O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Sala Bento Mossurunga
A Folha 2 de 26 de junho publicou reportagem sobre a inauguração da Casa Andrade Muricy, na Secretaria de Cultura em Curitiba, assinada por ZCL (que deve ser Zeca Correia Leite). São citadas várias coordenadorias, a Sala de Exposição Miguel Bacun, importante espaço com o nome de notável pintor paranaense e que, não se sabe por que, desapareceu. Mas foi omitida a existência do conjunto cultural, a Sala Bento Mossurunga, que existia na Secretaria desde os anos 80, em homenagem ao compositor paranaense.
Esse espaço foi reformado em 1987, na gestão de Renê Ariel Dotti, quando foi reorganizado com sala de exposição contendo objetos e condecorações de Bento Mossurunga, o Auditório Antonio Melilo, em honra do compositor, pianista e fundador da FAP, e ainda a Biblioteca Renee Devrainne, em homenagem à pianista e mestra, uma das fundadoras da Embap, onde estavam depositados os originais e obras não só de Mossurunga, mas de todos os grandes nomes da nossa música.
Todo esse precioso acervo foi desmobilizado, suprimido. Procurei a Secretaria de Cultura e não consegui informações precisas. Fui vagamente informado que tudo está encaixotado num depósito da Secretaria. Sofre, assim, a música do Paraná, uma perda lamentável e que se pode tornar até irrecuperável, com o desaparecimento do único espaço e acervo destinado a recuperar e manter a memória musical paranaense.
- HENRIQUE MOROZOWICZ, ex-membro do Conselho de Cultura do Estado, Londrina
Resposta Entendo a revolta expressa pelo respeitado compositor Henrique Morozowicz, mas não é de minha competência responder pelos destinos da antiga Sala Bento Mossurunga, que desapareceu quando deu lugar à Casa Andrade Muricy. Quanto ao fato de não citar a existência do conjunto cultural não tive intenção de omitir nada. O texto era um breve histórico dos 70 anos do prédio; não necessariamente um tratado. Quando citei que teve até uma pequena sala onde, por algum tempo, realizaram-se concertos de câmara e recitais, reportei-me justamente à época em que a Sala Bento Mossurunga realmente existiu. Aliás, MPB, jazz e música sertaneja - não citados no texto - também ecoaram nesse espaço. Poderia me estender nas exposições, mas assim como no box da reportagem, também aqui o espaço merece brevidade.
- ZECA CORRÊA LEITE, Curitiba
Pedágio
Em viagem de Londrina a Maringá, presenciei as melhorias feitas na rodovia e isso causou-me impacto real. Reforçaram a pintura das faixas de sinalização nas laterais, fizeram obturação dos buracos e recapeamento superficial em alguns trechos. Telefones de atendimento de emergências nem sinal. Nem poste ou outra marca que indique instalação futura. Quando se chega à praça de pedágio, aí sim houve melhoria espetacular, tudo moderno, bem-feito, bem fiscalizado, que nem um ciclista poderá passar sem ser notado. Tem até ambulâncias estacionadas. A conclusão a que se chega é a de que os exploradores do pedágio jamais conseguiram ou conseguirão maior fonte de renda com aplicação mínima de capital, graças ao beneplácito do governo e da Assembléia Legislativa. São concorrentes da Casa da Moeda.
Francamente, Sr. governador, estamos sendo enganados e espoliados, quando pagamos para transitar por estradas construídas com o achatamento de nossos salários, que até hoje não foram repostos, em especial o trajeto de Londrina a Maringá. Os meios de comunicação procuram nos impingir justificativas enganosas como se fôssemos as mais ignorantes das criaturas do Paraná. Artistas da TV são mestres em expor falácias e a maioria acredita.
Ora, Sr. governador. Sua campanha foi baseada no Anel de Integração. Que integração é essa que subtrai de nossos vencimentos valores que poderiam suprir nossas mesas e despensas? Continuaremos sonhando com um país de primeiro mundo até que a criatura humana seja respeitada em sua dignidade, em seu direito de ir e vir. Ainda bem que as eleições estão próximas.
- BOANERGES DE OLIVEIRA, Londrina
Poder de fogo
Estamos na fase dos acordos políticos. O interesse nesses acordos é tanto que nós, eleitores, parecemos não ter voz. Assim, quando chegar o grande dia do voto, em que elegeremos nossos candidatos, o que vamos fazer? Em quem vamos depositar nossa confiança e nossas esperanças? Parece que os políticos pensam que isso tem interesse secundário, pois sabem que vamos votar em quem a mídia mandar, naqueles que têm mais poder de fogo ou mais horas na televisão. O que me irrita é que em seus gabinetes nos fazem de bonecos, de marionetes. Como é fácil, pensarão eles, governar um povo sem critérios, um povo deseducado.
- OCIMAR MARTINS, Londrina
Igapó 2
Não bastassem os recentes atos do poder público consignando, doando ou concedendo (ou seja lá a que título for), estamos agora assistindo a mais uma cena de desrespeito ao patrimônio público. Sob o pretexto de trazer para cá um Centro de lazer e entretenimento, Prefeitura e Câmara despendem tempo - e como eles nos custam - para discutir a doação do Igapó aterrado para empreendimento da iniciativa privada. A área foi doada pelo loteador, e fez parte da planilha de custo do loteamento. Portanto, foi paga pelos adquirentes dos 65% que sobraram da área total. Nos tempos de pedágio, patrimônio público é moeda de uso privado na festança dos governantes que têm poder de decidir. A culpa é nossa, que somos eleitores irresponsáveis.
- DAVID DEQUECH NETO, Londrina
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Imin 90
Nós, da organização da Imin 90, sentimos muita satisfação pela inestimável parceria com a equipe de jornalistas da Folha , liderados por João Milanez. Agradecemos sua participação pessoal e a ampla cobertura dada por seus jornais, não só na grande festa da imigração japonesa, mas também ao longo das atividades que realizamos. Obrigado pela colaboração neste nosso esforço de valorizar o grande marco da nossa história.
- YWAO MIYAMOTO, coordenador geral, Londrina
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