O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Seleção 1
A Seleção esteve muito bem no último jogo, mas ainda não é suficiente para faturar o penta. É preciso mais raça para alguns jogadores que parecem não querer nada com nada. Os brasileiros deveriam se espelhar nos argentinos pelo menos no que diz respeito ao amor à camisa que eles ostentam.
- MOACIR AYRES, Cacoal (RO)
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Seleção 2
Com a participação do Denílson na partida contra o Chile, a Seleção ganhou mais mobilidade no ataque. As oportunidades de gol tornaram-se mais claras. Ele demonstrou ser o ideal para o ataque brasileiro junto com Ronaldo. Começando a partida com Denílson, espera-se mais gols e jogadas rápidas do Brasil pelas pontas. Isso vai deixar a zaga adversária toda perturbada para a marcação do jogador.
- JOSIAS LUIZ ESTEVÃO, Umuarama
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Seleção 3
Denílson é talentoso, mas não deveria entrar no lugar de Bebeto, mas sim no de Rivaldo. O jogo poderia ficar melhor. Mas se ele continuar na reserva e for substituir alguém no segundo tempo tem que ser logo no começo para o menino mostrar seu futebol.
- SANDRO RICARDO GRAZILIO, Paranavaí
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Seleção 4
Apesar de preferir o Denílson, acho estratégico que ele não comece jogando. Parece que o efeito é muito maior quando ele é colocado no segundo tempo. Apesar das críticas, Bebeto está se movimentando bem e acaba fazendo alguns gols. Prefiro o primeiro tempo com Bebeto e o segundo com Denílson.
- ALBERTO SILVA, Londrina
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Pedágio 1
Entendo que o pedágio é um imposto, ao contrário do que se publica na mídia, tendo em vista que as estradas que operam atualmente com pedágio já foram construídas com o dinheiro público e a carga tributária sobre automóveis, combustíveis, peças e serviços é suficiente para custear as rodovias.
- LUIZ ANTONIO MARTINS, Arapongas
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Pedágio 2
Pedágio tem sido palavra temida por boa parte dos paranaenses que utilizam rodovias do Estado. Quando o governador Jaime Lerner anunciou a criação do Anel de integração, ele simplesmente informou que as rodovias seriam recuperadas, trazendo, entre muitos benefícios, a geração de empregos. Acreditei, com ingenuidade de criança, que o IPVA que eu pagava era bem empregado, já que em momento algum se mencionou a cobrança de pedágio.
Pouco depois presenciei a entrega de nossas rodovias para a iniciativa privada, que ficou incumbida de explorá-las durante 24 anos. Em contrapartida, deveriam duplicar as rodovias para que pudessem cobrar o pedágio. A estrada Maringá-Londrina foi duplicada no governo Álvaro Dias. A concessionária que explora o trecho não terá despesa alguma com a duplicação. As poucas benfeitorias - corte do mato da beira, pintura das pistas, troca das placas de sinalização - não são mais do que obrigação. Pagamos IPVA para quê? A rodovia continua a mesma, com alguns remendos, é claro, mas a praça de pedágio está belíssima, é obra faraônica.
- MARCELO ADRIANO CAMPANER, Maringá
Privatização
O momento é de privatização no Paraná. Começou em Londrina, onde praças e ruas foram privatizadas: para estacionar tem que se pagar taxa de permanência. O governo do Estado privatizou nossas rodovias. Quem percorre 80 quilômetros tem que pagar dois pedágios para ir e dois para voltar. São taxas altíssimas. Para amenizar a situação foram criados cupons para transporte da safra, até 31 de dezembro, após o que a cobrança será normal. Agora chegou a vez de o Banestado ser privatizado. Hoje a maioria dos 400 municípios apóia o governador. Após a privatização do Banestado, a maioria dos municípios de pequeno porte perderá suas agências, como acontece com o antigo Bamerindus. O troco estará nas próximas eleições.
- GILMAR ÂNGELO DE AZEVEDO, Londrina
Que país é este?
No ano passado, em companhia de um amigo, fui de motocicleta até o Alasca. Foi uma viagem maravilhosa. Foram 34.000 km rodados, cruzando as fronteiras de 13 países, até atingir o último ponto alcançável por terra antes do Pólo Norte. (A aventura foi acompanhada por este jornal). Em algumas fronteiras, os trâmites de entrada/saída foram um pouco complicados. Perdemos algumas horas. Não dá para esperar muito da burocracia de países do Terceiro Mundo. Até então, não imaginávamos o que nos aguardava em nosso país.
Para retornar, como não tínhamos tempo para fazer o percurso por terra, rodamos até Miami e de lá despachamos as motos de avião. Se tivéssemos retornado por terra entraríamos por qualquer posto aduaneiro fronteiriço sem nenhum problema. Como o retorno foi de avião, surgiram problemas. A Receita Federal exige a importação das motos. Como é que se pode importar um bem que é nacional? Não existem procedimentos para importação de um bem nacional. Depois de meses, quando a RF definiu tais procedimentos chegamos a um impasse: a RF exige a importação, mas o Banco do Brasil não dá guia de importação para um veículo usado. O documento emitido pelo Detran, que comprova a posse sobre as motos, abriu as portas dos 13 países por onde passamos, menos as do nosso país. Tem algo errado. Que país é este? Um país conhecido como o país do futuro mas, de um futuro que nunca chega.
- MARCOS ANTONIO VOJCIECHOVSKI, Curitiba
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