças pensantes, dentre as quais há uma ínfima porcentagem de gênios que comanda a massa humana que vive, ainda, como gado. A população tem capacidade apenas para afazeres modestos donde tira o sustento para comer e procriar. Está na hora de fazer um controle, racional, global, na natalidade. Todo excesso de população causa desequilíbrio.
A humanidade ainda engatinha. Didaticamente, imaginemos que toda evolução até agora equivale a apenas um centímetro dos milhares que há para evoluir. Para os medíocres, até parece que já estamos no fim, que os 2 mil anos da era cristã representam muito. Só para se ter idéia de que praticamente nada representa, basta comparar isso com a idade da Terra, que é de aproximadamente 4,5 bilhões de anos.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Pedágio
Penso que toda sistemática de tributação, imposto ou ônus que faça o cidadão desembolsar valor em dinheiro vivo contribui para uma manifestação de descontentamento. O governador Jaime Lerner tem sido um governante positivo. Entretanto, a implantação do pedágio nas estradas do Paraná, sem alternativas, está desgastando a sua imagem perante a opinião pública, especificamente nos locais onde há presença de universidades entre os postos de pedágio. O estudante, mesmo pouco considerado pelos governantes, tem uma interessante força de formar opiniões, principalmente, adversas. Vejo no momento atual que o governador está sendo muito criticado por esse segmento, o que indubitavelmente o coloca em uma situação delicada para a próxima eleição. Caso ele possa ler isso, seria interessante para repensar o momento delicado que vivemos. O Paraná não pode parar. Não podemos andar para trás.
- J. BATISTA PIAZZA, Londrina
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